segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sindipetro confirma vazamento de 30 litros de óleo na Bacia de Campos

Informação teria partido de um funcionário da Plataforma Pampo
 Reprodução

Informação teria partido de um funcionário da Plataforma Pampo

Depois da assessoria de imprensa da Petrobras ter informado por telefone a equipe do Site Ururau, na manhã deste domingo (17/02) “não existe nenhum vazamento, e não a nenhum registro de problema nas unidades. Estão todas funcionando dentro dos padrões”, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro – NF) confirmou que houve sim vazamento, mas em pequenas proporções (apenas 30 litros). 
O sindicato informou que a plataforma de Pampo (PPM-1), na Bacia de Campos, entrou na tarde deste domingo em procedimento de parada de produção para verificação de um vazamento de petróleo no mar. De acordo com os trabalhadores, o vazamento foi identificado neste sábado (16/02).
Segundo informou o sindicato, o Sindipetro-NF tomou conhecimento na tarde deste domingo sobre o caso e fez contato com a gerência de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) da Petrobras. A companhia confirmou o vazamento.
Ainda de acordo com informações do sindicato, inicialmente a empresa teria informado ter estancado o vazamento no período da manhã deste domingo, mas como uma nova mancha foi encontrada na parte da tarde, foi determinada a parada de produção para verificar as causas do problema e a sua abrangência.
Segundo a coordenação geral do Sindipetro-NF, que fez os contatos com a Petrobras e com os trabalhadores para acompanhar o caso, os órgãos de fiscalização do meio ambiente foram comunicados sobre o caso.
Fonte: Ururau

Corrida ao petróleo do Ártico: duas gigantes do setor de O&G ampliam parceria



A petrolífera americana Exxon Mobil e a estatal russa Rosneft concordaram em ampliar a joint venture que possuem para adicionar 600 mil quilômetros quadrados de área de exploração no ártico russo. As empresas também assinaram um documento para que a Rosneft possa aumentar a participação no projeto Point Thomson, da Exxon, no Alasca.
A nova aliança agora inclui sete novos blocos nos mares Chukchi, Laptev e Kara. As empresas avaliam também formular uma proposta para exportar gás natural líquido a partir do extremo leste da Rússia.
O negócio foi assinado por  Igor Sechin, presidente-executivo da Rosneft, e Stephen Greenlee, vice-presidente da Exxon. O objetivo é fortalecer a relação entre duas das maiores petrolíferas do mundo, em um momento em que cresce a competição para explorar as amplas reservas do Ártico.
A Rosneft adquiriu também a opção de compra de uma fatia de 25% na unidade Point Thomson, para o desenvolvimento de um campo remoto de gás natural e condensado na encosta norte do Alasca. A Exxon estima que o local tenha um quarto de todos os recursos naturais conhecidos na região.
Desafios
O Ártico é um dos poucos locais que ainda podem alterar significativamente a produção e as reservas de grandes companhias do setor, mas os desafios técnicos são imensos. Nesta semana, a Royal Dutch Shell enviou dois grandes navios que operam na região para reparos, após uma série de contratempos, o que pode fazer a petrolífera anglo-holandesa perder a curta temporada de exploração de verão, que começa em julho.
A Exxon e a Rosneft formaram uma aliança em 2011 para desenvolver projetos no ártico russo e reservas de petróleo em rochas de xisto no oeste da Sibéria. 
A Exxon e a Rosneft farão um estudo da viabilidade para a construção de uma instalação de gás natural na ilha de Sakhalin, na costa do Pacífico da Rússia. Ao mesmo tempo, a companhia russa faz lobby para receber a permissão para exportar gás natural líquido (LNG), uma licença que apenas a Gazprom possui atualmente. 
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Perdas da Petrobras com defasagem de preço ocorrem desde 2011, revela ANP



Petrobras perde com defasagem de preços da gasolina desde o início de 2011 revela o relatório "Evolução do mercado de combustíveis e derivados: 2000-2012", divulgado pela Agência Nacional de Petroléo, Gás e Biocombustíveis(ANP).
Entre 2004 e novembro de 2012, a estatal petrolífera mais perdeu do que ganhou com a política de não repassar as oscilações de preços no mercado internacional para o consumidor.
A ANP não informou o cálculo sobre o prejuízo da companhia no período, mas indica que a diferença entre o preço internacional e o praticado no Brasil está em cerca de US$ 20 por barril.
A agência diz ainda que, caso a taxa de câmbio tivesse se mantido constante desde janeiro de 2011, os preços domésticos da gasolina estariam atualmente compatíveis com aqueles vigentes no mercado internacional. 
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cabral espera convite da Câmara e do Senado para tratar de royalties


O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que aguarda um convite dos novos presidentes da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para conversar sobre a questão da redistribuição dos royalties do petróleo.

