As manchetes dos jornais do dia 18 de abril apresentam como primeira notícia das páginas de economia, o aumento da taxa básica de juros (Selic) do Bacen, em 0,25 ponto percentual, totalizando 7.5% ao ano. O foco das matérias é como, e não poderia deixar de ser, o impacto de tal medida no controle da inflação e em suas implicações para o crescimento do país em 2013.
Aqui, no NNpetro, um veículo dedicado ao mercado de Óleo & Gás, devemos analisar como os juros afetam essa indústria. Taxas mais altas tendem a atrair a entrada de dólares e outras moedas fortes que vem em busca de melhores rentabilidades para seus investimentos, como resultado temos a valorização do Real frente a essas moedas. Câmbio valorizado barateia as importações de ativos necessários às atividades de prospecção e produção de petróleo.
Devido às experiências do passado, em que viveram fortes emoções com as intensas variações do câmbio, as empresas contratadas e as subcontratadas (contractors e subcontractors) têm os seus atuais contratos devidamente protegidos dessas drásticas flutuações. Esses foram os anos 80 e 90 do século passado em que devido a instabilidades econômicas internas e externas, tivemos fortes variações cambiais e as empresas do setor passaram por dificuldades para manter a viabilidade econômica de seus projetos.
Para a Petrobras, que vem sofrendo um déficit em sua balança comercial, por ser pesada importadora de óleo e gasolina, o câmbio valorizado é um bom momento para a empresa e seus acionistas que precisam bancar as políticas de governo para controle da inflação através da retenção dos preços internos de revenda da gasolina.
Todavia, mesmo nesse cenário, não é vantajoso para a indústria de petróleo e para qualquer outro segmento econômico que a taxa Selic dispare e freie a atividade econômica. A inflação é igualmente perniciosa. O Banco Central precisa ter a dose certa de juros a ser administrada ao país e para isso precisa ter liberdade técnica frente às vontades políticas do Planalto.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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