quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Graça Foster é escolhida 'Personalidade do Ano' pela Abimaq


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) elegeu a presidente da Petrobras, Graça Foster, como Personalidade do Ano 2012. O Prêmio Abimaq, um reconhecimento às pessoas que contribuem para o desenvolvimento, o fortalecimento e a competitividade da indústria nacional de máquinas e equipamentos, foi entregue na última sexta-feira (14), em São Paulo.

A executiva, que estava em viagem internacional na comitiva da Presidenta Dilma Rousseff, foi representada na cerimônia de premiação pelo então presidente em exercício da Petrobras, o diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais, José Antônio de Figueiredo.

“Sou porta voz dos mais sinceros agradecimentos e da enorme satisfação da presidente Graça com este prêmio”, afirmou Figueiredo. “Estamos todos entusiasmados com o amadurecimento da parceria entre a Petrobras e a Abimaq, estratégica para a execução do nosso Plano de Negócios e Gestão 2012-2016 e para o sucesso da Política de Conteúdo Local”.

Em breve discurso, o diretor ressaltou as perspectivas de um trabalho cada vez mais integrado entre a Petrobras e seus fornecedores. “Estamos construindo uma agenda conjunta envolvendo Petrobras, fabricantes e EPCistas, que será um espaço para encaminhar, de forma direta e construtiva, as questões que podem resultar na melhoria dos processos e na convergência das soluções para o setor”, afirmou.

Segundo Figueiredo, a indústria tem respondido positivamente às enormes demandas da companhia. “Temos plena confiança na capacidade de superarmos, juntos, o desafio de investir mais de 200 bilhões de dólares no Brasil até 2016. Com preço, prazo, qualidade, respeito ao meio ambiente e segurança operacional”, concluiu.

O evento contou com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo; do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland de Brito, representando o ministro da Fazenda, Guido Mantega; além de deputados federais e estaduais, entre outras autoridades.

Fonte: Redação

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sessão sobre o veto dos royalties é suspensa


Embora a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), na condição de presidente interina do Congresso, tivesse defendido que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que ocupou a Presidência da República por três dias (até sábado), conversasse com Dilma Rousseff antes de decidir sobre a votação do veto presidencial ao projeto de lei com nova redistribuição dos recursos dos royalties do petróleo, Sarney marcou para esta terça-feira  sessão  visando analisar a matéria.
José Sarney também criticou encaminhamento do tema ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O problema é que estamos judicializando a política e politizando a Justiça”, ressaltou o presidente do Senado. Porém, de nada adiantou a insistência do senador: no final da tarde, o ministro Luiz Fux, do STF, proibiu o Congresso de analisar o veto presidencial na lei dos royalties enquanto todos os outros vetos não forem deliberados.
A decisão do ministro é relativa a mandado de segurança ajuizado nesta semana pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ), com apoio da bancada fluminense.
Fux diz que todos os vetos são urgentes
Com a decisão de Luiz Fux, a pauta relativa ao veto de Dilma Rousseff (que o Congresso pretende derrubar), marcada para hoje, não mais acontecerá.  O ministro determinou que a Mesa Diretora do Congresso Nacional “se abstenha de deliberar acerca do veto parcial nº 38/2012 antes que se proceda à análise de todos os vetos pendentes com prazo de análise expirado até a presente data, em ordem cronológica de recebimento da respectiva comunicação, observadas as regras regimentais pertinentes”.
Fux ressaltou que o primeiro veto recebido pelo Congresso e não apreciado dentro do prazo impede a avaliação de todos os outros que o sucederam. Ele ainda argumentou que todos os vetos são urgentes, pois trancam a pauta legislativa. “Daí porque não há, diante da Lei Maior, vetos mais ou menos urgentes. Todos o são em igual grau”.
O veto de Dilma foi a  artigo do projeto, aprovado pelo Congresso, que previa a nova divisão dos royalties para os contratos de concessão já licitados. Em mensagem encaminhada ao Parlamento, a presidenta argumenta que o dispositivo violaria “frontalmente” a Constituição e, por isso, foi alvo de veto.  Sarney já determinou o cancelamento da votação e disse que pediu à advocacia do Senado que ingresse no STF com pedido de reconsideração.
Fonte: ODIÁRIO

