quinta-feira, 25 de abril de 2013

Gigante russa do petróleo quer acordos de cooperação



A maior produtora de petróleo da Rússia e uma das maiores petroleiras do mundo quer aumentar a atuação no Brasil a partir deste ano. Por meio da TNK-BP - que foi adquirida há um mês e já tinha presença no mercado brasileiro -, a estatal russa Rosneft já está se articulando para fazer acordos de cooperação e comprar participações em projetos exploratórios no País.

A companhia está apostando suas fichas nas parcerias, porque não chegou a se habilitar para a 11ª rodada de licitações de áreas exploratórias da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), prevista para maio. Segundo o vice-presidente sênior de exploração da TNK-BP, Chris Einchcomb, a decisão de não participar do leilão está diretamente relacionada à mega aquisição da empresa pela Rosneft - transação que começou em outubro e foi finalizada apenas no dia 21 de março.

"Por causa da aquisição, seria impossível termos a aprovação na pré-qualificação para a rodada de maio. Então, decidimos não participar como candidatos", diz Einchcomb. "Mas isso não nos impede de assinar acordos de cooperação com outros para participar como investidores, como fizemos com a HRT."
A TNK-BP entrou definitivamente no Brasil em 2011, ao comprar por US$ 1 bilhão uma participação de 45% nos ativos da petroleira brasileira HRT na bacia do Rio Solimões. A transação fez da multinacional uma parceira da HRT sem que ela precisasse ser dona da empresa. É esse modelo que os russos pretendem repetir daqui para frente.

Segundo Einchcomb, a petroleira já fez contatos com duas empresas habilitadas para o leilão e poderá conversar com "mais uma ou duas". Os acordos não precisam ser firmados antes do leilão, mas dariam força aos participantes habilitados. "Há várias oportunidades de fazermos acordos de cooperação, seja com nosso parceiro atual, a HRT, seja com outras companhias", afirmou Einchcomb, na terça-feira, 23, durante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, no escritório da TNK no Rio, onde, na semana passada, foi realizada uma reunião com funcionários da ANP. O escritório fica no mesmo prédio onde está a sede da HRT, em Copacabana.

O executivo destacou a importância de investir no Brasil: "Se você quer ser uma grande companhia de petróleo e gás no mundo, você não pode ignorar o Brasil." Por isso, a companhia russa também está de olho nas duas outras rodadas de leilões previstas para o segundo semestre deste ano - uma somente para exploração de gás e outra para áreas no pré-sal. "Ainda podemos nos pré-qualificar se quisermos", diz Einchcomb, destacando que a ANP ainda não definiu um cronograma para a pré-qualificação.

Antes da aquisição, os atuais projetos da TNK no Brasil eram destaque na atuação internacional da antiga joint venture da British Petroleum (BP) com investidores russos - comprada pela Rosneft por US$ 16,7 bilhões em dinheiro e 12,8% em ações da petroleira russa de controle estatal. A Rosneft mantém acordos de cooperação com as petroleiras Exxon, Statoil e Eni.

Gigante
Agora, a operação brasileira faz parte de um portfólio que inclui operações nos Estados Unidos, na Noruega, na Argélia, na Venezuela e no Vietnã. A produção fora da Rússia, porém, é pequena. A Rosneft produziu, em média, 2,702 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2012, na soma de petróleo e gás, acima de toda a produção brasileira, em aproximadamente 2,3 milhões de barris por dia.

Segundo Einchcomb, o foco principal da TNK no Brasil é investir em projetos exploratórios, menos como operadora, ou comprando fatias em empresas já estabelecidas. "O que estamos procurando no momento é mais investir em projetos, mas se boas oportunidades surgirem do ponto de vista de (investir em) companhias, por que não considerar?"

