terça-feira, 3 de julho de 2012

Embargo ao petróleo do Irã entra em operação


O embargo imposto pelos 27 países da União Europeia (UE), sobre o petróleo do Irã, entra em vigor a partir de hoje (02), atingindo as bases econômicas do país, as quais possuem como principal recurso à exportação da matéria prima. A medida adota da pela UE, sobre as importações de petróleo,  faz parte de uma campanha realizada nas rodadas de negociações pelas potências do Ocidente, com o objetivo de diminuir os ganhos do Irã com as atuais exportações. A medida também visa interromper o Irã na criação de  um programa nuclear. O programa já causa preocupação nas nações ocidentais, pois alguns acreditam que este servirá para o desenvolvimento de armas, mas o Irã nega a acusação.


Visando equilibrar a economia do país islâmico, o presidente do Banco Central, Mahmoud Bahmani, divulgou um pacote antiembargo, que inclui a redução da importação de produtos e a disponibilização de um fundo no valor de US$ 150 bilhões em reservas, para pagar as importações do país. O pacote foi lançado com o intuito de amenizar as perdas dos lucros da venda de petróleo cru à Europa, aproximadamente 15% da produção total do Irã.

Segundo o primeiro-vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Rahimi, as sanções “são covardes” e podem refletir em turbulências no mercado do país. “Hoje, enfrentamos as sanções mais fortes e pedimos ao povo que ajudem o governo a enfrentar essa batalha”, afirmou.

O embargo sobre o Irã, ainda inclui o transporte do petróleo e a segurança de navios que carregam os produtos. Há sinais de que o embargo já está causando impacto na economia iraniana.

A população local revela que está sendo atingida com as sanções impostas pelas potências mundiais, pois o alto índice de desemprego no país vem causando contestações, o qual ocorre paralelamente com o elevado índice da inflação, avaliada em 40%. A moeda nacional também foi desvalorizada em um terço, desde dezembro do ano passado.

Entenda o caso

O embargo europeu acontece devido à insistência do Irã em manter seu plano de enriquecimento de urânio a 20%. De acordo com os países da UE e os Estados Unidos, o minério pode ser enriquecido rapidamente ao completar 90% e depois poder ser utilizado para a fabricação de bomba atômica. O Teerã afirma que não recuará do seu plano de enriquecimento do urânio, pois entende que o mecanismo utilizado possui fins passivos e servirá futuramente como fonte para a construção de dois reatores nucleares.



Fontes: O Globo e Folha de São Paulo

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