Governo quer manter os vetos dos royalties


A presidente Dilma Rousseff e sua equipe voltam ao Brasil após viagens oficiais à França e à Rússia com uma missão: lutar por um acordo que evite uma guerra judicial e mantenha os vetos do governo ao projeto que altera a redistribuição dos royalties da exploração do petróleo. Foi o que disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, antes de embarcar, em Moscou, no sábado. Se os vetos forem derrubados, como se espera, estados produtores, como o Rio de Janeiro, saem perdendo. Dilma parecia resignada com uma provável derrota do governo no Congresso quando disse, em Moscou, que já tinha feito tudo o que podia para vetar os artigos polêmicos do projeto. Mas, na hora de embarcar para o Brasil, o ministro Mercadante garantiu que o governo não “jogou a toalha” e que vai lutar para manter os contratos atuais de distribuição de royalties do petróleo.

Ao ministro, coube uma batalha paralela e potencialmente mais árdua: convencer políticos de todos os estados de que, nos contratos futuros para a exploração do pré-sal, todo o rendimento dos royalties seja utilizado para gastos com educação. A última coisa que o governo quer, disse Mercadente, é uma batalha na Justiça. A orientação é clara no sentido de manter as medidas provisórias. Porque respeita os contratos e evita uma judicialização, que pode prejudicar o desdobramento da economia do petróleo”, disse o ministro, lembrando que dois editais de licitação estão previstos para o ano que vem, de concessão e partilha do petróleo.

Na sexta-feira (14), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um terceiro pedido para suspender a avaliação dos vetos ao projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo, o que pode ocorrer na terça-feira (18), em sessão do Congresso. O advogado Humberto Ribeiro Soares protocolou petição que foi acrescida a mandado de segurança antigo sobre o mesmo tema, de autoria de 49 parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O detalhe curioso é que entre os signatários do pedido de Soares, que questiona a urgência da votação dos vetos, está a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que presidiu a sessão do Congresso na quarta-feira passada, quando a urgência foi aprovada. O pedido do advogado Humberto Soares - assim como outros dois apresentados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pelos deputados Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Alessandro Molon (PT-RJ) - critica a votação da urgência do tema, passando à frente de mais de três mil vetos que aguardam na fila do Congresso para serem apreciados.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou, também na sexta-feira, que vai recorrer ao STF caso o Congresso derrube os vetos da presidente Dilma. A decisão foi tomada no fim da tarde, depois de reunião com o procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos, da qual também participou o secretário de Energia, José Aníbal. Ficou acertado que, se os vetos caírem no Congresso, o governo paulista apresentará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) em seguida ao Supremo. Com a medida, Alckmin se alinha ao governador do Rio, Sérgio Cabral, que já avisou que recorrerá ao Supremo se os vetos forem derrubados no Congresso.

Fonte: Jornal do Commercio

ExxonMobil se prepara para iniciar operações na África do Sul


A petrolífera americana Exxon Mobil anunciou nesta segunda-feira (17) que a subsidiária ExxonMobil Exploration and Production South Africa Limited iniciará em breve as atividades de exploração marítima de petróleo (offshore) na África do Sul.

A unidade da Exxon assinou um acordo com a Impact Africa Limited, subsidiária da Impact Oil & Gas Limited para operar na África do Sul, e adquirirá uma participação de 75% na Tugela South Exploration Right. Sob o acordo, a afiliada terá o direito de comprar 75% dos futuros direitos de exploração em três áreas offshore cobertas por permissões técnicas de cooperação da Impact.

O Tugela South Exploration Right cobre aproximadamente 11,3 mil quilômetros quadrados offshore na cidade de Durban, na costa leste da África do Sul, a uma profundidade em relação a costa de 2 mil metros. O futuro direito de exploração compreende 64,7 mil quilômetros quadrados em águas profundas.

A subsidiária da ExxonMobil também firmou uma cooperação técnica com o governo da África do Sul, para estudar o potencial de hidrocarbonetos na Bacia de Durban, em uma área de aproximadamente 50,2 mil quilômetros quadrados offshore. Uma permissão de cooperação técnica é um direito exclusivo para estudar uma área por um ano.



