terça-feira, 16 de abril de 2013

Mesmo proibida de perfurar poços, Chevron vai participar de leilão



A petroleira norte-americana Chevron foi habilitada ontem (15) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) como operadora para participar da 11ª rodada de licitações de áreas exploratórias de petróleo.  A incoerência se deve ao fato da empresa continuar impedida pela agência de perfurar poços no Brasil, devido aos dois vazamentos do campo de Frade, na bacia de Campos.
Recentemente, mais de um ano após o vazamento, a petroleira foi autorizada a retomar a produção no campo de Frade. Segundo a diretora-geral da autarquia, Magda Chambriard, a produção deve ficar em torno de 20 mil barris ao dia, volume bem inferior aos 60 mil produzidos antes de interromper a operação.
"A Chevron tem autorização de produzir, de furar poços rasos, mas não teve autorização para injetar”, disse a diretora-geral, completando: “vai ficar perto de 20 mil porque não pode injetar”.
O vazamento de petróleo ocorreu em uma sonda de perfuração no local. O primeiro foi em novembro de 2011, estimado em 3,7 mil barris de óleo pela ANP. O segundo, em março de 2012, teve proporção menor.
Segundo Magda, a pressão do poço no campo de Frade está controlada, mas ainda há vazamento de pequenas gotículas de petróleo. Ela explica que neste caso o retorno da produção é até aconselhável.  Apesar da autorização ter sido concedida em reunião da diretoria da ANP no quinto dia deste mês, Chambriard disse que só liberou nesta segunda-feira (15). Por isso, a Chevron ainda não retomou os trabalhos de produção no campo. "Não começaram a produzir porque só liberei hoje (segunda-feira) a documentação de segurança operacional da plataforma".
A assessoria de imprensa da Chevron foi procurada para comentar o caso, mas, até o momento, não se pronunciou.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

ANP planeja leilão bianual para áreas do pré-sal


A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, disse nesta segunda-feira (15) que o Brasil deverá realizar leilões de áreas do pré-sal de dois em dois anos, devido ao grande volume que será ofertado nos próximos anos.
O primeiro leilão do pré-sal, previsto para 28 de novembro, deve colocar à venda reservas de até 40 bilhões de petróleo in situ (contido nos reservatórios), indicando reservas recuperáveis de 10 bilhões de barris. A oferta destas áreas ainda está em estudo com o Governo Federal, destacou Magda. Entre maio e junho devem ser definidas as áreas e regras do leilão.
“Temos uma reserva em potencial equivalente a todas as nossas áreas que foram descobertas nos últimos 60 anos. É um volume de grande magnitude. Por isso, acredito que não é possível realizar um leilão por ano”, avalia Magda.
O campo de Libra, na bacia se Santos, é uma área potencial provável de ser ofertada no primeiro leilão. Segundo a ANP, Libra pode conter até 18 bilhões de barris de petróleo in situ, gerando reservas recuperáveis entre 4 e 5 bilhões.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

segunda-feira, 15 de abril de 2013

OSX demite 80 pessoas no porto do Açu



A OSX, empresa do Grupo EBX que atua na construção naval, demitiu na sexta-feira 80 funcionários do porto do Açu, empreendimento que fica em São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro.
O número de funcionários demitidos representa 13% dos cerca de 600 trabalhadores da OSX que atuam no porto. Segundo comunicado da empresa, as demissões têm como objetivo "adequar a equipe à atual carteira de encomendas do estaleiro".
Apesar de o posicionamento citar adequações da carteira, a companhia negou que os cortes estejam ligados a uma redução de encomendas, e informou que estão mantidos os 23 pedidos de empresas como OGX (companhia do próprio grupo que atua em exploração de petróleo), além de Petrobras, Sapura e Kingfish.
A OSX fechou o quarto trimestre do ano passado com prejuízo de R$ 39,9 milhões, ante um lucro líquido de R$ 7 milhões apurado em igual período do ano anterior. Na mesma comparação, a receita da companhia passou de R$ 80,1 milhões para R$ 153,8 milhões, representando um avanço de 82%.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras prevê recorde de novas plataformas em 2013



