quarta-feira, 22 de maio de 2013

Petrobras participa de Conferência Global sobre Relatórios de Sustentabilidade


Entre 22 e 24 de maio, acontecerá a Global Conference on Sustainability and Reporting (Conferência Global sobre Sustentabilidade e Relatórios), em Amsterdã, na Holanda. A conferência, que tem a Petrobras como uma das patrocinadoras desde seu início, em 2006, é realizada pela Global Reporting Initiative (GRI), instituição que é referência mundial na criação de diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade de diversas organizações e empresas, como o Pacto Global da ONU e a Petrobras. 

No dia 22, a Gerente de Avaliação de Desempenho da área de Responsabilidade Social da Petrobras, Sue Wolter Vianna, participará da plenária principal, com debate sobre “Sustentabilidade ao redor do mundo”. Entre os tópicos discutidos, estarão o papel que a informação desempenha na condução da sustentabilidade dos negócios e como os relatórios de sustentabilidade têm levado à integração entre as diferentes equipes da organização. Também participarão o representante do Ministério de Economia, Indústria e Comércio do Japão, Takuya Fulumoto, e o presidente do Banco de Desenvolvimento da China, Yuan Wang.

Conforme ressalta a Sue Wolter Vianna, “a conferência é fundamental para trocar experiências e delinear um cenário atual e global para a implementação de novos indicadores de sustentabilidade. Além disso, é uma oportunidade para a divulgação das atividades da Petrobras em Responsabilidade Social”.

No dia 24, o coordenador do Relatório de Sustentabilidade da Petrobras, Adriano Ferreira Lima, participará de debate realizado pela Petrobras em parceria com a Associação Global da Indústria de Petróleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (Ipieca) sobre “Desafios globais e regionais em relato: novos cenários da indústria de óleo e gás”. Serão abordados os desafios da elaboração de relatórios, em função do cenário econômico, social e ambiental atual na indústria de óleo e gás. 

A Petrobras também é integrante do programa Organizational Stakeholder, uma rede de apoiadores para o avanço das práticas de elaboração de relatórios, além de participar do Conselho de Stakeholders da GRI e do Grupo Conselheiro para o Brasil.

Recentemente, a companhia publicou, no site www.petrobras.com.br/rs2012, seu Relatório de Sustentabilidade 2012, em que também apresenta o progresso em relação aos dez princípios do Pacto Global da ONU, do qual é signatária desde 2003. Os relatórios permitem que as organizações divulguem de forma transparente e ampla seu desempenho em aspectos econômicos, ambientais e sociais. Estas informações são cada vez mais relevantes para investidores, empregados e consumidores que buscam saber como empresas respondem a temas de segurança, meio ambiente, direitos humanos e responsabilidade social, entre outros.



Fonte: Agência Petrobras

Petrobras prevê 4 milhões de barris por dia em sete anos


A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse ontem, segunda-feira, que, daqui a sete anos, a empresa vai produzir quatro milhões de barris de petróleo por dia.


— E, mais um pouquinho, serão cinco milhões de barris de petróleo por dia — afirmou. Ela deu as declarações durante cerimônia de entrega do navio Zumbi dos Palmares à Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), em Pernambuco. O evento contou com a presidente Dilma Rousseff e com o governador do Estado, Eduardo Campos (PSB).



Graça disse que o estaleiro vai produzir seis sondas.



— Vamos precisar de mais navios para buscar petróleo em alto-mar.Vamos fazer mais bonito do que já estamos fazendo — destacou. Ela afirmou que a Petrobras trabalha no projeto de um Centro de Tecnologia da Construção Naval Offshore para a produtividade.



Fonte:Zero Hora

Justiça libera trabalhos na P-63


Os trabalhos interditados pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em duas plataformas que estão sendo construídas no Estaleiro da Quip, localizado na ponta Sul do Porto Novo, já estão liberados. No final da tarde da última quinta-feira, a CQG Construções Offshore conseguiu liminar da Justiça do Trabalho que liberou os serviços que são executados acima de 12 metros na plataforma P-58 e as atividades foram reiniciadas na noite do mesmo dia. Nesta última sexta-feira, 17, a Quip ingressou na Justiça do Trabalho e conquistou liminar, no final da tarde, desinterditando os serviços na P-63. Nessa plataforma, segundo a empresa, os serviços serão retomados na manhã deste sábado, pois, como a decisão judicial ocorreu à tardinha, não deu tempo de mobilizar os funcionários para o turno da noite.