Um dia após as ações da OGX, petroleira do grupo EBX, do empresário Eike Batista, subirem na esteira de rumores de que outra petroleira russa, a Lukoil, poderia comprar uma fatia da empresa, Einchcomb negou interesse específico por qualquer empresa brasileira. "O mesmo (desvalorização das ações) aconteceu com nosso parceiro, a HRT. Todos viram a queda dramática nas ações e disseram que deveríamos comprar uma fatia na HRT. Queremos participar nos projetos. Não precisamos ser donos da HRT.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Saipem fará oleodutos no pré-sal da Bacia de Santos



A italiana Saipem, maior empresa de serviços do setor de petróleo da Europa em valor de mercado, informou que assinou novos contratos internacionais de engenharia e construção na América Latina no valor total de cerca de US$ 500 milhões.
Os contratos envolvem o projeto de gás natural Perla, na Venezuela, e os sistemas Sapinhoá Norte e Iracema Sul, na bacia de Santos, cerca de 300 km das costas do Rio de Janeiro e de São Paulo, no Brasil.
Junto à Petrobrás, a Saipem assinou contrato que engloba a fabricação e a instalação de dois oleodutos offshore, em profundidades de até 2.200 metros. As atividades marítimas serão realizadas pela Saipem FDS 2 no quarto trimestre de 2014. O estaleiro da Saipem em Guarujá - atualmente em desenvolvimento - será usado para logística e armazenamento de tubos. A Saipem é controlada pela petroleira italiana Eni.
No acordo com a Cardon IV, uma joint venture formada entre a Eni (50%) e a Repsol (50%), a Saipem vai investir no desenvolvimento do Perla EP, no Golfo da Venezuela. As atividades marítimas serão realizadas, principalmente, pelos navios Saipem 3000 e Castoro 7, entre o terceiro trimestre de 2013 e o segundo trimestre de 2014. O trabalho abrange o transporte e a instalação de uma plataforma de centro e duas plataformas satélites, com diâmetros de 30 polegadas, e de um oleoduto de 67 km de comprimento.

Fonte : NN - A Mídia do Petróleo

Congresso suspende tramitação e MP dos royalties deve expirar


O Congresso Nacional decidiu na terça-feira (23) suspender a tramitação da medida provisória que trata da destinação dos recursos dos royalties do petróleo para educação, diante de insegurança jurídica sobre o tema.
"A MP foi sobrestada, quer dizer que suspenderam a tramitação e ela vai caducar", disse o relator do projeto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), à Reuters, por telefone.
Segundo o deputado, a decisão reflete a posição da maioria dos parlamentares da base aliada e do próprio governo, para evitar insegurança jurídica, uma vez que os royalties são foco de questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). "A maioria da base e até mesmo o governo consideraram que haveria um risco jurídico nesta MP no STF", afirmou Zarattini.
A MP modifica os percentuais de divisão dos royalties do petróleo para os novos contratos de concessão e destina 100% dos recursos para a educação. A destinação dos recursos para a educação é defendida pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff.
Entenda
A MP foi editada no fim do ano passado, quando Dilma vetou a lei aprovada pelo Congresso que alterava a distribuição dos royalties inclusive dos contratos em vigor. Os vetos foram derrubados posteriormente pelo Congresso e os Estados produtores de petróleo (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo) recorreram ao STF para derrubar a nova lei, já que consideram inconstitucional a mudança da distribuição referente aos contratos antigos.
A ministra do STF Cármen Lúcia, em caráter provisório, suspendeu em março a aplicação da lei resultante da derrubada dos vetos, até que o assunto seja discutido pelo plenário da Corte.
Zarattini argumentou que seu parecer não seria afetado por uma decisão do Supremo, mas não foi esse o entendimento que prevaleceu entre os parlamentares da base nesta terça-feira. "O nosso projeto iria destinar os recursos para a educação independente de decisão do Supremo", explicou o relator. "Nós perdemos a oportunidade de garantir mais recursos para a educação."
O parecer de Zarattini alterava a destinação de alguns recursos pagos pela exploração da commodity referentes a contratos anteriores à edição da MP.
Validade
A medida provisória perde a validade no dia 12 de maio e, como foi editada em 2012, nada impede que Dilma possa editar uma nova medida provisória sobre o tema. Mas há outra possibilidade legislativa para vincular esses recursos à educação, segundo a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que esteve no Congresso acompanhando o desenrolar dessa e de outras matérias caras ao governo.
"A questão dos royalties para a educação, a presidenta não abre mão. Se nós não pudermos garantir na votação da MP, nós temos ainda no Plano Nacional de Educação a possibilidade de garantir a questão dos royalties", disse a ministra a jornalistas ao deixar o Congresso.
"Infelizmente essa questão dos royalties virou uma verdadeira paixão, quase que futebolística... as posições estão muito acirradas, judicializou", afirmou Ideli. 