“Nesses sete anos como governador eu tive uma relação muito positiva com os chefes dos poderes do Senado e da Câmara, respeitando muito as duas casas”, destacou Cabral. Perguntado se iria procurar os novos presidentes legislativos, ele respondeu: “Vamos esperar o momento [para reunir]. A agenda da Casa [Legislativa] quem faz é a Casa”.

A lei aprovada pela Câmara em novembro do ano passado, redistribuindo os recursos dos royalties do petróleo entre todos os estados da federação, foi parcialmente vetada pela presidente Dilma Rousseff, em seu artigo 3º, que mudava a regra em campos petrolíferos já em exploração. O veto presidencial poderá voltar à pauta e ser mantido ou derrubado pelo Plenário.

O governador do Rio participou, durante a manhã, da abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Entre outros assuntos, Cabral afirmou aos deputados que ampliará este ano o processo de implantação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Fonte: Agência Brasil

Petrobras prevê uma despesa de R$ 6 bilhões em poços secos



A Petrobras prevê no orçamento deste ano o custo de R$ 6 bilhões em poços secos. No ano passado, a despesa com esses poços chegou a R$ 7,8 bilhões. Segundo a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, o elevado custo não estava previsto no orçamento anterior, mas este ano as despesas entraram no plano de negócios.
“Não pode ser uma surpresa. A política exploratória define qual é o risco de poços secos”, disse Foster.
Graça explicou que novos poços são mais caros do que o que a petrolífera perfurava anos atrás.  Os poços da área do pré-sal necessitam de uma tecnologia mais avançada, já que se trada de perfuração em águas ultraprofundas.  A presidente disse ainda que a estatal precisa “evoluir na coleta de dados”.
Em 2012, dos poços perfurados offshore 38 foram no pós-sal e 19 no pré-sal. Foram R$ 11,6 bilhões investidos em exploração.  Segundo Graça, a meta de produção deste ano continua a mesma do ano passado, 2,022 milhões de barris/dia, com margem de 2 pontos percentuais, para baixo ou para cima. Ano passado, a produção alcançou 1,98 milhão de barris de petróleo diários de óleo e LGN (Líquido de Gás Natural). A produção total de petróleo e gás natural foi de 2,59 milhões de óleo equivalente por dia (boed).
"É um ano difícil porque a gente tem que acertar mais, porque tem que fazer mais previsões, preciso de mais informações. 2013 é realmente difícil, mas é exequível e está construída na ponta do lápis", afirmou a presidente da Petrobras. 
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras recorre da decisão da ANP sobre acumulações na Bacia de Santos



A Petrobras recorreu da decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que altera a área de desenvolvimento proposta pela estatal para o campos de Piracaba e Baúna. A agência considera os dois campos na Bacia de Santos, como um único reservatório.
Segundo o diretor de exploração e produção da Petrobras, José Formigli, a estatal avalia que as duas acumulações  “merecem ser tratadas separadamente”. “Já entramos com recurso. Isso é uma questão natural no relacionamento entre operador e agência”, disse o diretor.
Com as áreas somadas, a Petrobras pagaria participação especial, devido ao volume maior de produção. Os dois campos juntos possuem volumes recuperáveis totais estimados de 196 milhões de barris de óleo equivalente (boe). Desse total, 113 milhões de boe são referentes ao campo de Baúna e 83 milhões de boe, de Piracaba.
A Petrobras detém 100% de participação nesses campos de petróleo localizados no Bloco BMS-40, em águas rasas da Bacia de Santos, a cerca de 200 km da costa do Estado de São Paulo.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras irá vender ativos para reforçar caixa