A P-58 teve seus elevadores e os trabalhos realizados acima de 12 metros de altura interditados por auditores fiscais do MTE/Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RS) na quarta-feira. A P-63 sofreu as mesmas sansões na quinta-feira. A Justiça do Trabalho liberou, em decisão liminar, nas duas unidades, os trabalhos em execução acima de 12 metros. Os elevadores permanecem interditados. No entanto, o acesso dos trabalhadores às plataformas se dá por escadas. Na tarde de ontem, na sede da SRTE/RS, em Porto Alegre, houve uma reunião entre os auditores que participaram da fiscalização nas duas plataformas e Executivos da Quip e da CQG.

Conforme informado em nota divulgada pela Quip no final da tarde de ontem, o encontro foi para discutir tecnicamente sobre os demais itens apontados na fiscalização, dos quais as duas empresas devem intensificar a implementação a partir de agora. A reunião terminou por volta das 17h e, segundo o superintendente substituto da SRTE/RS, auditor fiscal Marco Antônio Canto, as empresas assumiram compromisso de, na próxima semana, executarem as medidas que devem ser adotadas. Na próxima segunda-feira elas devem entrar com pedido de desinterdição na SRTE/RS. Marco Antônio Canto ressaltou que "o objetivo das intervenções é que os problemas verificados sejam corrigidos".

Fonte: Jornal Agora (RS)/Carmem Ziebell

HRT encontra poço seco no Solimões e outro não comercial na Namíbia



A HRT informou ao mercado ter encontrado um poço seco na Bacia do Solimões e um reservatório em quantidade não comercial na Namíbia. A informação foi antecipada pelo Valor PRO, o serviço de informações em tempo real do Valor. Em comunicado enviado ao mercado, a empresa informou que o poço 1-HRT-11-AM, perfurado na Bacia do Solimões, foi “abandonado como seco”. Em fato relevante divulgado instantes depois, a HRT explicou que o poço Wingat-1, o primeiro perfurado em águas profundas na Namíbia, encontrou óleo, mas em quantidade não comercial.
Segundo a companhia, a perfuração do poço no Solimões, no bloco SOL-T-172, encontrou “indícios de óleo em amostras de calha e testemunhos”.
“Ao serem testados, utilizando a ferramenta de perfilagem a cabo (RDT), os testes recuperaram apenas água de formação, confirmando que os indícios de óleo eram devido à presença de óleo residual no reservatório”, diz o comunicado. “Em função desses resultados, o poço está sendo abandonado como seco, com indícios de hidrocarbonetos”, acrescenta o documento.
Já o fato relevante sobre a perfuração na Namíbia ressalta que a empresa “encontrou óleo, embora em volume não comercial”. O poço está localizado na Petroleum Exploration License 23 (“PEL-23”), na Bacia de Walvis. O poço foi perfurado em lâmina d’água de aproximadamente 1.005 metros, atingindo a profundidade final de 5.000 metros.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ministério do Trabalho interdita obras em plataformas da Petrobras



O Ministério do Trabalho de Porto Alegre (RS) interditou quarta-feira (15) as obras em duas plataformas da Petrobras que estão sendo construídas no Estaleiro Quip, na cidade de Rio Grande. Uma liminar no final da trade de quinta-feira (16), porém, garantiu o retorno da obra de uma das unidades.
Segundo a assessoria do estaleiro, que desde 2010 constrói as plataformas P-63 e P-58, a interdição ocorreu após uma ação fiscalizatória que ordenou a parada de elevadores da P-58 e os trabalhos realizados acima de 12 metros de altura. A plataforma P-63 sofreu a mesma sanção.
A P-58 e a P-63 são duas de sete plataformas previstas para entrara em operação este ano para recuperar a produção da empresa, que vem registrando sucessivas quedas e em março caiu 7,3% contra o mesmo período de 2012, para 1,846 milhão de barris por dia. O resultado foi 3,8% inferior ao alcançado em fevereiro.
A P-58 está prevista para ser instalada ao Norte do Parque das Baleias e a P-63 no campo de Papa-Terra, ambas na bacia de Campos.
A Quip informou que os trabalhadores das duas plataformas foram liberados do serviço.
No final da tarde de quinta, o estaleiro conseguiu uma liminar, que liberou as obras acima de 12 metros na plataforma P-58.
"Agora, a Quip avalia o laudo de interdição da P-63 e tomará as medidas que julgar pertinente", informou a assessoria.
O Ministério do Trabalho de Porto Alegre (RS) interditou quarta-feira (15) as obras em duas plataformas da Petrobras que estão sendo construídas no Estaleiro Quip, na cidade de Rio Grande. Uma liminar no final da trade de quinta-feira (16), porém, garantiu o retorno da obra de uma das unidades.