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aumento de etanol na gasolina não provocará problema de abastecimento


A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (23) que as medidas anunciadas para o setor de etanol tem o objetivo de “reforçar” este segmento da economia. “Este é um setor que veio para ficar, e nós temos que, volta e meia, ver o que pode ser feito para dar suporte aos nossos produtores”, disse. Em relação à diminuição do preço do combustível, ela disse que dependerá de como o mercado estiver.

A presidenta ressaltou que a produção brasileira de etanol é reconhecida em todo o mundo por poupar emissões de gases de efeito estufa e tornar mais eficiente o uso da energia. O fato de fazer parte de dois seguimentos, do agronegócio e do industrial, o torna mais suscetível a crises. “Tanto sofre os efeitos das flutuações agrícolas, como com as características do mercado de energia”.

A presidenta disse que o aumento para 25% da quantidade de etanol misturada à gasolina, a partir do dia 1º de maio, é reconhecimento de que a produção foi maior. Ela explicou que a medida não provocará problema de abastecimento, pois, atualmente, o setor é “extremamente” flexível e fácil de ser regulado. “Às vezes o preço compensa, às vezes não compensa. O fato de ser flexível é que justifica hoje nós termos dado um passo na direção da estabilidade do setor”, disse, acrescentando que o consumidor pode escolher qual combustível colocar em seu veículo.

“Quando, nos anos 80, usávamos carro a álcool, ele era inflexível. ou era álcool ou não era nada. Como [a cana] é um produto que sofre as variações do clima, uma seca ou algo assim interfere na produção da matéria-prima, nós conseguimos superar isso com a tecnologia do flex fuel”, disse a presidenta. Segundo ela, o país hoje tem a possibilidade de ter um setor de etanol com dupla função, produzindo para o mercado interno e também com condições de ser um grande exportador.


Fonte: Agência Brasil

Parlamentares suspendem andamento da MP dos royalties para educação


Os deputados e senadores que analisam a Medida Provisória (MP) 592, que destina 100% dos recursos do petróleo para a educação, suspenderam a tramitação da medida provisória para aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da lei que redistribui os royalties entre todos os estados e municípios. Com a decisão dos parlamentares, o risco da MP caducar aumenta. A regulamentação está sob análise da Corte há mais de um mês, desde que a ministra Cármen Lúcia decidiu suspender a nova redistribuição dos royalties do petróleo. O prazo para que a medida provisória seja votada termina no próximo dia 12 de maio.

Depois de participar de uma reunião com a liderança do governo no Senado, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, não descartou a possibilidade de expirar a validade da matéria.“Infelizmente, essa questão virou uma verdadeira paixão, quase futebolística. As posições estão muito acirradas”, disse, sem abrir mão do recado do governo. Segundo a ministra, a presidenta Dilma Rousseff não vai abrir mão da destinação dos royalties para a educação. “Se não pudermos garantir na votação da MP, temos ainda no Plano Nacional de Educação a possibilidade de garantir esse grande salto de desenvolvimento e de garantia para o futuro das próximas gerações, a partir dos royalties”, acrescentou.

A expectativa no Senado Federal era a votação sair por meio de um acordo na comissão mista criada para analisar a matéria. Na semana passada, o relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), indicou que 100% da participação especial da União e do Fundo Especial de Estados e Municípios sejam destinados à educação e 100% dos royalties da União para a área de ciência e tecnologia.

Pelos cálculos do parlamentar, com essas transferências, R$ 16,2 bilhões iriam para a educação este ano, podendo chegar a R$ 42,4 bilhões. Para a ciência e tecnologia, seriam R$ 3,2 bilhões este ano, podendo chegar a R$ 7,1 bilhão em 2020.