A presidente da Petrobras, Graça Foster, ressalta o compromisso da estatal em alcançar a meta de 300 mil barris por dia de produção no pré-sal e prevê mais sete plataformas entrando em operação ainda em 2013, marca ''nunca alcançada anteriormente''.
“Esse ano, e nunca tivemos essa marca antes, nada menos do que sete unidades estacionárias de produção entram em operação.  Duas já chegaram e a terceira, que é a Cidade de Paraty, saiu nesse fim de semana do estaleiro em direção à locação. O primeiro óleo dessa unidade, que será instalada no campo de Lula Nordeste (pré-sal da Bacia de Santos), será no dia 28 de maio", revelou a presidente Graça Foster, em apresentação na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), nesta quinta-feira (11).
O diretor de Exploração e Produção da companhia, José Formigli, destacou ainda que, no período entre 2013 e 2017,  25 unidades entrarão em produção e outras 38 novas passarão a produzir petróleo e gás até 2020. "Pouquíssimas empresas no mundo têm essa demanda de unidades novas. E isso porque elas não têm o portfólio que temos", comparou Formigli, destacando o índice de sucesso exploratório de 82% no pré-sal, a média mundial é de aproximadamente 30%.
A produção de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2016, 2,75 milhões bpd em 2017 e 4,2 milhões bpd em 2020 foi reforçada pela presidente e pela diretoria. Já a produção diária de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) será ainda maior e atingirá 3 milhões em 2016, 3,4 milhões em 2017 e 5,2 milhões em 2020, segundo a estatal. O pré-sal terá parcela crescente nesse aumento de produção.
De acordo com a petroleira, a marca de 1 milhão de barris de petróleo por dia produzida pela Petrobras no pré-sal será atingida em 2017 e chegará em 2,1 milhões bpd em 2020. "No ano passado, o pré-sal respondia por 7% da  produção. Em 2017, chegará a 42%", comparou Fomigli.
Produção no pré-sal
Segundo a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, a marca de 300 mil barris por dia, apenas sete anos após a primeira descoberta, mostra que a produção do pré-sal já é uma realidade.  "Deixamos de dizer que apenas a descoberta do pré-sal é uma realidade. A produção é uma realidade", disse Graça, comparando que na “porção norte-americana do Golfo do México, foram necessários 17 anos para se atingir uma produção significativa". Segundo Graça, a companhia teve que superar "desafios tecnológicos relevantes no pré-sal". "Houve redução do tempo de perfuração de poços de 134 dias para 70 em 2012", afirmou.
Economia de recursos
Essa redução no tempo de perfuração gera grande economia de recursos.  O diretor Formigli ressaltou que os investimentos na construção de poços (exploratórios e de desenvolvimento da produção) somam US$ 75 bilhões no PNG 2013-2017 (Plano de Negócio e Gestão). Isso representa 32% dos investimentos do Plano e 51% dos investimentos em Exploração&Produção  no Brasil. Em função dessa relevância, foi criado o PRC-Poço, Programa de Redução de Custos de Poços. "As plataformas são a parte mais visível, mas os poços, que ficam abaixo delas, custam mais caro", explicou.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Porto do Açu é bem posicionado e interessa à Petrobras


A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse nesta quinta-feira (11) em Porto Alegre que o porto de Açu, que está sendo construído no litoral norte do Rio de Janeiro pela LLX, do empresário Eike Batista, “é uma infraestrutura muito bem posicionada e que interessa” à estatal. Segundo ela, companhia decidiu fazer “só aquilo que depende dela”, que é a exploração e produção de petróleo, e deixar a construção de infraestrutura por conta do “mercado” e dos “empresários”.