A petrolífera brasileira não conseguiu vender os US$ 14 bilhões em ativos no ano passado para reforçar o caixa. A Petrobras prevê para este ano investimento de R$ 97,7 bilhões e pelas projeções da presidente da estatal, Maria da Graça Foster, o ano vai ser “ainda mais difícil” que o ano passado.
Para enfrentar 2013, a companhia decidiu abrir um data-room, sala virtual onde abre informações sobre seus ativos (reservas, produção esperada, qualidade do óleo, custos e outras), para colocar à venda campos ou participações em áreas de produção principalmente  de blocos offshore no Brasil e Golfo do México até o final de abril.
A refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), é um dos ativos, do plano de desinvestimento da companhia, que ficou para ser vendido este ano.  A companhia visa reduzir a presença no exterior para angariar recursos a serem aplicados no pré-sal brasileiro. Segundo Graça, a Petrobras não vai vender a refinaria a qualquer preço  e trabalha para valorizar o ativo.  Foster disse que o bom momento do xisto no Estados Unidos resultou em melhores margens em Pasadena.
Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a possível compra sobrevalorizada da refinaria de Pasadena. Ao todo, a Petrobras pagou US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, para comprar a refinaria que, há sete anos antes, custara US$ 42,5 milhões à sua agora ex-sócia - quase 28 vezes menos. A refinaria texana, com capacidade para 100 mil barris/dia.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Porto do Açu: mais impactos ambientais à vista


A degradação ambiental provocada pelas obras do porto do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense, teve como foco principal, até o momento, a salinização do solo e da água doce em canais e lagoas da região, que está afetando as lavouras e a vida aquática da área, segundo um estudo recente realizado por pesquisadores da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense).
Porém, de acordo com o projeto do porto, o empreendimento contará com dez berços de atracação, sendo quatro para minério de ferro, dois para movimentação de petróleo, um para carvão e três para produtos siderúrgicos. O porto também terá uma ponte de 2,9 km de extensão e permitirá a atracação de navios com capacidade de até 220.000 toneladas. O projeto também tem sido apontado como fundamental para o extrativismo de óleo e gás devido a proximidade da área à bacia de Campos
De posse dessas informações a respeito da construção prevista, nos deparamos com uma gama extensa de impactos ambientais possíveis, e até mesmo prováveis, devido à extrema falta de fiscalização e a contínua vontade de obter lucros financeiros rápidos, comuns em nosso país.
O extrativismo mineral, por exemplo, causa danos irreversíveis ao meio ambiente, produzindo, dentre outros, impactos fluviais, como a destruição das margens dos rios e a contaminação das águas por resíduos advindos do processo. Além disso, os rios acabam por ser assoreados, causando modificações profundas no ecossistema e contaminando a fauna e a flora. Já o extrativismo petrolífero, dá margem a diversos tipos de impactos ambientais, dentre eles os vazamentos de petróleo e gases nocivos, que afetam enormemente os três grandes compartimentos do planeta: o ambiente aquático, a atmosfera e o solo; além de produzir diversos outros tipos de resíduos poluentes.
O fato de o porto permitir o atracamento de navios com capacidade de até 220.000 toneladas de carga nos leva a pensar também na possibilidade de impactos como o ocorrido com o navio petroleiro Exxon Valdez, em que houve o derramamento de 41 milhões de litros de petróleo na costa do Alasca, em um dos maiores desastres ambientais da história recente. Os efeitos nefastos desse derramamento são percebidos até hoje, quase 25 anos depois do ocorrido, na vida animal e vegetal do local.
Em uma época em que já demos passos na direção correta para, se não acabar completamente com a poluição ambiental, amenizar de forma coerente, tendo, como exemplo, o protocolo de Kyoto para equilibrar desenvolvimento e sustentabilidade, uma construção desse porte pode impactar ainda mais o meio ambiente e caminhar na direção oposta à preservação, de forma extremamente preocupante. A desculpa de que “gerará milhões de empregos ao longo de sua construção” não é válida, se, ao final da construção, o legado deixado para nossos filhos será algo que ninguém gostaria de receber: um meio ambiente impactado e inóspito, incompatível com a vida.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras anuncia investimentos de R$ 97,7 bi, em 2013