Fonte: Agência Brasil

Novas petrolíferas já respondem por 20% das exportações de petróleo


As petroleiras estrangeiras já respondem por pelo menos 20% das exportações brasileiras de petróleo. No ano passado, na comparação com 2011, o conjunto dessas companhias aumentou em cinco pontos percentuais sua participação no total exportado de óleo bruto pelo Brasil e trouxe US$ 5,5 bilhões para a balança comercial do país. Com a nacional OGX, a exportação das companhias privadas alcança US$ 5,7 bilhões, considerando a lista de maiores exportadores do país elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
O resultado é creditado ao aumento na produção de petróleo bruto por parte das estrangeiras, ao mesmo tempo em que a Petrobras diminuiu a exportação diária de barris. Pela atual configuração do setor, na visão de analistas, a participação estrangeira nas exportações deve seguir aumentando nos próximos anos.
Dados do Mdic mostram que mesmo com o aumento a Petrobras segue com folga como a principal exportadora do país. Dos US$ 27,8 bilhões gerados pelas exportações de companhias petrolíferas no ano passado, US$ 22,1 bilhões foram para o caixa da estatal (sem considerar as vendas da Petrobras Distribuidora). O valor foi 3,5% menor do que o registrado em 2011. O montante embarcado pelas estrangeiras, por outro lado, aumentou 38%, considerando as maiores exportadoras do setor.
Um movimento duplo no setor vem se desenhando no país nos últimos dois anos. O aumento da demanda interna por combustíveis fez a Petrobras utilizar mais petróleo bruto para refino, enfraquecendo as exportações. Ao mesmo tempo, a produção de barris de petróleo da estatal passa por um período de estagnação. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informou que a perspectiva deste ano é de "produção diária de 2 milhões de barris por dia, com variação de até 2% para cima ou para baixo". Ano passado, por exemplo, a empresa produziu 2% a menos de barris de petróleo bruto e aumentou o volume de refino em 4,5%, tomando parte do produto cru antes utilizado para a exportação.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

País voltará a ser autossuficiente a partir de 2014, diz Petrobras


A Petrobras informou que, a partir do ano que vem, a produção de petróleo no Brasil voltará a atingir a autossuficiência volumétrica, ou seja, volumes iguais de petróleo produzido e de derivados consumidos, contando a produção da estatal, de seus parceiros e de outras empresas produtoras.
Segundo a empresa, a autossuficiência em petróleo tinha sido atingida em 2006, mas, entre 2007 e 2012, a demanda por derivados cresceu 4,9%, enquanto a produção aumentou 3,4%.
A curva de produção da Petrobras no Brasil apresentará crescimento contínuo até atingir a meta estabelecida pelo Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, que é 2,5 milhões de barris por dia em 2016, 2,75 milhões em 2017 e 4,2 milhões em 2020.
Em 2020, a Petrobras estima que terá capacidade de refinar 3,6 milhões de barris por dia, enquanto o consumo deverá ficar em torno de 3,4 milhões de barris diários. “A produção brasileira de petróleo passará, então, a superar a produção de derivados, o que também dará ao país a autossuficiência em derivados”, afirma a empresa, em nota. 

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Royalties com queda superior a 14%


O repasse mensal dos royalties do petróleo destinado à Prefeitura de Campos referentes à produção de fevereiro, verba repassada hoje pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), sofreu queda superior a 14% em relação ao mês passado. Foram R$ 48.253.759,92, menos R$ 8.108.650,12 em relação a março, quando o município arrecadou R$ 56.362.410,04. O total arrecadado após quatro repasses de royalties este ano soma R$ 215,395 milhões.
Segundo o economista Ranulfo Vidigal, gerente executivo do Centro de Informações e Dados de Campos (Cidac), “a redução da receita dos royalties se deve à queda de produção do petróleo, em razão da parada planejada de algumas plataformas na Bacia de Campos”.
A previsão é de que este ano se confirme uma queda na arrecadação por conta da produção de petróleo. “Fica um alerta aos gestores públicos: a tendência é piorar para os próximos meses porque, embora não haja previsão de maior queda no câmbio, há uma expectativa na queda do valor do barril do petróleo, em razão da redução das taxas de crescimento industrial da China. Com isso, o resultado é uma desaceleração da demanda por produtos primários no mercado internacional. Desta forma, a lâmpada amarela está acesa”, analisou.
Precaução nos investimentos públicos
Ranulfo lembrou que a redução dos repasses dos royalties recomenda precaução nos investimentos públicos na região da Bacia de Campos. “É que as cidades da região, têm 60% dos seus recursos fiscais lastreados nos royalties”, lembrou o economista. “A tendência é continuar caindo, enquanto a China não recuperar as taxas de crescimento em sua produção industrial”. 