Fonte: Valor Online

Chevron aceita pagar R$ 311 mi por vazamento no Campo de Frade



O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro e a empresa petrolífera Chevron chegaram a um acordo no valor de R$ 311 milhões estabelecido em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelos vazamentos de óleo ocorridos em uma sonda de perfuração, no Campo de Frade, na Bacia de Campos, em novembro de 2011 e março de 2012. Nesta terça-feira (18) pode ser fechado acordo entre a petrolífera, MPF, Ibama e Agência nacional de Petróleo (ANP) que resolverá duas ações civis públicas, propostas pela procuradoria, com pedido de indenização de R$ 20 bilhões cada uma.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14), durante audiência pública ocorrida na sede do MPF sobre as consequências do derramamento, com objetivo de construir a minuta do TAC.
Parte do dinheiro ajustado no TAC, cerca de R$ 90 milhões, será usada exclusivamente na recuperação do ambiente marinho e deverá ser gerida pela organização não governamental Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Os cerca de R$ 220 milhões restantes serão aplicados em medidas de prevenção a futuros desastres ambientais, incluindo a manutenção permanente, nos locais de perfuração, de um navio especializado em retirada de óleo do mar.
A procuradora da República Gisele Porto, responsável pela área de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, considerou que a assinatura do TAC será um recado positivo a toda cadeia petrolífera, de que é melhor investir em prevenção do que arcar com prejuízos por eventuais casos de poluição. “Se chegarmos a medidas compensatórias e a medidas que melhorem a segurança operacional, será um benefício para todos. Porque a decisão vem agora e não daqui a anos, representando um marco para a atividade [petrolífera]”, disse a procuradora.
O diretor de Assuntos Corporativos da Chevron Brasil, Rafael Jaen Williamson, confirmou que a empresa aceitará arcar com o valor do TAC e reconheceu que os episódios deixaram lições para a companhia, como a necessidade de se investir mais em comunicação e segurança. “Nós estamos dispostos a aplicar esses recursos em projetos de desenvolvimento social e ambiental e medidas compensatórias e preventivas”, declarou.
A Chevron foi responsável pelo vazamento estimado pela ANP em 3,7 mil barris de óleo, em novembro de 2011, no Campo de Frade. Em março novos vazamentos, em proporções bem menores, ocorreram no mesmo local. Eles foram decorrentes do excesso de pressão aplicada na perfuração dos poços, o que provocou rachaduras nas rochas do leito oceânico, por onde vazou o óleo.
Fonte: Agência Brasil

Congresso analisa hoje vetos aos royalties do petróleo


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), confirmou para as 19h de hoje (18) a sessão do Congresso que vai analisar o veto presidencial ao projeto de lei que redistribui recursos dos royaltiesdo petróleo.

Na sexta-feira (14), a presidenta em exercício do Congresso Nacional, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), sugeriu que o senador conversasse com a presidenta da República, Dilma Rousseff, antes de decidir sobre a retomada dos debates e a votação do veto ainda em 2012. Para Rose de Freitas, o assunto deveria ser retomado apenas depois do retorno dos deputados e senadores das férias de fim de ano.

O presidente do Senado, que ocupou a Presidência da República por três dias e retomou dia (17) o comando do Legislativo, criticou um possível encaminhamento do tema ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O problema é que estamos judicializando a política e politizando a Justiça”, ressaltou José Sarney.

De qualquer forma, ele considerou correta a decisão da deputada Rose de Freitas, que presidiu a sessão do Congresso para votar a urgência da apreciação do veto ao projeto de lei que redistribui os recursos dos royalties do petróleo. “[A deputada Rose de Freitas] fez bem em suspender a sessão naquele dia [quarta-feira passada]”.


Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dilma volta a defender royalties para educação


A presidente Dilma voltou a defender a distribuição dos royalties do petróleo para a educação nesta sexta-feira (14) em seminário empresarial, na Rússia. Dilma destacou que o desafio de uma educação de qualidade no Brasil é o motivo pelo qual seu governo quer destinar 100% dos royalties dos contratos de exploração e produção que ainda serão ofertados.
“O maior desafio do meu país está na área da educação. O Brasil universalizou a educação básica recentemente. Mas o nosso desafio é procurar qualidade. Por isso, dedicamos tanta importância e queremos que todos os recursos que obtenhamos sejam destinados à educação”, afirmou a presidente.
A declaração ocorre um dia após Dilma ter afirmado que não tinha mais o que fazer sobre a redistribuição dos royalties do petróleo. “Não tenho mais o que fazer. Não tem nenhum gesto meu mais forte do que o veto”, disse a presidente na ocasião.
Na quarta-feira (12), o Congresso Nacional aprovou requerimento dando urgência para análise dos vetos presidenciáveis sobre a redistribuição dos royalties. Esta medida pretende derrubar a determinação da presidente Dilma Rousseff sobre as receitas dos royalties dos estudos produtores de petróleo.
Fonte: Folha de São Paulo

América do Sul descobriu 100 bilhões de barris de petróleo na última década


Na última década, foram descobertas reservas estimadas em cerca de 100 bilhões de barris de petróleo na América do Sul, levando especialistas a acreditar que a região pode se tornar autossuficiente no setor.
O dado é do diretor executivo da Associação Latino-Americana de Integração Petroleira (ALIP), o engenheiro de petróleo Nicolás Honorato. A ALIP foi criada em 2009 para atender à crescente demanda de profissionais do ramo e para a troca de informações sobre o uso de tecnologia com o aumento das descobertas de petróleo na região.
"Quase todos os dias são anunciadas descobertas de petróleo na América Latina. E a América do Sul vive um momento histórico, porque além das descobertas convencionais surgiram o pré-sal, no Brasil, o gás de xisto, na Argentina, e o aumento impressionante de descobertas e produção de petróleo (convencional) na Colômbia", disse Honorato à BBC Brasil.
O grosso das novas reservas, 80%, vem do pré-sal brasileiro. Os restantes 20% estão nos subterrâneos de países como Colômbia, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai e Paraguai.
Autossuficiência
Na avaliação de Honorato, tais descobertas poderiam levar a região perto de se tornar autossuficiente.
Tal opinião é compartilhada pelo ex-secretário de Energia da Argentina, Daniel Montamat, e o ex-vice-ministro da Bolívia, Carlos Alberto López.
Além das descobertas de novos campos, eles também creditaram a previsão otimista à estabilidade econômica e política da região, apesar de anúncios recentes de nacionalização de empresas estrangeiras, como foi o caso da YPF, controlada pela espanhola Repsol, na Argentina.
Segundo Honorato, prova do potencial da região é o interesse recente demonstrado pelas empresas estrangeiras.
Para o especialista, muitas delas têm mirado a América do Sul já que a produção em outras regiões do planeta, como no Mar do Norte, está em queda.
"Todos os olhares do mundo petroleiro estão voltados para a América do Sul e para a América Latina em geral por ser uma das regiões que mais tem anunciado a descoberta de reservas estimadas de petróleo", destaca.
Para Honorato, grande parte do sucesso da região poderá vir do Brasil.
Segundo ele, caso as reservas do pré-sal brasileiro - estimadas por ele em 80 bilhões de barris de petróleo e pelo governo brasileiro entre 70 a 100 bilhões de barris - sejam realmente confirmadas, o Brasil passaria a ser o sexto país com as maiores reservas da matéria-prima no mundo, atrás de alguns países do Oriente Médio e da Venezuela.
Atualmente, o Brasil tem reservas estimadas em aproximadamente 13 bilhões de barris, de acordo com a agência de energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), e ocupa a 14ª posição mundial.
Tecnologia
Para López, da Bolívia, o segredo da exploração do ouro negro está no uso da tecnologia cada vez mais avançada.
"A aplicação de novas técnicas e condições geopolíticas nos permitem dizer que ser uma região autossuficiente já não é mais apenas um desejo. Só não sabemos quando ocorrerá", afirmou.
Montamat concorda e diz acreditar que a tecnologia será "decisiva" para que a região passe a ser uma potência petroleira.
"A região como conjunto não é potência de petróleo e de gás porque as reservas ainda precisam ser desenvolvidas", explica.
"Mas a Venezuela, por exemplo, por si só, já tem mais reservas provadas do que a Arábia Saudita", acrescenta.
Dados de 2011 da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) indicam que a Venezuela possui reservas estimadas em 297,5 bilhões de barris, enquanto as da Arábia Saudita alcançariam 265,4 bilhões de barris.
Recentemente, lembraram os especialistas, Uruguai e Paraguai também anunciaram ter encontrado petróleo em seus territórios, apesar de o quadro ser ainda embrionário.
Estabilidade
Honorato também lembrou que a estabilidade política e econômica conquistada pela América do Sul nos últimos anos ajudou a atrair o interesse de empresas estrangeiras do ramo do petróleo e gás.
"Empresas, principalmente, da Europa e do Canadá estão se orientando para a América do Sul e este movimento começou antes do pré-sal", disse.
Apesar de ter mencionado o atraso nos leilões do pós-sal e do pré-sal no Brasil, Honorato afirmou que a situação hoje na região é muito mais favorável ao capital estrangeiro do que antigamente.
Um dos exemplos, segundo ele, foi a Lei do Petróleo no Brasil, que acabou com o monopólio da Petrobras e, assim, permitiu a exploração de campos por empresas estrangeiras.
Honorato mencionou também que, em 2005, a Colômbia mudou seu marco regulatório, despertando uma espécie de "corrida ao ouro negro" do país.
A expectativa é de que o país deixe de ser importador e passe a ser exportador de petróleo e, assim, como ocorre com a Venezuela e o Brasil, passe a desfrutar as maiores receitas geradas pelo combustível.
Segundo ele, o Equador também mudou seu marco regulatório e aumentou a chegada de investimentos no setor petroleiro.
Já o Peru, na sua avaliação, é um país que "ainda não decolou" e registra uma produção abaixo dos 50 mil barris diários. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Rússia vende helicópteros para a Petrobras por US$ 200 mi