A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, anunciou, nesta terça-feira (05), orçamento para este ano. Maior do que o de 2012, os investimentos da estatal passaram de R$ 84 bilhões para R$ 97,7 bilhões, sendo 53% para Exploração e Produção (E&P) e 33% para o Abastecimento.
Apesar do investimento alto, Foster frisa que não haverá investimento em projetos novos, por enquanto. “A prioridade é Exploração e Produção”, diz Graça, salientando que houve um aumento de R$ 5 bilhões na previsão de investimentos diante da necessidade de dar andamento aos projetos já existentes. Com a correção apenas pelo IGP-M, o valor seria R$ 89 bilhões.
O valor do orçamento já prevê o investimento nos leilões do pré-sal, previsto para novembro deste ano.
Capacidade de refino
Em 2012, os investimentos foram direcionados para o aumento da capacidade produtiva e a modernização e ampliação do parque de refino. A Petrobras alcançou, no ano passado, novo recorde de processamento de petróleo nas refinarias, atingindo mais de 2 milhões de barris de petróleo por dia. O aumento da produção de diesel, em 5%, e gasolina, em 11%, reduziu a necessidade de importação. Mesmo assim, a estatal amargou perda significativa com a importação de derivados a preço superior do que praticado no mercado interno, para abastecer a crescente demanda nacional. A Petrobras tem a política de não passar para o consumidor o reajuste dos preços.
Semana passada a estatal anunciou reajuste de 6,6% da gasolina e de 5,4% do diesel, insuficientes para anular a defasagem em relação ao preço praticado no mercado externo. Graça destacou, ainda, que há uma "busca permanente para convergência internacional" de preços de combustível, assunto permanente de discussão com  conselho de administração no ano passado, que deve continuar este ano.
Para a presidente, a convergência é fundamental para a previsibilidade do caixa da empresa, para que a Petrobrás possa estudar a entrada de novos projetos, a partir de 2014. Segundo ela, a companhia não pode continuar com custos operacionais tão altos e destaca o Programa de Redução de Custos Operacionais (Procop) e o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef) como necessários para a continuidade da companhia.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras nega falta de pagamento a fornecedores



A Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, negou nesta terça-feira (05) a falta de pagamento a fornecedores, além de salientar que a estatal tem caixa para honrar todos os seus compromissos. “Não tem represamento algum. Existem uma série de pleitos, que não significam compromisso de pagamento", disse Foster.
Segundo matéria da Reuters publicada no começo desta semana, a Petrobras, após ter adotado uma política de redução de custos em meio a prejuízos na sua divisão de Abastecimento, atrasou o pagamento para fundos de recebíveis criados para financiar esses prestadores de bens e serviços. Graça reafirmou que o que está no contrato está sendo pago.  
A estatal alterou sua política de pagamentos recentemente e tem adotado um maior rigor aos contratos. Com isso, tem demorado mais tempo para liberar os recursos. O que gera atraso em série, uma vez que os prestadores de serviço também atrasam seus compromissos financeiros.
Endividamento
O endividamento líquido da Petrobras aumentou 43%, em 2012. Saltou de R$ 103 bilhões em 2011 para R$ 147 bilhões no ano passado. Foster informou que os números devem se manter elevados também este ano, uma vez que a companhia precisa manter suas captações para garantir os investimentos. Serão investidos R$ 97,7 bilhões em 2013; em 2012 foram R$ 84,1 bilhões.
A Petrobras apontou como responsável pelo aumento do endividamento o efeito cambial sobre a dívida dolarizada. 
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Governo estuda realizar primeiro leilão do pré-sal em novembro e já lança data para 12ª Rodada


O secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida, em fórum realizado nesta terça-feira (05), confirmou a previsão de realização da 11ª Rodada de Licitações de exploração de blocos para 14 e 15 de maio, com assinatura de contratos em agosto. O Ministério de Minas e Energia também pretende realizar nos dias 11 e 12 de dezembro a 12ª Rodada de licitações, que será pautada no desenvolvimento dos recursos de petróleo e gás não convencional.
"O gás não convencional dessas áreas será fundamental para o desenvolvimento do País, para a oferta de gás para a indústria, para a geração termelétrica e para o abastecimento do mercado em geral a preços cada vez mais competitivos", argumentou o secretário Almeida.
O governo também pretende realizar o primeiro leilão das áreas exploratórias do pré-sal em 28 de novembro.  De acordo com o secretário, o edital deve ser publicado em julho.
11ª Rodada
Conforme publicado no NNpetro, o leilão terá mais 117 blocos incluídos na licitação. Somando 289 blocos, a rodada vai ofertar também as novas áreas na Bahia (Bacia Tucano-Sul), no Espírito Santo, em Pernambuco, na Paraíba e a Foz do Amazonas.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Estamos criando uma falsa esperança dos royalties de petróleo para educação’, diz Cristovam Buarque