“Expandir infraestrutura não é negócio para a Petrobras. Deixa que o mercado constrói, que os empresários construam [a infraestrutura] e vamos fazer contratos com projetos de maior confiabilidade e menor tarifa”, disse a executiva em entrevista após a apresentação do plano de negócios da estatal para o período 2013-2013 na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Segundo Graça, há “várias discussões” em andamento entre a Petrobras e a LLX. Ela não fez previsões sobre prazos, mas vê diferentes possibilidades de utilização do complexo portuário, incluindo contratação de capacidade para importação de gás natural (GNL), dependendo dos resultados dos leilões do setor elétrico e da disposição da LLX em construir um berço para recebimento do combustível.


Fonte: Valor Online

ANP: 38 empresas já estão habilitadas para 11ª Rodada



O número de empresas habilitadas a participar da 11ª rodada de licitações de áreas para exploração de petróleo chega a 38, informou nesta sexta-feira (12) a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na reunião mais recente de uma comissão responsável pela licitação, realizada na quinta-feira (11), foram habilitadas mais oito empresas, em uma lista que inclui a Statoil, a Petrogal e a Exxonmobil.
A 11ª rodada de petróleo, que marca a retomada dos leilões após mais de quatro anos, atraiu o interesse de 71 empresas - maior número de interessados para um leilão que não envolve áreas de alto potencial do pré-sal. O leilão, previsto para ser realizado em meados de maio, perde em número de interessados apenas para a 9ª rodada, com 74 empresas, que envolvia inicialmente blocos do pré-sal que acabaram sendo retirados pelo governo para serem licitados pelo modelo de partilha.
rodada vai licitar 289 blocos: 166 localizados no mar, 94 em águas profundas, 72 em águas rasas e 123 em terra.
Veja abaixo a lista de empresas habilitadas até 11 de abril, segundo comunicado da ANP.
1 - OGX Petróleo e Gás S.A.
2 - Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A.
3 - Repsol Sinopec Brasil S.A.
4 - Shell Brasil Petróleo Ltda.
5 - Alvopetro S.A. Extração de Petróleo e Gás
6 - BG Energy Holdings Limited
7 - Ouro Preto Óleo e Gás S.A.
8 - Premier Oil PLC
9 - Woodside Energy Holdings (South America) PTY LTD.
10 - Murphy Exploration & Production Company
11 - BHP Billiton Petroleum PTY LTD.
12 - G3 Óleo e Gás Ltda.
13 - Gran Tierra Energy Brasil Ltda.
14 - Janeiro 1949 Extração de Petróleo Ltda.
15 - PetroRecôncavo S.A.
16 - Total E&P do Brasil Ltda.
17 - Compañia Española de Petróleos, S.A.U. - CEPSA
18 - ConocoPhillips Company
19 - Nova Petróleo S.A. - Exploração e Produção
20 - Sabre Internacional de Energia S.A.
21 - Sinochem Petróleo Brasil Ltda.
22 - Inpex Corporation
23 - JX Nippon Oil & Gas Exploration Corporation
24 - GDF Suez Energy Latin América Participações Ltda.
25 - Ecopetrol S.A.
26 - HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda.
27 - Irati Petróleo e Energia Ltda.
28 - Novo Norte Energia e Consultoria Ltda.
29 - Petronas Carigali SDN BHD
30 - EP Energy do Brasil Ltda.
31 - Petróleos de Portugal S.A. - Petrogal
32 - Maersk Oil Brasil Ltda.
33 - Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda.
34 - Exxonmobil Química Ltda.
35 - Statoil Brasil Óleo e Gás Ltda.
36 - Imetame Energia Ltda.
37 - Karron Petróleo e Gás Ltda.
38 - PTT Exploration and Production Public Company Limited 

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

sexta-feira, 12 de abril de 2013

MP dos Royalties poderá ter recursos dos contratos vigentes para educação


O relator da Medida Provisória (MP) dos Royalties (MP 592/12), deputado Carlos Zarattini (PT-SP), adiantou na quinta-feira (11) que vai incluir no relatório da medida a destinação das receitas com os royalties do petróleo dos contratos vigentes à educação. O parecer do relator será apresentado na próxima terça-feira (16).

