A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu manter o atual limite de produção em 30 milhões de barris por dia, pela terceira vez consecutiva. Esta quota permite manter os preços ligeiramente acima dos US$ 100 dólares por barril, como foi pedido pela maioria dos 12 países membros que compõem a organização.
“Existe um consenso entre a Arábia Saudita e os seus aliados de que US$ 100 por barril é um bom preço”, indica Abishek Deshpande, analista na Natixis à Bloomberg. “Se a oferta em excesso da Opep começar a ter um impacto negativo no preço do petróleo, espera-se que a Arábia Saudita reduza a produção por iniciativa própria para suportar os preços”, acrescenta o analista.
A decisão de não mudar o limite de produção surge enquanto a produção de petróleo na América do Norte aumenta e ameaça erodir a demanda pela matéria-prima dos países que integram a Opep. Ontem a produção de óleo de xisto nos EUA elevou os estoques de petróleo bruto do país para o nível mais alto em mais de 80 anos. Os estoques subiram 3 milhões de barris na semana passada, para 397,6 milhões de barris, o maior volume desde 1931.
A quota de produção foi introduzida em dezembro de 2011 e desde então a média diária tem variado entre os 30,6 e os 32,4 milhões de barris. A organização, que controla cerca de 40% da produção mundial de petróleo, volta a se reunir no dia 4 de dezembro, onde poderá rever as quotas de produção, apontando um novo valor mais baixo.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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