Após o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) divulgado na última sexta-feira (01) do primeiro trimestre do ano, analistas sinalizaram que as empresas vão investir R$ 35 bilhões a menos nos próximos quatro anos. Brasil espera que a crise não atinja o setor de óleo e gás.
Um dos pilares que poderá ser afetado pela crise global, mas ainda está pouco transparente no Brasil é no setor de óleo e gás. As principais companhias de petróleo mantiveram seus investimentos no Brasil para os próximos anos, desenhando um cenário de perspectivas positivas para o mercado interno, mas de acordo com os economistas, o acirramento da crise europeia, com a possível saída dos gregos da zona do euro, e uma eventual retração nos investimentos da Petrobras no plano de negócios 2012-2016, poderá inverter esse cenário promissor.
No relatório "Perspectivas de Investimento na Indústria: 2012-2015", o BNDES aponta para a manutenção do crescimento dos investimentos acima do Produto Interno Bruto (PIB), com destaque para as atividades ligadas à exploração de petróleo e gás natural na camada pré-sal. Segundo o relatório, o segmento (responsável por 59% dos investimentos mapeados em toda a indústria brasileira), no período de 2012 a 2015, planeja investir R$ 354 bilhões em extração e refino.
Segundo o diretor-geral da Maersk Oil no Brasil, Luis Paulo Costa, a crise não afetou os investimentos da petroleira no Brasil. A Companhia dinamarquesa participa de quatro blocos offshore no país, e de acordo com o diretor a petrolífera está aguardando a definição da 11º rodada de licitação para ampliar sua carteira de investimentos. "Só em 2011 investimos US$ 2,4 bilhões no País através da aquisição da SK do Brasil. E vamos investir mais. Este ano planejamos furar oito poços. Nossas perspectivas são de desenvolvimento das atividades em água profundas, independentemente da crise", concluiu o executivo.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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