Outro aspecto considerado limitador na implementação de políticas públicas para os gestores públicos dos municípios da região produtora é a vinculação dos royalties com os gastos relacionados à educação, com a aprovação da Medida Provisória (MP) 592.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) leu na última terça-feira o relatório da MP dos royalties, na comissão mista criada para analisar a medida provisória. A pedido do Planalto, o parlamentar manteve a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação. Havia a expectativa de que o texto fosse votado, mas os deputados Anthony Garotinho (PR-RJ) e Newton Lima (PT-SP) pediram vistas.
Fonte: ODIÁRIO

Os juros e o petróleo


As manchetes dos jornais do dia 18 de abril apresentam como primeira notícia das páginas de economia, o aumento da taxa básica de juros (Selic) do Bacen, em 0,25 ponto percentual, totalizando 7.5% ao ano. O foco das matérias é como, e não poderia deixar de ser, o impacto de tal medida no controle da inflação e em suas implicações para o crescimento do país em 2013.
Aqui, no NNpetro, um veículo dedicado ao mercado de Óleo & Gás, devemos analisar como os juros afetam essa indústria.  Taxas mais altas tendem a atrair a entrada de dólares e outras moedas fortes que vem em busca de melhores rentabilidades para seus investimentos, como resultado temos a valorização do Real frente a essas moedas. Câmbio valorizado barateia as importações de ativos necessários às atividades de prospecção e produção de petróleo.  
Devido às experiências do passado, em que viveram fortes emoções com as intensas variações do câmbio, as empresas contratadas e as subcontratadas (contractors e subcontractors) têm os seus atuais contratos devidamente protegidos dessas drásticas flutuações. Esses foram os anos 80 e 90 do século passado em que devido a instabilidades econômicas internas e externas, tivemos fortes variações cambiais e as empresas do setor passaram por dificuldades para manter a viabilidade econômica de seus projetos.
Para a Petrobras, que vem sofrendo um déficit em sua balança comercial, por ser pesada importadora de óleo e gasolina, o câmbio valorizado é um bom momento para a empresa e seus acionistas que precisam bancar as políticas de governo para controle da inflação através da retenção dos preços internos de revenda da gasolina.
Todavia, mesmo nesse cenário, não é vantajoso para a indústria de petróleo e para qualquer outro segmento econômico que a taxa Selic dispare e freie a atividade econômica. A inflação é igualmente perniciosa. O Banco Central precisa ter a dose certa de juros a ser administrada ao país e para isso precisa ter liberdade técnica frente às vontades políticas do Planalto.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Brasil será auto-suficiente em petróleo a partir do ano que vem


A Petrobras informou nesta quinta-feira(18/04) que, a partir do ano que vem, a produção de petróleo no Brasil voltará a atingir a autossuficiência volumétrica, ou seja, volumes iguais de petróleo produzido e de derivados consumidos, contando a produção da estatal, de seus parceiros e de outras empresas produtoras.
Segundo a empresa, a autossuficiência em petróleo tinha sido atingida em 2006, mas, entre 2007 e 2012, a demanda por derivados cresceu 4,9%, enquanto a produção aumentou 3,4%.
A curva de produção da Petrobras no Brasil apresentará crescimento contínuo até atingir a meta estabelecida pelo Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, que é 2,5 milhões de barris por dia em 2016, 2,75 milhões em 2017 e 4,2 milhões em 2020.
Em 2020, a Petrobras estima que terá capacidade de refinar 3,6 milhões de barris por dia, enquanto o consumo deverá ficar em torno de 3,4 milhões de barris diários. “A produção brasileira de petróleo passará, então, a superar a produção de derivados, o que também dará ao país a autossuficiência em derivados”, afirma a empresa, em nota.
Fonte: Campos 24 horas