O atual texto da MP vincula à educação as receitas dos novos contratos da área de concessão dos royalties do petróleo, firmados após 3 de dezembro de 2012, data da publicação da medida. Além disso, destina ao setor 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal.

"A MP, da forma como está, faz com que apenas os contratos futuros sejam destinados à educação. Isso vai demorar um certo tempo, cerca de seis ou sete anos. Calculamos que com os contratos vigentes teremos um acréscimo ao setor de R$ 32 bilhões. Até 2020, chegaremos a R$ 62 bilhões", diz Zarattini.

A MP deve ajudar o cumprimento da meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Atualmente o governo investe 5,7% do PIB. "O setor precisará de muito dinheiro. A MP não complementa o total necessário, mas ajuda", diz o deputado.

Zarattini também afirmou que o parecer vai manter a divisão, entre todos os estados, dos recursos arrecadados nos contratos atuais. A intenção é respeitar a decisão que o Congresso tomou ao derrubar os vetos à Lei dos Royalties (12.734/12), ainda que ela tenha sido suspensa pela Justiça e seja contrária ao texto da MP inicial.

A MP dos Royalties foi editada no final do ano passado, junto com os vetos feitos pela presidente à Lei dos Royalties. A lei aprovada pelo Congresso dividia entre todos os estados e municípios os recursos arrecadados com a exploração de petróleo. Os dispositivos foram vetados pela presidente.

Posteriormente, os vetos presidenciais foram derrubados pelo Congresso que, com isso, restabeleceu a lei que divide toda arrecadação, inclusive a dos contratos atuais.

A norma, no entanto, teve a aplicação suspensa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) até que sejam decididas as ações diretas de inconstitucionalidade dos governos do Rio de Janeiro, Espírito Santo e de São Paulo - estados em que há exploração de petróleo e que perderiam recursos com a partilha da arrecadação dos contratos atuais.


Fonte: Agência Brasil

Shell prorroga inscrições para seu Programa de Estágio


A Shell prorrogou o prazo para as inscrições de seu Programa de Estágio, que este ano conta com 25 vagas. Podem se candidatar estudantes dos cursos de Administração, Comunicação Social, Contabilidade,  Direito, Economia, Engenharias (mecânica, produção, petróleo e química),  Geologia, Informática e afins, Marketing, Relações Internacionais e Psicologia.

Os interessados, que precisam ter nível avançado de inglês e previsão de formatura para julho de 2015, devem ser inscrever até o dia 19 de maio pelo site www.shell.com.br/rh.

Os candidatos serão avaliados em seis etapas eliminatórias: teste online de capacidade analítica e raciocínio lógico, triagem de currículos, teste online de inglês, teste de inglês por telefone e entrevistas individuais, uma com RH e outra com o supervisor da área.

Fonte: Redação

Petrobras nega atraso em projetos de construção de plataformas


A Petrobras negou na quarta-feira (10) que haverá atraso na entrada em operação das plataformas programas para iniciar suas atividades este ano e em 2014, conforme noticiado pela imprensa.

Segundo nota da estatal, “não procede a informação de que a empresa enfrenta atrasos nas datas previstas de entrada em operação de seis dos dez projetos de construção de plataformas programados para 2013 e 2014”. Na nota, a empresa sustenta que houve “interpretação equivocada dos números apresentados pela companhia”.

Na justificativa da estatal, a diferença entre a obra física prevista e a prevista para os projetos já está contemplada nas datas de entrada em operação apresentadas. “Se o previsto é 80%, o entregue é 60% e a data de conclusão prevista é junho, a diferença de 20% já está refletida na data de junho”, exemplificou a empresa, que considerou importante destacar que, permanentemente, “eventuais desvios são analisados e planos de recuperação estabelecidos para garantir a entrega da plataforma na data prevista no Plano de Negócios”.

A Petrobras finaliza a nota reafirmando que a entrada em operação das unidades de produção é exequível e deverá ocorrer nas datas divulgadas. “A companhia reitera também que os estaleiros contratados estão trabalhando com boa performance, dentro dos parâmetros estabelecidos conjuntamente com a estatal”.

