O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou qualquer ajuda da Petrobras às empresas de Eike Batista. A OGX vem passando por dificuldades de produção e suas ações têm sofrido duramente na Bolsa de Valores nos últimos dias, o que levou a se cogitar a realização de uma espécie de resgate por parte do governo ou via Petrobras.
Segundo Lobão, a Petrobras poderá fazer associações comerciais que beneficiem o empresário, mas somente se forem de interesse da estatal.
“A Petrobras não é uma instituição para ajudar outras e a Petrobras não fará isso. O que poderá fazer é uma associação, se for de seu interesse, com o grupo de Eike Batista. Ele está tocando o Porto do Açu, que é de interesse da estatal. O objetivo não é o de ajudá-lo, é fazer negócio”, disse o ministro.
O secretário do ministro, Marco Antonio Almeida Martins, explicou que a Petrobras precisa de três portos para desenvolver o pré-sal. Um já está em construção. “Se o porto do Eike tiver condições técnicas e econômicas para que a Petrobras o use, a Petrobras comprará capacidade de utilização do porto. Se não for o do Eike Batista, será outro”, disse.
O ministro não acredita que a crise na OGX possa abalar a imagem de empresas brasileiras no exterior - como vem se comentando no mercado - e observa que muitas empresas americanas tiveram grandes prejuízos nos últimos anos, como no caso da bolha imobiliária, e “nem por isso a imagem americana foi abalada”. “É da natureza da livre iniciativa, empresas inflam, murcham e muitas conseguem se recuperar”, disse.
Questionado se o governo estuda algum tipo de socorro ao grupo de Eike, Lobão disse que apenas o ministério da Fazenda pode responder a essa pergunta, embora tenha lembrado que o BNDES já realizou financiamentos ao grupo.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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