A definição sobre as regras de divisão das receitas dos royalties do petróleo ficou para fevereiro deste ano, após tumultuadas reuniões entre os parlamentares. A presidente Dilma Rousseff decidiu encaminhar uma Medida Provisória (MP) destinando 100% dos recursos arrecadados para a educação, sobre os novos campos licitados. Em entrevista exclusiva, o Senador Cristovam Buarque comenta sobre o destino e a empregabilidade destes recursos na educação - caso a MP seja aprovada - e qual deve ser a diretriz do Congresso. Sem ilusões, ele questiona o interesse de prefeitos e governadores pelo assunto: "Querem que este dinheiro vá para mão deles, para melhorar o cemitério, para cuidar da previdência e melhorar a frota de carros dos vereadores".
1X) NNpetro - Como será a distribuição dos recursos dos royalties para a educação? Quais serão os padrões estipulados para empregar o recurso? E qual é o primeiro passo?
Cristovam Buarque - A lei diz que 100% dos royalties do petróleo dos Estados e municípios irão para a educação, distribuídos na proporção de número de crianças. Nossa proposta é federalizar a educação de base. Na educação de base que está o nosso problema - se a educação de base melhora, a universidade melhora. Quando isso acontecer, os royalties irão para a federalização de base. Aí, o primeiro passo é uma carreira nacional de professores no Brasil. Não pode continuar com uma carreira municipal.
2X) Qual seria o impacto para a melhoria da educação?
É  preciso lembrar que a medida provisória da presidente Dilma não reserva 100%, só 20%. Não é tanto quanto se precisa. Creio que estamos criando uma esperança falsa dos royalties do pré-sal para educação. Fui o primeiro a defender 100% dos royalties para educação, mas não podemos criar uma falsa esperança. Ninguém sabe quando esse dinheiro irá chegar e, principalmente, quanto será este dinheiro. O preço do petróleo pode variar e o custo de produção pode aumentar tanto que nem tenha royalties. Podem surgir restrições do uso do petróleo por razões ecológicas, além das dificuldades tecnológicas. Não podemos achar que a solução está nos royalties do petróleo para fazer a revolução educacional que o Brasil precisa.
Os recursos dos royalties não serão suficientes para a educação. Muito longe. Precisamos de 10% do PIB para educação. Os royalties do petróleo não vão chegar a 1%, e olha que é muito. É uma ilusão que estão vendendo ao Brasil. Só o custo dos professores, com salário de R$ 9 mil, já é muito superior.  O impacto será na qualificação dos professores, melhoria dos salários e melhores equipamentos.
3X) O plano de distribuição e utilização deve ser bem traçado antes da verba ser destinada? Precisamos ainda estabelecer os padrões? Há alguma diretriz? 
O plano não entrou no direcionamento para o setor da educação de base. Se decidir que é para biblioteca, será para biblioteca. Se decidir por capacitação de professor, será para capacitação de professor. Vão surgir regras claras. Toda lei precisa ser regulamentada, e, ao mesmo tempo, eu creio que precisa dar liberdade aos municípios. O recurso tem que ser diretamente para a educação. Não se pode asfaltar a rua de frente da escola e dizer que foi pra educação. A minha proposta é: quando o dinheiro chegar no município, cada um aplique como achar necessário. Mas pode ser que o Governo Federal queira regulamentar através do MEC a distribuição. Pela minha posição, os municípios escolhem onde será o investimento dentro da educação.
4X) O Brasil pode se espelhar em algum modelo de educação adotado por outro país que tenha como base os recursos do petróleo? Qual a reação o senhor espera do Congresso quando o assunto voltar à pauta?
A Noruega, quando descobriu o petróleo no mar do Norte nos anos 70, definiu o fundo soberano para onde o dinheiro dos royalties seria destinado. A diferença é que eles não tinham muito problemas com a educação, como nós, e puderam usar em outros setores. No nosso caso tem que ser educação, qualquer outro destino não estará suficientemente comprometido com o futuro.
Difícil saber. Às vezes, o governo monta um rolo compressor que destrói todas as alternativas. Neste caso, os prefeitos e governadores não querem que o dinheiro dos royalties vá para a educação. Eles querem que este dinheiro vá para mão deles, para melhorar o cemitério, para cuidar da previdência e melhorar a frota de carros dos vereadores. Eles querem o dinheiro solto e vão pressionar muito contra a nossa proposta. Por sua vez, o Governo Federal vai pressionar para que seja aprovado 20% da União.  Ninguém sabe se os senadores vão despertar para importância do uso deste dinheiro para o futuro. E o futuro está na criança, na educação. Logo, o futuro do país está na educação. Estou otimista para lutar pela educação, mas sem ilusões. Vamos conseguir aprovar.
5X) Baseado na atual condição que o país se encontra, quanto tempo levaria para se ter uma diretriz formada?
Se for esperar pelos royalties não teremos uma melhora nunca, pois é pouco e ninguém sabe quando chega. A minha proposta de federalização da educação demoraria 20 anos para alcançar o Brasil inteiro. Federalizando por cidade, poderia ser feito 500 por ano.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

