O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que “não há perspectiva de reajuste dos preços dos derivados de petróleo no horizonte”. Ontem (07), em resposta às notícias divulgadas sobre um provável aumento para favorecer a Petrobras, Mantega negou que tinha garantido um novo reajuste. “O ministro não garantiu nenhum aumento para a Petrobras”, notificou a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda.
Em comunicado à imprensa, o ministro ressaltou que neste ano, já foram cedidos dois pedidos de reajustes dos preços da gasolina e do diesel, e que o governo também zerou as alíquotas da Contribuição sobre Intervenção do Domínio Econômico (Cide) incidentes sobre os derivados, visando neutralizar os efeitos desses aumentos para os consumidores finais nas bombas.
Desta forma, fica anulada - até o momento – a possibilidade de elevação nos preços dos combustíveis, contrário ao que tinha dito o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Contudo, Lobão declarou nesta quarta-feira (08) que o pedido de aumento dos combustíveis ainda está sendo avaliado pelo governo. “É uma avaliação que vem sendo feita para reduzir o prejuízo da Petrobras. A avaliação tem ocorrido permanentemente entre os ministérios da Fazenda e Minas e Energia para se chegar a uma conclusão”, afirmou.
Lobão também ressaltou que o governo está preocupado com as ações da Petrobras e com a inflação. “Há preocupação com o processo inflacionário e também há preocupação com a estatal. A orientação para esperar mais um pouco sempre existe, mas a orientação às vezes se choca com a necessidade. O governo gostaria de esperar mais um pouco, mas a necessidade é tão grande que o governo pode ter que ceder”, afirmou Lobão.
O ministro terminou o pronunciamento dizendo que o aumento nos preços da gasolina também ajudaria a elevar a produção do etanol no país.
Petrobras em alta na Bolsa
Desde que foi anunciado um possível reajuste nos valores dos combustíveis, as ações da Petrobras na Bolsa não pararam de crescer. Ontem (08), o pregão da BM&FBovespa encerrou em alta, impulsionando uma valorização do principal índice da estatal.
Os papéis ordinários da companhia também fecharam com avanço de 5,4%, sendo cotados a R$ 22,14. Enquanto isso, os ativos preferenciais encerraram com ganhos de 4,6%, negociados em R$ 21,18. O Ibovespa, por sua vez, subiu 2,1%.
Fonte: O Valor Econômico
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