A Rússia vai vender até 14 helicópteros para a Petrobras, segundo um acordo firmado nesta sexta-feira (14) entre o presidente russo e a presidente Dilma Rousseff.

Outrora uma grande produtora do setor de aviaçao civil, a Rússia quer retomar sua presença nesse mercado, mais de 20 anos após o colapso da União Europeia aleijar sua indústria e seu desenvolvimento tecnológico.

A Atlas Táxi Areo espera que o primeiro dos helicópteros Kamov-62 seja entregue em 2015, sob um acordo com a estatal Russian Helicopters avaliado em 200 milhões de dólares, disse o à Reuters Waldomiro Silva, diretor da Petrobras.

"Nós somos a primeira empresa do mundo e receber esse novo helicóptero", disse Silva.

A Russian Helicopters, que disse em setembro que planejava uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo trimestre de 2013, vai competir com fabricantes como Northrop Grumman, Finmeccanica, Boeing, a unidade Bell Helicopter da Textron e EADS.

No Brasil, o helicóptero será usado para transportar funcionários da Petrobras para plataformas costeiras, disse o presidente-executivo da Russian Helicopters, Dimitry Petrov, a jornalistas. Ele disse que a Atlas Táxi Aereo vai comprar sete helicópteros, com uma opção de comprar mais sete.

Fonte: Agência Reuters

Progredir supera R$ 4 bilhões em empréstimos


O Programa Progredir, criado para facilitar a obtenção de empréstimos junto aos bancos pelas empresas que fazem parte da cadeia de fornecedores da Petrobras, superou R$ 4 bilhões em financiamentos. Ao todo, já foram realizadas 890 operações entre fornecedores e subfornecedores da companhia e os principais bancos de varejo do país.

Os números foram revelados pelo gerente de Fomento à Cadeia de Fornecedores da Petrobras, Roberto Alfradique, na quinta-feira (13), durante seminário na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. Ele apresentou o painel "O Aumento da Linha de Crédito no Programa Progredir".

O estado líder em financiamentos é o Rio de Janeiro, com mais de R$ 1,3 bilhão em empréstimos, seguido de Minas Gerais, São Paulo e Bahia. O Rio Grande do Sul é o quinto estado no ranking de volume de financiamentos, que já somam mais de R$ 167 milhões.

Desenvolvido em parceria com o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o Progredir permite que empresas que integram a cadeia de suprimentos da Petrobras obtenham empréstimos junto aos bancos parceiros com base nos contratos de fornecimento de bens e serviços assinados com a companhia. O Progredir já disponibilizou empréstimos para mais de 400 empresas, com redução do custo médio em 20%, chegando a 50%.