OSX-1 produz mais de 3 milhões de barris de petróleo

A OSX comemorou nesta quinta-feira (31) um ano de operação da plataforma  FPSO OSX-1 e informou que a produção registrada pela unidade neste período já ultrapassou 3 milhões de barris de petróleo.
A embarcação, em atividade no campo de Tubarão Azul, localizado em águas rasas da Bacia de Campos, está conectada a três poços produtores e já realizou cinco operações de descarga para entrega do óleo a clientes. A unidade, com 271,75 metros de comprimento, possui 16 módulos interligados.
A OSX-1 foi construída na Coreia do Sul, customizada em Cingapura, e chegou ao Rio de Janeiro em outubro de 2011, após 45 dias de travessia marítima. O início da operação se deu em 31 de janeiro de 2012.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Porto de Rio Grande recebe casco da P-63


O casco da plataforma P-63 chegou nesta quinta-feira (31) na área do estaleiro Quip, empresa responsável pela montagem/integração dos módulos. O Grupo Wilson Sons, por meio da Wilson Sons Rebocadores e da Wilson Sons Agência, participou da operação especial.

A companhia atuou com três rebocadores azimutais próprios e coordenou outras cinco embarcações que participaram da manobra.

A base da plataforma foi adaptada a partir do petroleiro BW Nisa. A embarcação foi modificada na China e receberá no Quip os módulos de produção da plataforma. A Wilson Sons Agência é a responsável pelo serviço de agenciamento marítimo para a embarcação.

A operação teve início na terça-feira, quando a Wilson Sons coordenou e participou da rebocagem da P-58 que estava no estaleiro Quip para o Estaleiro Rio Grande. A P-58 precisou ser retirada, pois impedia a passagem da P-63 pelo Canal do Porto Novo. Ainda nesta quinta-feira, a plataforma será levada de volta para a Quip.

A plataforma P-63, que será entregue à Petrobras no prazo estimado de 36 meses, será instalada no Campo de Papa Terra, no pré-sal da Bacia de Campos, e terá capacidade de produzir diariamente 140 mil barris de óleo e 1 milhão de m³ de gás. Ela está avaliada em US$ 1,3 bilhão. Contando com cerca de 65% de conteúdo nacional, a unidade gerará 98 Mwh de energia e será operada por uma joint-venture entre Quip e BW Offshore.

Fonte: Redação

FPSO OSX-1 completa um ano de operação na Bacia de Campos


A OSX, empresa do Grupo EBX que atua na indústria naval e offshore, completa nesta quinta-feira (31) um ano de operação da sua primeira unidade marítima de produção, o FPSO OSX-1. A embarcação produziu o primeiro óleo da OGX e está em atividade no campo de Tubarão Azul, localizado em águas rasas da Bacia de Campos - litoral do estado do Rio de Janeiro.

O FPSO OSX-1 foi construído na Coreia e customizado em Cingapura, e chegou ao Rio de Janeiro em outubro de 2011, após 45 dias de travessia marítima. A unidade, com 271,75 metros de comprimento, possui 16 módulos interligados, parte dos quais foi customizada de acordo com as especificações da demanda da OGX. A equipe de operação do FPSO OSX-1, formada por brasileiros, totaliza 65 pessoas embarcadas.

Desde o início da atividade no campo de Tubarão Azul, o FPSO OSX-1 já produziu mais de 3 milhões de barris de petróleo e realizou cinco operações de offloading para entrega do óleo a clientes da OGX. Atualmente, a unidade está conectada a três poços produtores.

Em 2012, a OSX obteve a certificação nas normas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001, com 100% de conformidade, além do ISPS CODE (International Ship and Port Facility Security Code) e do SPIE (Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos) emitido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP). Tais certificações atestam os altos padrões de segurança adotados pela OSX na operação da sua primeira unidade marítima e a competência técnica da sua equipe.

O FPSO OSX-1 alcançou eficiência operacional de cerca de 99% ao longo de 2012. Os excelentes resultados deste início de operação reforçam a bem-sucedida parceria entre a OSX e a OGX, e a capacidade da OSX para atender à demanda da indústria offshore nacional.

Fonte: Redação

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