Petrobras não é instituição de resgate para ajudar Eike, diz Lobão


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou qualquer ajuda da Petrobras às empresas de Eike Batista. A OGX vem passando por dificuldades de produção e suas ações têm sofrido duramente na Bolsa de Valores nos últimos dias, o que levou a se cogitar a realização de uma espécie de resgate por parte do governo ou via Petrobras. 
Segundo Lobão, a Petrobras poderá fazer associações comerciais que beneficiem o empresário, mas somente se forem de interesse da estatal. 
“A Petrobras não é uma instituição para ajudar outras e a Petrobras não fará isso. O que poderá fazer é uma associação, se for de seu interesse, com o grupo de Eike Batista. Ele está tocando o Porto do Açu, que é de interesse da estatal. O objetivo não é o de ajudá-lo, é fazer negócio”, disse o ministro.
O secretário do ministro, Marco Antonio Almeida Martins, explicou que a Petrobras precisa de três portos para desenvolver o pré-sal. Um já está em construção. “Se o porto do Eike tiver condições técnicas e econômicas para que a Petrobras o use, a Petrobras comprará capacidade de utilização do porto. Se não for o do Eike Batista, será outro”, disse.
O ministro não acredita que a crise na OGX possa abalar a imagem de empresas brasileiras no exterior - como vem se comentando no mercado - e observa que muitas empresas americanas tiveram grandes prejuízos nos últimos anos, como no caso da bolha imobiliária, e “nem por isso a imagem americana foi abalada”. “É da natureza da livre iniciativa, empresas inflam, murcham e muitas conseguem se recuperar”, disse.
Questionado se o governo estuda algum tipo de socorro ao grupo de Eike, Lobão disse que apenas o ministério da Fazenda pode responder a essa pergunta, embora tenha lembrado que o BNDES já realizou financiamentos ao grupo.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Forbes: Petrobras é a primeira brasileira na lista das maiores empresas do mundo



As brasileiras Petrobras, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Vale estão entre as 100 maiores empresas com ações listadas publicamente do mundo, segundo um ranking da revista norte-americana Forbes.
A Petrobras é a primeira brasileira da lista das 2 mil maiores empresas, em 20º lugar, mas caiu 10 posições em relação ao ano passado. A estatal tem ativos avaliados US$ 331,6 bilhões e valor de mercado de US$ 120,7 bilhões. A petrolífera brasileira esta acima de gigantes como Samsung, Allianz, Microsoft e Nestlé.
Logo atrás da estatal, o Itaú Unibanco se classificou como a segunda maior empresa brasileira, no 42º lugar da lista, seguido pelo Bradesco, no 45º lugar. O Banco do Brasil ficou na 67ª posição.  O valor de mercado estimado dos bancos é de, respectivamente, US$ 82 bilhões, US$ 71,6 bilhões e US$ 37,9 bilhões.
A Vale foi a 87ª colocada da lista, apesar de possuir valor de mercado maior que o dos três bancos, de US$ 92,7 bilhões. A classificação é resultado de vendas comparativamente menores, de US$ 45,7 bilhões.
A Forbes leva em consideração vendas, lucros, ativos e valor de mercado para calcular o tamanho das empresas do ranking, que, no total, engloba 2 mil companhias.
Segundo a revista, a brasileira Eletrobras foi uma das empresas cuja colocação mais recuou no ranking. A empresa do setor energético caiu do 320º lugar da lista em 2012 para o 935º lugar em 2013 após ter registrado prejuízo recorde no ano passado.
Líderes
A lista deste ano é liderada pelos bancos chineses ICBC e China Construction Bank, seguidos pelo norte-americano JPMorgan, pela General Electric e pela Exxon Mobil. Foi a primeira vez que o ICBC chegou ao topo da lista, desbancando a Exxon Mobil, que ocupava o posto no ano passado.
A Apple, que ficou empatada com o Wal-Mart no 15º lugar, é a empresa com maior valor de mercado, de US$ 416,6 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Governo do RJ discute polo de subsea


Sob a coordenação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, a indústria conheceu pela primeira vez nesta quarta-feira (17) detalhes da estruturação do polo fluminense de subsea, que visa aumentar a atratividade do estado neste segmento, trazendo investimentos de fornecedores e subfornecedores de olho na demanda crescente do pré-sal. A expectativa é de que as encomendas, apenas da Petrobras, atinjam R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos.