Segundo a assessoria do estaleiro, que desde 2010 constrói as plataformas P-63 e P-58, a interdição ocorreu após uma ação fiscalizatória que ordenou a parada de elevadores da P-58 e os trabalhos realizados acima de 12 metros de altura. A plataforma P-63 sofreu a mesma sanção.

A P-58 e a P-63 são duas de sete plataformas previstas para entrara em operação este ano para recuperar a produção da empresa, que vem registrando sucessivas quedas e em março caiu 7,3% contra o mesmo período de 2012, para 1,846 milhão de barris por dia. O resultado foi 3,8% inferior ao alcançado em fevereiro.

A P-58 está prevista para ser instalada ao Norte do Parque das Baleias e a P-63 no campo de Papa-Terra, ambas na bacia de Campos.

A Quip informou que os trabalhadores das duas plataformas foram liberados do serviço.

No final da tarde de quinta, o estaleiro conseguiu uma liminar, que liberou as obras acima de 12 metros na plataforma P-58.

"Agora, a Quip avalia o laudo de interdição da P-63 e tomará as medidas que julgar pertinente", informou a assessoria.


Fonte: Folha de São Paulo

Obras do Comperj são retomadas


A Petrobras conseguiu decisão cautelar da Justiça, no último dia 17, para retomada das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo a estatal, a medida "abrange todas as obras em curso". Entretanto, o emissário submarino, um dos projetos ligados ao empreendimento que ainda não começou a ser construído, continua impedido de ter as suas obras iniciadas.

No último dia 14 de maio, a Petrobras anunciou que a Justiça havia cancelado as licenças ambientais para as obras que estão sendo realizadas na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. Com isso as obras tiveram interrupção imediata.

Após um pedido do Ministério Público (MP), a Justiça endendeu que somente a autorização do Inea, insituto ligado o governo do estado do Rio de Janeiro, parceiro da Petrobras na obra, não é suficiente para avaliar danos ao meio ambiente. O complexo fica numa área de 45 quilômetros quadrados em Itaboraí, e é localizado próximo a uma unidade de conservação.

Em 2012, Petrobras e autoridades fluminenses se comprometeram em solucionar pendências como o licenciamento ambiental do emissário e dos oleodutos de suprimento de petróleo e escoamento de derivados do complexo, e o da travessia do Rio Guaxindiba.

Para a estatal, o Comperj é um dos projetos mais importantes de sua carteira, e tem previsão para início de operação do primeiro trem (165 mil barris de petróleo por dia) previsto para abril de 2015. O empreendimento abastecerá o mercado com óleo diesel 10 ppm (42,9% da produção), nafta petroquímica (22%), querosene de aviação (16%), coque (10%), GLP (5,5%) e óleo combustível (4,1%).


Fonte: Revista TN Petróleo, Redação com Agência

Governo dará ajuda de R$ 425 milhões a produtores de etanol


O governo federal anunciou na segunda-feira (20) uma ajuda de R$ 0,20 por litro de etanol para produtores do Nordeste para a safra deste ano. O total do benefício será  R$ 425 milhões, segundo o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo de Oliveira. “O anúncio tem a ver com o processo de negociações que estávamos tendo com os produtores rurais e com os produtores de etanol em função dos prejuízos que estão tendo nos canaviais”, explicou.

