A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) publicou, ontem (05), uma pesquisa sobre os países mais atrativos para receber investimentos externos nos próximos dois anos. O Brasil ficou em quinto lugar, atrás da China (1°), Estados Unidos (2º), Índia (3º) e Indonésia (4º).
A pesquisa levou em consideração a opinião de 400 executivos de grandes multinacionais. O Brasil, que já havia conquistado posição nos últimos quatro anos, desceu um degrau em relação a 2011 e perdeu espaço para a Indonésia, que antes ocupava o sexto lugar.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, o Brasil continuará em destaque para os investimentos externos, mas os novos dados devem ser levados em consideração. “A longo prazo, o Brasil começa a perder um pouco o brilho como destino dos investimentos estrangeiros”, disse Luís Afonso, responsável pela divulgação da pesquisa no Brasil, em entrevista para o jornal O Globo.
Além da pesquisa, a Unctad também divulgou um relatório anual com a lista dos países que mais receberam investimento estrangeiro direto (IED) em 2011. Com US$ 66,7 bilhões, o Brasil passou a ocupar o quinto lugar, subindo três posições em relação a 2010 e superando Cingapura (US$ 64 bilhões), Reino Unido (US$ 53,9 bilhões), Ilhas Virgens (US$ 53,7 bilhões), Rússia (US$ 52,9 bilhões) e Austrália (US$ 41,3 bilhões).
De acordo com os dados da ONU, os países que mais receberam recursos externos são os Estados Unidos, com US$ 226,9 bilhões; China, com US$ 124 bilhões; Bélgica, com US$ 89,1 bilhões; e Hong Kong, com US$ 83, 2 bilhões.
Brasil X Indonésia
Em artigo publicado no portal de notícias G1, a jornalista Thaís Herédia, entrevistou o presidente da Sobeet para descobrir o que a Indonésia tem que o Brasil não tem. “Integração regional. Apesar de se ser um país pequenininho, ele está rodeado e muito integrado com os seus vizinhos, que também são pequenos, mas são fortes, como Cingapura, Hong Kong, Coreia do Sul. Aqui, nós tínhamos o e Mercosul como uma promessa de ser isso. Mas agora isso fica em cheque com a crise em torno do Paraguai. Enquanto nós estamos perdendo integração, eles estão aumentando, e o investidor está gostando”, afirmou Luís Afonso Lima.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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