Nessa primeira reunião, convocada pela Secretaria para articular os fabricantes de equipamentos submarinos de grande porte, e discutir a modelagem institucional do polo subsea, participaram cerca de 50 representantes das principais empresas fabricantes de equipamentos e fornecedoras diretas às operadoras. Na próxima sexta-feira (19), acontece a segunda reunião na Firjan, com os subfornecedores do setor de equipamentos submarinos da indústria de petróleo e gás.

“Esse foi um primeiro passo para começar a concretizar o polo de subsea”, avaliou o subsecretário estadual de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Marcelo Vertis.

Hoje, existem na cidade do Rio 35 empresas de subsea (27 de serviços e oito de produtos) instaladas, que empregam quase 1,2 mil funcionários. A ideia do novo polo é atrair fornecedores do segundo e terceiro elo dessa cadeia, contribuindo para a consolidação da diversificação da economia fluminense. Entre os equipamentos de subsea estão árvores de natal molhadas, cabeças de poço e conexões.

A modelagem do polo fluminense do setor começou a ser discutida há seis meses em parceria que envolve, além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Petrobras, Firjan, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Sebrae-RJ e Rio Negócios. Na semana passada, o cônsul de negócios da Noruega no Rio, Rune Andersen, havia apresentado ao grupo que coordena a implantação do polo de subsea o modelo norueguês para este segmento.

O diretor de Política Industrial e Novos Negócios da Codin, Alexandre Gurgel, e o presidente da AgeRio, José Domingos Vargas, também apresentaram durante a reunião no Cenpes os mecanismos de atração de investimentos do governo do estado. Entre eles estão a concessão de incentivos fiscais e tributários, a disponibilização de um banco de áreas para novos empreendimentos, a busca de infraestrutura - como, por exemplo, água e gás - e a oferta de financiamentos.

Alexandre Gurgel também reafirmou a disponibilização de uma área especial, em Duque de Caxias, para novos fornecedores de subsea. O espaço, que já dispõe de licença prévia de instalação, tem 2 milhões de metros quadrados - tamanho máximo das áreas industriais da Codin. Outro espaço cogitado para nova oferta de indústria e serviços do setor foi apontado na reunião pelo diretor-executivo da Rio Negócios, Marcelo Haddad. A área tem cerca de 20 mil metros quadrados e tem como limites Benfica e Manguinhos, mais voltada para empresas tecnológicas, que demandam áreas menores.

Já o presidente da AgeRio ressaltou que a Agência Estadual de Fomento está prestes a aumentar de R$ 30 milhões para R$ 80 milhões sua linha de Credenciamento de Agente Financeiro da Finep, por meio do programa Inovacred. Os financiamentos do Inovacred serão destinados a projetos de inovação em produtos, processos, modelos de negócio e marketing.


Fonte: Revista TN Petróleo, Redação

OGX tenta se desfazer do bloco Tubarão Martelo



O bilionário brasileiro Eike Batista está tentando vender 40% do bloco Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, por US$ 1 bilhão já no mês que vem, de acordo com uma fonte com conhecimento direto do assunto.
A OGX, produtora de petróleo da EBX, de Eike, está em negociações avançadas com a Petroliam Nasional Bhd., empresa do governo da Malásia produtora de petróleo e de gás natural, disse a fonte, que pediu para não ser identificada, pois as conversas são privadas.
Eike Batista está vendendo ativos e mudando times de gestores de suas companhias interligadas em meio às preocupações do mercado de que os negócios do bilionário estão perdendo acesso a financiamento.
As ações de suas empresas negociadas em bolsa perderam cerca de 90% nos últimos 12 meses depois que a OGX cortou as metas de produção, reduzindo em mais de US$ 27 bilhões a fortuna pessoal do bilionário desde março de 2012.
A OGX não comenta especulações de mercado, disse a assessoria de imprensa da empresa, sediada no Rio de Janeiro, acrescentando que a companhia sempre está procurando novas oportunidades de negócios incluindo a venda de ativos em campos de petróleo.
Azman Ibrahim, um porta-voz da Petronas baseado em Kuala Lumpur, não quis comentar o caso, dizendo que a empresa não fala de rumores de mercado.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

É inimaginável viver sem petróleo?