A ajuda está na Medida Provisória (MP) 615, publicada no Diário Oficial da União, que também autorizou uma subvenção para produtores de cana-de-açúcar do Nordeste e o financiamento da renovação e da implantação de canaviais.

Oliveira diz que haverá uma readequação do Orçamento para conceder os benefícios. “Estamos verificando como será feita a adaptação do Orçamento, mas, com certeza, será feita respeitando os limites de despesas e de superávit primário”. Para ter direito à ajuda, o produtor terá que apresentar à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a comprovação de produção do etanol.

A MP também traz uma nova possibilidade de o governo capitalizar a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que irá financiar parta da redução na conta de energia. Além da aplicação de recebíveis, o governo poderá colocar títulos da dívida pública na CDE. “É uma prerrogativa meramente operacional e se ajusta em uma linha de melhorar os fluxos de caixas e eventuais descasamentos que poderiam ocorrer na conta da CDE",  disse o subsecretário do Tesouro Nacional, Cléber de Oliveira.


Fonte: Agência Brasil

Indústria perde US$ 4,9 bi por ano com alto custo do gás



A tarifa média do gás para a indústria no Brasil é de US$ 17,14/MMbtu, enquanto nos Estados Unidos o valor é de US$ 4,45/MMbtu, por conta da larga exploração do shale gas (gás de xisto). Essa diferença representa, para a indústria brasileira, um gasto adicional de US$ 4,9 bilhões por ano.
Os dados estão no estudo “O preço do gás natural para a indústria no Brasil e nos Estados Unidos – Comparativo de Competitividade”, divulgado nesta segunda-feira (20), pelo Sistema Firjan. A indústria brasileira consome 10,4 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, o que equivale a um custo de US$ 6,6 bilhões. Transposto para os Estados Unidos, esse consumo representa um gasto de apenas US$ 1,7 bilhão.
O estudo mostra que a melhoria da competitividade do gás no Brasil depende de mudanças estruturais, e que a redução do preço da molécula (parcela variável) é um primeiro passo necessário e importante. No entanto, mesmo que o Brasil consiga ter o mesmo custo da molécula do gás natural dos Estados Unidos, a tarifa para a indústria cairia para US$ 11,78/MMBtu, ainda quase o triplo do valor praticado nos Estados Unidos, devido ao peso dos demais componentes – transporte, margem de distribuição e tributos (PIS/Cofins e ICMS) – no preço do gás no país.
“A queda da tarifa seria significativa e representaria um importante avanço. Para se tornar realmente competitivo em gás, no entanto, o Brasil precisa incluir na agenda o enfrentamento de todos os demais componentes que formam o seu preço: transporte, margem da distribuição e tributos”, disse o economista Cristiano Prado, gerente de Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ex-alunos do Prominp participam de seleção para emprego em Macaé


Ex-alunos do Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP) do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) participarão, esta semana, do projeto Conexão Promimp, que, em parceria com grandes empresas offshore, oferece cerca de mil oportunidades de trabalho. O projeto acontece nesta quarta e quinta-feira (dias 22 e 23) na sede do Senai Macaé (Estrada da Virgem Santa, sem número, Novo Botafogo), a partir das 8h.

A cerimônia de abertura será na quarta-feira, com a presença do gerente geral da Petrobras na Bacia de Campos, Joelson Falcão Mendes, do gerente executivo do Senai, Luiz Eduardo Campino, e de representantes das empresas parceiras. Logo após a abertura, já começam as entrevistas com os ex-alunos do Promimp. As vagas oferecidas são para contratação imediata.

Só poderão participar do Conexão Promimp os alunos que se inscreveram anteriormente pelo site do projeto e tiveram sua participação confirmada por e-mail. As vagas são para as pessoas que fizeram o curso na região (Macaé, Rio das Ostras, Carapebus, Quissamã, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu,Campos, Cabo Frio, Arraial do cabo, Búzios, Araruama e Saquarema) e que não estejam empregadas na indústria de petróleo e gás natural. Caso as vagas não sejam preenchidas por ex-alunos desses municípios, as oportunidades serão disponibilizadas para pessoas de outras localidades do estado do Rio que também se inscreveram no Conexão Promimp.