A iniciativa está alinhada com as ações estruturantes do Plano de Negócios 2012-2016 para o fortalecimento e ampliação do conteúdo local dos projetos da Petrobras. As empresas beneficiadas realizam todas as operações pela internet, por meio do portal (www.progredir.petronect.com.br), sem envolver recursos da companhia.


Fonte: Agência Petrobras

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

“Não tenho mais o que fazer”, diz Dilma sobre os royalties do petróleo



A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta feira (13) que já fez de tudo para que os estados produtores não percam suas receitas sobre a repartição dos royalties do petróleo.
 “Eu já fiz todos os pleitos. O maior é vetar. Não tenho mais o que fazer. Não tem nenhum gesto meu mais forte do que o veto. O resto seria impossível. Que todos votem de acordo com a sua consciência”, afirmou em visita oficial a Moscou, capital da Rússia.
Segundo a presidente, o Poder Legislativo é autônomo, independente e possui todas as condições de decidir contrariamente à uma decisão contrária determinada por ela mesma. “Acredito que minha decisão foi justa diante da legislação, que diz claramente que não se pode descumprir contratos, declarou a presidente.
Ontem, o Congresso Nacional aprovou requerimento dando urgência para análise dos vetos presidenciáveis sobre a redistribuição dos royalties.
Educação
A presidente reforçou a ideia que o mais importante neste contexto é haver um compromisso com a educação de qualidade para toda população brasileira.
“Nós só vamos ser plenamente desenvolvidos quando tivermos educação de qualidade para todos. Os recursos do petróleo são finitos, não renováveis. Tudo o que ganharmos do petróleo temos que deixar para a riqueza mais permanente, que é a educação. Esse é o aspecto mais importante da minha medida provisória”, acrescentou Dilma.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Technip está recebendo currículos para contratação de profissionais para sua fábrica no Porto do Açu


A Technip, líder mundial em gerenciamento de projetos, engenharia e construção para a indústria de óleo e gás, está estreitando sua parceira com o Polo Faetec Norte e Noroeste Fluminense no recrutamento de novos profissionais para atuarem  em sua nova fábrica no Porto do Açu. A empresa estará recebendo currículos (informando no campo “assunto” a formação) dos interessados até o dia 21/12 pelo email recrutamentofabricarj@technip.com.

Vale lembrar que, no mês passado, a Technip realizou uma palestra para os Alunos da Rede Faetec no auditório da ETE João Barcelos Martins, uma das unidades de ensino ligado ao Polo Faetec Norte e Noroeste Fluminense, sobre os investimentos e demandas da nova fábrica que está sendo construída na região. Na ocasião, o gerente de Recursos Humanos da empresa André Cardoso afirmou que cerca de R$ 650 milhões serão investidos na fábrica que deverá entrar em operação em 2013 e alertou os alunos sobre a grande oferta de vagas de trabalho que serão geradas na região.

“Grandes investimentos estão sendo realizados para esta fábrica de tubos flexíveis, que entrará em atividade no dia 1º de outubro de 2013. Serão disponibilizadas 700 vagas imediatas e precisaremos do empenho de jovens profissionais qualificados para iniciarmos mais este desafio”, disse.

O coordenador do Polo Faetec Norte e Noroeste Fluminense, professor Etevaldo Pessanha, destacou a oportunidade que os alunos da Faetec estão tendo de conhecer as oportunidades que serão geradas com os investimentos da Technip na região.

“É uma grande oportunidade. A presença de uma empresa líder no setor de óleo e gás em uma das unidades da Rede na região é um indicativo substancial e reflete o comprometimento da Faetec com a formação de profissionais capacitados e antenados com as necessidades do mercado de trabalho”, afirma.
Fonte: Ascom Faetec

Petrobras financia tecnologia para monitoramento de emissões atmosféricas


O Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), localizado em Natal (RN), começou, esta semana, a testar um moderno sistema para monitoramento de concentrações do gás de efeito estufa (CO2) e outros contaminantes atmosféricos, como óxido de nitrogênio (NOx), dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono e ozônio.