Viver sem o petróleo. Inimaginável? Difícil, sim, mas não impossível. Basta a sociedade finalmente perceber que o petróleo é um bem finito, e que mais tem feito mal do que bem. É claro que o seu uso há décadas vem impulsionando o desenvolvimento de diversas tecnologias. Sem o petróleo, com certeza a vida teria sido mais difícil e o desenvolvimento social que vimos ao longo dos anos seria bem diferente. Porém, para esta autora, o petróleo atualmente faz mais mal do que bem. Derramamentos, metais pesados, hidrocarbonetos, contaminação, toxicidade, mutagênico, morte de animais e de plantas por sufocamento, câncer de diversos tipos... A lista dos males que este combustível fóssil acarreta poderia continuar por páginas.
Opções, como já comentei em outros textos, existem e precisam apenas de investimentos. Então a desculpa de que “é impossível” realizar essa mudança não procede. Alguns países já têm se dado conta disto. A Suécia, por exemplo, quer eliminar todas as fontes de combustíveis fósseis até 2020, substituindo-as por opções limpas e renováveis. Atualmente, os investimentos maiores no país são na área do desenvolvimento da biomassa, aumentando o uso de recursos vindos de florestas. Assim, uma primeira alternativa ao petróleo seria o biodiesel, uma fonte renovável e menos poluente que o petróleo, mas ainda assim poluente. Outros tipos de energias, como a eólica, solar e a hidroelétrica são também opções extremamente interessantes, e que deveriam receber mais investimentos.
Uma fonte de energia que é pouco discutida como forma de substituir o petróleo é a energia nuclear. Uma pequena pincelada neste assunto mostra que a energia nuclear pode ser considerada energia limpa. O que é necessário é apenas cuidado. Segundo especialistas, o lixo atômico permanece radioativo por séculos, mas não emite poluentes para o meio ambiente se for devidamente descartado. De acordo com o pesquisador britânico James Lovelock, bastaria uma carga equivalente a dois caminhões de urânio (elemento metálico barato e abundante), vindos de países estáveis como Canadá ou Austrália, para se obter energia suficiente para abastecer cidades ou até mesmo países.
 A emissão de gases ácidos é zero. Poeira e resíduos tóxicos? Nada. Resíduos? O equivalente a alguns baldes. Os benefícios da utilização da energia nuclear em vez de combustíveis fósseis são irrefutáveis. Quase um sétimo da energia consumida em todo o mundo é gerada por 438 reatores nucleares. Na França, 59 reatores nucleares geram 78% da energia necessária ao país. De acordo com o cientista nuclear Bruno Comby, a energia nuclear gerada pela França, além do baixo custo, reduz em 90% a poluição por dióxido de carbono no setor de energia. Todo o resíduo radioativo produzido pelo Reino Unido, em 50 anos de operações nucleares, seria suficiente para encher um recipiente de apenas 10 m3. O pesquisador se pergunta: por que estamos tão preocupados com um recipiente de 10 m3, se isto não é nada em comparação aos 13.700 km3 de dióxido de carbono produzidos pela queima de combustíveis fósseis? A poluição produzida todos os anos pelo petróleo é suficiente para, com sobra, cobrir as Ilhas Britânicas com uma nuvem espessa de 10 metros de altura.
Precisamos evoluir, e pensar em fontes de energia mais eficientes e menos danosas, pois corremos o risco de poluir o planeta a tal ponto que não será mais possível a sua recuperação, matando milhares, ou centenas de milhares, de espécies da fauna e flora, inclusive o Homo sapiens.
A autora
Rachel Ann Hauser Davis é bióloga, Doutora em Química Analítica pela PUC-Rio, professora visitante da UNIRIO e pesquisadora da PUC, UERJ e UNIRIO.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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