Desde 2003, a Petrobras vem sofrendo com os atrasos em sua produção nacional de petróleo e gás, estagnada há três anos. A estatal busca resolver o grande problema da ineficiência operacional da Bacia de Campos, localizada no litoral sul do Espírito Santo ao norte do Estado do Rio, criando um plano de emergência operacional na tentativa de recuperar as metas de produção perdidas.
Atualmente, o Campo é responsável pela produção de até 85% do petróleo consumido internamente. De acordo com o último diagnóstico reservado da própria Petrobras, o nível de eficiência da produção, caiu de 90% para 70% em apenas três anos. Mas, não é só a queda na produção que preocupa a diretoria, outros aspectos como a capacidade de processamento em grandes áreas produtoras da Bacia de Campos, como o Campo de Marlim, também passaram a produzir uma quantidade maior de água.
Conforme informações divulgadas na imprensa, os técnicos da Petrobras estão avaliando o que está ocorrendo em Campos, pois o ideal é que se tenha uma proporção menor de água no petróleo extraído.
Desde 2009, a produção da Petrobras não bate nenhum recorde. A última ocorreu, quando a produção atingiu 1,69 milhões de barris diários, contra 1,54 milhões no ano de 2008. A queda da produtividade em Campos pode ser apontada como uma das causas da crise que atinge a estatal. As metas de produção estipuladas pela companhia não são atingidas há nove anos.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de SP, o principal motivo da baixa produtividade da estatal é classificado da seguinte forma: as unidades da bacia que historicamente produziam até 90% da capacidade passaram a produzir 70%, sem que a petroleira tenha conseguido reverter esse decréscimo ao longo dos últimos anos.
Para amenizar o mal estar causado pelo freio na produção de petróleo, a presidente da Petrobras, Graça Foster, determinou como prioridade número 1 de sua gestão, a recuperação da Bacia de Campos, através do Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef), específico para a bacia. O programa tem como objetivo reduzir a produção de água em campos importantes como Marlim Leste e Roncador, dois dos cinco chamados "campos gigantes" da bacia. Sob essa denominação a estatal classifica campos com reservas acima de 1 bilhão de barris.
Na segunda-feira passada (25), Graça Foster, em entrevista coletiva, fez o detalhamento do Plano de Negócios 2012/16 e explicou sobre os problemas que acontecem com a produção em Campos. "É preciso urgentemente que aumentemos a eficiência operacional da Bacia de Campos", reafirmou Graça.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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