Fonte: Agência Brasil

Contratos para a construção de módulos da P-74 e P-76 são assinados


A Petrobras assinou, nesta quinta-feira (11), dois contratos para construção de módulos da planta de produção e processamento de óleo e gás e para integração (instalação dos módulos nos cascos) de duas unidades. Os contratos são referentes aos FPSOs (unidades flutuantes que produzem, armazenam e transferem petróleo e gás) P-74 e P-76, destinados aos campos da Cessão Onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos.

O evento de assinatura do contrato da P-74 foi realizado na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), com a presença do governador Tarso Genro, da presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, e dos diretores Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa, de Exploração e Produção, José Miranda Formigli, de Abastecimento, José Carlos Cosenza, de Gas e Energia, Alcides Santoro, e de Engenharia, Tecnologia e Materiais, José Antonio de Figueiredo. Já a assinatura do contrato da P-76 ocorreu no Edifício Torre Almirante, no Rio de Janeiro, com a presença de executivos da Petrobras.

Os contratos contêm cláusulas de conteúdo local (contratação de equipamentos e serviços nacionais), que variam de 65% a 71%. Para a construção dos módulos das plataformas, os contratos preveem um índice de conteúdo local de 65% nos serviços de construção de montagem; 65% nos serviços de engenharia de detalhamento, 65% nos serviços de gerenciamento e de 71% para o fornecimento de materiais. Já o serviço de instalação e integração dos módulos no casco também terá conteúdo local de 65%.

Segundo a estatal, a construção e integração dos módulos da P-74 e da P-76 irão gerar cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos nas regiões de São José do Norte (RS) e Pontal do Paraná (PR), onde localizam-se os estaleiros de integração que executarão os serviços.

O prazo contratual total é de 42 meses. A produção do 1º óleo da P-74 está prevista para o segundo semestre de 2016, e a da P-76, para o segundo semestre de 2017.

O FPSO P-74 será a primeira plataforma concluída para a exploração do pré-sal nos campos da Cessão Onerosa, e a P-76, a terceira. Cada plataforma terá capacidade de produzir até 150 mil barris/dia e comprimir 7 milhões m3 de gás natural/dia e deverão operar nos campos de Franco 1 (P-74) e Franco Sul (P-76), na Bacia de Santos.


Dados das obras de construção e integração dos módulos:

P-74
Empregos diretos e indiretos: 2 mil
Local da obra: Estaleiro de São José do Norte (RS)
Contratada: EBR – Estaleiros do Brasil Ltda – Consórcio formado pelas empresas Setal e Toyo.

P-76
Empregos diretos e indiretos: 2,5 mil
Local da obra: Pontal do Paraná (PR)
Contratada: Technip-Techint – Consórcio formado pelas empresas Technip Brasil Ltda. e Techint S/A.

Fonte: Redação

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Distrito industrial logístico será instalado na Região dos Lagos


A Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, ganhará um distrito industrial logístico em terreno de 4 milhões de metros quadrados, vizinho ao Aeroporto Internacional de Cabo Frio e distante seis quilômetros do Porto do Forno, em Arraial do Cabo. 
O governador Sérgio Cabral assinou na última segunda-feira (08) dois decretos, um de desapropriação do terreno da massa falida da companhia Álcalis, nos municípios de Cabo Frio e Arraial do Cabo, e outro de criação do distrito logístico. Do total do terreno, 1,2 milhão de metros quadrados serão utilizados para compor o complexo. O restante será destinado a uma área de preservação ambiental, já acertada com a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA).
Além da Libra, proprietária do aeroporto de Cabo Frio, pelo menos 12 empresas de pequeno porte já manifestaram interesse em se instalar no novo distrito. O decreto de desapropriação foi publicado na terça-feira (09), no Diário Oficial do Estado.
O Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, ressaltou a importância da criação do distrito para atender as demandas logísticas da região e da cadeia do pré-sal. “O distrito será um novo vetor de desenvolvimento da Região dos Lagos. As atividades poderão se integrar ao aeroporto, ao porto e às operações do pré-sal”, destacou.
A formação do distrito ficará a cargo da Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin), que já administra dez distritos industriais no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com Julio Bueno, a expectativa é de que a venda dos terrenos permita quitar a dívida trabalhista da Álcalis, que fechou suas portas em 2006, demitindo cerca de 650 funcionários. 
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Primeiro óleo de Lula Nordeste será no fim de maio


