terça-feira, 5 de junho de 2012

Brasil recupera projeto de carros híbridos


O projeto de intensificar a comercialização de carros híbridos – movidos a eletricidade e álcool, com emissão zero de carbono – retornou a pauta do governo do federal.  Para estimular a produção dos veículos, o setor econômico dará incentivos fiscais, tal qual a redução de um ponto percentual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), entre o período de 2013 a 2017. Atualmente, os carros híbridos são comercializados no mercado nacional com IPI de 25%, sendo acrescentado de 30 pontos percentuais pelo fato de serem importados. Ou seja, somente com IPI, a carga tributária atinge 55%.



Os incentivos aos carros híbridos foram debatidos na semana passada em reunião na Coréia do Sul, onde os representantes da Hyndai conversaram com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.  O intuito da montadora é fabricar os veículos híbridos no Brasil. De acordo com informações do jornal O Globo, o ministro vem mantendo contato com representantes de várias empresas, tais como, Nissan, Toyota – que já produz os veículos híbridos -, Renault e Mitsibishi.

Esta iniciativa de Pimentel corresponde a um direcionamento em relação ao antecessor Miguel Jorge, pois o então ministro era contra o carro elétrico. O mesmo acabou vencendo uma disputa com o Ministério da Fazenda, não levando adiante o projeto.

De acordo com alguns técnicos da área econômica acreditam que no recente pacote de medidas para incentivar o setor automotivo, o governo já deveria ter sinalizado um incentivo para os híbridos. Uma vez que este fato seria muito positivo  com a proximidade da Rio+20.

Ampliação do etanol

Na vigem que fez à Ásia, Fernando Pimentel conversou com autoridades japonesas em relação ao etanol e confirmou que o Brasil possui condições de atender à demanda do etanol em caso do Japão liberar a mistura de 5% de álcool na gasolina. O potencial de vendas do produto para o mercado japonês é de 500 milhões de litros. “Temos capacidade reprodução de sobra e podemos firmar um acordo de longo prazo”, afirmou, em audiências com Osamu Fujimura, ministro-chefe do Gabinete do Primeiro-Ministro do Japão.


Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

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