Entre as oportunidades oferecidas, as que concentram maior número de vagas são para os cargos de montador de andaime, operador de movimentação de cargas, eletricista de manutenção, cozinheiro, ajudante de cozinha, taifeiro, auxiliar de limpeza, padeiro, auxiliar de movimentação de carga e técnico de planejamento offshore.

Embora a participação no evento não garanta a vaga de emprego, o Conexão Prominp permitirá que os candidatos tenham seus currículos avaliados e sejam entrevistados diretamente pela área de recursos humanos das empresas participantes.


Fonte: Agência Petrobras

Caminhos para os portos


A aprovação da Medida Provisória 595 pelo Congresso nos primeiros dias da semana passada e que ainda depende de possíveis vetos da presidente Dilma já trouxe novo ânimo ao setor portuário brasileiro. Os vetos, se houverem, serão pontuais podendo prejudicar ou beneficiar uma ou outra empresa, mas já não ameaçam as vantagens que a nova lei trará para o comércio exterior do país.
Como um todo, a nova lei dos portos trará um grande dinamismo ao setor de logística, já que é necessário haver caminhos, estradas e ferrovias, para que os novos portos recebam cargas e sejam competitivos com os existentes. A esperada nova concorrência terá reflexo positivo no nível de eficiência operacional e no preço das operações portuárias.
A Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de base (Abdib) calcula que, com o novo marco regulatório, o setor receba investimentos na ordem de R$ 50 bilhões em médio prazo. Os empresários entendem que a nova legislação retira barreiras que impediam o investimento privado em novos portos ao longo da costa brasileira, como, por exemplo, a exigência de carga própria para a autorização, por parte da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de instalação de terminais privados.
Um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), sobre eficiência portuária, coloca o Brasil na lanterna entre os 40 principais portos mundiais, ocupando a 37ª posição na movimentação de containers. Com os investimentos esperados e com a consequente descentralização das operações de carga e descarga de navios, já que terminais privados poderão movimentar cargas de terceiros, a Firjan calcula que, em três anos, passemos à 17ª posição desse ranking.
Há ruídos. O Sindicato dos Estivadores é, logicamente, contra a possibilidade de terminais privados poderem contratar trabalhadores pela CLT, sem intermediação do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). O sindicato promete paralisações e ações trabalhistas para manutenção das regras anteriores, em que o Ogmo tinha monopólio sobre o controle da atividade da mão de obra portuária.
Todos os setores envolvidos com o comércio exterior brasileiro precisam se renovar. Precisamos de regras e procedimentos dinâmicos como os que se praticam nos países desenvolvidos. Não estamos mais do outro lado do mundo. Somos agora parte ativa e importante do comércio mundial.  É hora de ousar, de quebrar interesses seculares que não tem mais eco nos padrões modernos de administração e empreendorismo.
O autor
Gilberto Castro é economista e despachante aduaneiro, com pós-graduações em Negócios da Indústria de O&G e Direção Editorial.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras é cautelosa e adota nova estratégia na 11ª Rodada


Realizou-se esta semana a 11ª Rodada de Licitações de áreas exploratórias de petróleo e gás da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O primeiro leilão a ter lugar em cinco anos, desde a descoberta das reservas do pré-sal na Bacia de Santos, gerou tremenda expectativa e atraiu tanto os oil majors quanto empresas novatas no setor, nacionais e estrangeiras.
Empresas consagradas como a BP, ExxonMobil e Total voltaram a participar das licitações após período de ausência, enquanto gigantes asiáticas como as japonesas Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo e JX Nippon Oil & Gas também se habilitaram. As asiáticas, no entanto, não apresentaram propostas, enquanto a chinesa CNOOC desistiu de participar da licitação mesmo estando habilitada.
Em todos os sentidos, o leilão pode ser considerado um sucesso. Dos 289 blocos oferecidos, 142 foram arrematados. Quanto ao valor total dispendido pelas empresas em bônus de assinatura chegou-se ao recorde de  R$ 2,823 bilhões. A rodada contou, ainda, com o maior lance da historia dos leilões: R$ 345,9 milhões por um bloco na Bacia da Foz do Amazonas, arrematado pelo consórcio formado pela Total (40%), Petrobras (30%) e BP (30%) (o recorde anterior havia sido de R$ 344 milhões, obtido na 9ª Rodada).