O equipamento, denominado Differential Optical Absorption Spectroscopy (DOAS), será usado no monitoramento em tempo real da qualidade do ar no entorno de usinas termelétricas que utilizam diferentes tipos de combustíveis (gás natural, óleo combustível e diesel) para geração de energia elétrica.

O DOAS foi desenvolvido na Suécia pela empresa Opsis e faz parte de um projeto de pesquisa e inovação do CTGAS-ER financiado pela Petrobras. Esse projeto consiste na avaliação comparativa com métodos convencionais cujos custos e tempo de resposta são altos e com ganhos adicionais na interpretação e aquisição simultânea dos parâmetros de qualidade do ar.

O monitoramento das emissões gasosas dos processos de combustão e da qualidade do ar é uma exigência dos órgãos ambientais e está definido em Resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Fonte: Agência Petrobras

Rolls-Royce fecha contrato com EAS


A Rolls-Royce firmou um contrato com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para fornecer sistemas de energia e propulsão para sete plataformas de perfuração para a Petrobras. O valor do pedido é de mais de R$ 335 milhões.

Cada uma das sete embarcações a serem construídas pelo estaleiro para atender a demanda da Petrobras trará seis grandes propulsores e seis motores a diesel Bergen, todos da britânica Rolls-Royce, perfazendo um total de 84 equipamentos, 42 propulsores e outros 42 motores. Os equipamentos serão usados em conjunto para dar propulsão até campos de perfuração e também para garantir o posicionamento exato dos navios durante as operações.

Francisco Itzaina, presidente da Rolls-Royce para América do Sul, comemorou a parceria. “É um prazer anunciar um pedido dessa grandeza no Brasil para um novo cliente do grupo, o Estaleiro Atlântico Sul. O contrato referenda nossa grande reputação de inovação e tecnologia e nossa liderança no mercado de sistemas de energia e propulsão para o setor offshore”, analisou o executivo.

As novas sondas da Petrobras darão suporte na perfuração de poços ao longo da camada pré-sal, localizada entre dois mil e três mil metros abaixo da superfície do Oceano Atlântico.

O Grupo é líder na entrega de sistemas integrados de propulsão e energia para plataformas que operam explorações offshore. Entre elas, estão embarcações de perfuração, sondas móveis, navios de construção submarina e navios tanque.

O CEO da Atlântico Sul, Otoniel Silva Reis, comentou o contrato. “Estamos felizes em trabalhar com a Rolls-Royce nesse projeto. A vasta experiência do Grupo em garantir energia e soluções em propulsão inovadoras e confiáveis, particularmente no setor de perfurações móveis, é um grande reforço para construirmos essas plataformas de perfuração altamente avançadas para a Petrobras”, disse.

Para dar suporte às atividades de produção através do mundo, a Rolls-Royce entregou sistemas de propulsão para mais de 140 unidades móveis de perfuração e tem sistemas já pedidos para mais 30 unidades.

Além disso, 45 navios de abastecimento offshore UT da Rolls-Royce foram construídos no Brasil para dar suporte a exploração e produção de óleo e gás. Outras 12 embarcações foram construídas, inclusive quatro navios de suporte a plataformas UT 775 SE pelo Grupo Bravante em Outubro.

A Rolls-Royce tem um longo e bem sucedido relacionamento com o Brasil há mais de 50 anos, com unidades em São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Niterói e Macaé.

A companhia britânica continua seus investimentos no país e irá inaugurar em 2012 uma nova instalação em Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Essa unidade será responsável pela montagem e teste das turbinas industriais a gás RB211. O primeiro lote de equipamentos que será produzido em Santa Cruz foi pedido pela Petrobras em um contrato de R$ 1,3 bilhão assinado em 2011.

Fonte: Redação

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Congresso aprova urgência para votação dos vetos dos royalties

O Senado e a Câmara dos Deputados, em sessão mista nesta quarta-feira, aprovaram o pedido de urgência para apreciar o veto parcial da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei que altera a divisão de royalties do petróleo no país.
O requerimento de urgência para análise dos vetos à lei dos royalties foi aprovado, no Senado, por 61 votos a 7. Já na Câmara, o pedido de urgência foi aprovado por 348 votos a 84 e 1 abstenção.
Esses vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei 12.734/12 serão pautados para outra sessão do Congresso, na próxima semana.
Fonte: Agência Câmara
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