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Maricá quer alterar lei para abrigar logística do pré-sal



A Prefeitura de Maricá, na Região do Lagos do Rio de Janeiro, quer alterar a Lei de uso do solo, para a permissão de uma Zona de Especial Interesse Industrial (ZEII). A implantação do heliporto de apoio servirá para atender a demanda de instalação de indústrias vinculadas à logística do petróleo, seja por conta da proximidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a 45 km de distância, seja pela confrontação com o campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km do litoral.
A ZEII engloba pelo menos quatro grandes regiões, todas ainda com grandes extensões livres, concentradas, sobretudo, no eixo da rodovia RJ-106 (que liga Niterói à Região dos Lagos), e nas proximidades do futuro Polo Naval de Jaconé. A capacidade do heliporto poderá chegar a 120 voos diários.
Segundo a Prefeitura, a medida permitirá ao município abrir caminho não só para a instalação de empresas como definir áreas específicas para cada aplicação. Nas proximidades do futuro porto - cuja excepcional localização geográfica, com 30 metros de calado a menos de 3 km da orla, permite a operação até de embarcações VLCC de 300 mil DWT. O projeto de um condomínio industrial está em análise e pelo menos um fabricante de tintas especiais para plataformas já encaminhou consulta formal à cidade. Além da instalação do Polo Naval, a região de Jaconé foi escolhida pela Petrobras para receber o gasoduto do pré-sal.
Por conta disso, há previsão também de uma área destinada para grandes galpões de armazenamento. Segundo o prefeito, duas empresas italianas já assinaram cartas de intenção com o município: um estaleiro especializado em embarcações esportivas e uma montadora de carrocerias de trens, bondes e caminhões especiais.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Demanda menor faz OSX rever planejamento


O balanço da OSX, divulgado ontem, deixou claro os novos rumos que a companhia está tomando em função da condição da sua principal cliente, a OGX, petroleira também controlada pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista. Em mensagem publicada no balanço, o presidente da OSX, Carlos Bellot, afirmou que a empresa de construção naval está "reavaliando o plano de negócios", de forma a buscar uma melhor adequação ao atual cenário da indústria de óleo e gás no Brasil.

A OSX foi estruturada para atender a uma grande carteira de encomendas de plataformas da OGX, mas o plano mudou, já que a petroleira vem registrando produção abaixo do previsto. Isso fez com que a própria OSX buscasse clientes no mercado.

"Nesse sentido, temos como perspectiva priorizar os projetos geradores de caixa da unidade de Leasing e dividir em fases a implantação do estaleiro no Açu", diz a mensagem assinada por Bellot. "A obra da fase inicial do estaleiro terá continuidade para atender a atual carteira de encomendas dos clientes, enquanto o cronograma de investimentos adicionais no estaleiro deve ser adaptado à eventual confirmação de novas encomendas de nossa clientela", acrescenta o texto.

Bellot afirma ainda que acredita que a companhia vai atingir os objetivos de longo prazo "com firme disciplina de capital".

A empresa fechou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 20,7 milhões, ante um lucro de R$ 10,2 milhões registrado no primeiro trimestre do ano passado. A receita líquida da companhia ficou em R$ 96,1 milhões entre janeiro e março, uma queda de 9,1% na comparação com os R$ 105,7 milhões de igual período do ano passado.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização ficou negativo em R$ 12,4 milhões, ante um resultado positivo de R$ 21,4 milhões nos três primeiros meses de 2012.

O endividamento consolidado da empresa ao fim de março era de R$ 5,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão referentes à unidade de construção naval; R$ 644,2 milhões referentes ao FPSO OSX-1; R$ 1,8 bilhão em empréstimo referente ao OSX-2; R$ 1 bilhão referente ao FPSO OSX-3 e aproximadamente R$ 580 milhões em outros financiamentos.

Fonte: Valor Econômico/Por Rafael Rosas | Do Rio

Statoil vence seis blocos offshore no Brasil



A norueguesa Statoil adquiriu seis blocos na bacia do Espírito Santo, na 11ª. Rodada de Licitações da ANP, realizada ontem (13) com um intervalo de mais de cinco anos sem leilões de áreas exploratórias. O valor total de bônus gerado pelos seis blocos foi de R$ 494 milhões, sendo que o investimento mínimo previsto para todas as áreas é de R$ 1,275 bilhões. A petrolífera irá operar quatro dos blocos.
Segundo o presidente da Statoil no Brasil, Thore Kristiansen, as novas áreas reforçam a ambição da empresa de crescer no Brasil. “Vemos esta como uma região de crescimento de longo prazo. O acesso a novas áreas de qualidade é um pré-requisito essencial para criação de valor por meio de atividades de exploração e para aumentar o nível de produção da Statoil proveniente de nossos clusters, como o Brasil ", disse o executivo.
Kristiansen explicou que o forte interesse da petrolífera pelos blocos arrematados foi despertado pelas duas descobertas próximas ao bloco, além da Statoil já atuar na região. Uma das descobertas foi no prospecto de Indra, no próprio Espírito Santo, e a outra foi no prospecto de Pão de Açúcar, na bacia de Campos.
A empresa ultrapassou a barreira dos 100 mil barris produzidos por dia no campo de Peregrino, na bacia de Campos, segundo o executivo. O campo entrou em operação em abril de 2011.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Mercadante volta a defender aprovação de recursos para a educação


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu na terça-feira (14) a aprovação do projeto de lei (PL) 5.500/13 que destina os recursos do petróleo para a educação. O projeto foi enviado por Dilma Rousseff à Câmara dos Deputados.

“A questão dos royalties é duríssima porque é uma disputa para valer. A educação brasileira tem que entender que essa é a disputa mais importante: é isso que vai assegurar mais recursos para educação”, disse na abertura do 14º Fórum de Dirigentes Municipais de Educação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). “No meu ponto de vista é mais estratégico, é mais difícil essa disputa, que vincular o PIB [Produto Interno Bruto], porque vincular o PIB é uma decisão que, se não estiver no orçamento, não vai acontecer. Como aconteceu até agora, todo mundo vota os 10% do PIB, mas não vota os royalties”, acrescentou.

O projeto de lei é uma proposta para financiar 10% do PIB para a educação, previstos no Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Senado Federal. O PNE é um conjunto de 20 metas para a educação do país nos próximos dez anos. O parecer do relator senador José Pimentel (PT-CE) foi apresentado nesta terça-feira (14) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa. Mercadante reforçou que é favorável às mudanças feitas pelo relator, desde que haja algumas ressalvas.

O parecer altera a redação aprovada na Câmara e registra “investimento público em educação”, não especificando assim que o investimento ocorra apenas na educação pública. “Defendemos o conceito de ‘investimento público em educação’, que está na Constituição. O que estamos dispostos a construir? Construir um acordo em torno do que pode conter esse conceito, não deixar em aberto, definir que são algumas políticas públicas que gerem inclusão social, que gerem gratuidade no ensino. Vamos definir o que são essas políticas sem dar nome, porque isso passará em dez anos, mas o desenho dessas políticas e incluir no investimento público na educação”, explicou.

Também na abertura do evento, a presidenta da Undime, Cleuza Repulho, falou da importância do investimento previsto no PNE para a educação e destacou que o investimento deve ser destinado à educação pública. Segundo ela, a educação infantil é a etapa mais carente: “Creche é a modalidade que precisa do maior investimento, de longe”, disse. “Temos de garantir os 10% do PIB para educação, seja do petróleo, seja do superávit primário. Precisamos de mais recursos para o setor. Temos o desafio de ter todas as crianças de 4 e 5 anos de idade até 2016 nas creches. Sem recurso novo, não há possibilidade de garantir a qualidade que nossos alunos merecem”.

Outro desafio citado por Cleuza é o pagamento do piso nacional aos professores do ensino básico da rede pública. Pela Lei do Piso Nacional do Magistério (Lei 11.738/2008), o valor a ser pago em vencimento, ou seja, sem benefícios ou bonificações, é R$ 1.567 para uma jornada de 40 horas semanais. A Undime está elaborando um levantamento de quantos municípios pagam ou não o piso. Ainda não há data para a divulgação.

Caso aprovado, os recursos provenientes dos royalties do petróleo, destinado a estados, municípios e União, ajudarão também a pagar os professores.



Fonte: Agência Brasil
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