A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou  que está previsto para o fim de maio o primeiro óleo do sistema de produção de Cidade de Paraty, no campo de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos.

“O Cidade de Paraty já saiu do estaleiro Brasfels e está indo para Lula Nordeste. E entra em produção no fim de maio”, afirmou a executiva em reunião com fornecedores e investidores, na Firjan, no Rio de Janeiro.

Ela lembrou que em 2013, a Petrobras vai colocar em produção sete novas unidades. Duas já iniciaram a operação no primeiro trimestre do ano.

“Estamos mantendo a curva de produção [em relação ao plano de negócios anterior] com um nível de maturidade muito maior. O nível de maturidade é grande e nos dá segurança para afirmar essa curva de produção”, ressaltou a executiva.


Refino

Foster afirmou também que a companhia atingiu um novo recorde de processamento de óleo nas refinarias no último domingo (7). A marca supera o último recorde alcançado há pouco mais de uma semana. A executiva, porém, não informou qual foi a marca alcançada desta vez.

Ela acrescentou que em 2017 os projetos do Comperj e da refinaria Abreu e Lima (RNEST) estão totalmente concluídos, agregando 750 mil barris/diários à capacidade de refino do país.

Ela lembrou que o primeiro trem (unidade de refino) do Comperj está previsto para novembro de 2014.


Fonte: Valor Online
 

Petrobras prevê recorde de novas plataformas


Apesar das duas últimas quedas consecutivas de produção (janeiro e fevereiro de 2013), a Petrobras prevê para este ano a entrada de sete grandes plataformas produtoras de petróleo, o maior número da sua história em um mesmo exercício, que vão garantir pelo menos a repetição do volume produzido no ano passado.

Ao mesmo tempo em que as empresas petrolíferas aumentam a produção com novos campos, antigos campos vão se esgotando, reduzindo o impacto do volume adicional produzido na produção total. Em 2012, a empresa registrou média de 2,032 milhões de barris diários, sendo 7% da produção do pré-sal, mas este ano a média até fevereiro está em 1,943 milhão de barris diários. "Pela primeira vez a Petrobras está colocando sete plataformas em operação no mesmo ano", anunciou a presidente da companhia, Graça Foster, durante apresentação do Plano de Negócios 2013-2017 a cerca de 500 empresários reunidos na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). Em outubro, a Petrobras completa 60 anos.


Retração inicial

A queda nos dois primeiros meses foi explicada pelo diretor de Exploração e Produção, José Formigli, pelas paradas programadas nas plataformas, o que irá continuar em março. Ele disse porém que com a entrada das novas plataformas ao longo do ano, a produção começará a subir futuramente. Das sete plataformas previstas para este ano, três já entraram em operação: Cidade São Paulo, no campo de Sapinhoá (pré-sal da bacia de Santos); Cidade Itajaí, no campo de Baúna (pós-sal da bacia de Santos); e Cidade Paraty, Lula Nordeste (pré-sal da bacia de Santos), que encontra-se em processo de instalação.

Estão previstas ainda para este ano a entrada em operação da plataforma P-63, no campo de Papa-Terra (bacia de Campos), em julho; P-55 para o campo Roncador III (bacia de Campos), em setembro; P-58 para o norte do Parque das Baleias (bacia de Campos), antecipado para novembro; e P-61 também para o campo de Papa-Terra, em dezembro. A previsão da Petrobras é de que em 2013 a produção gire em torno dos 2 milhões de barris diários, com percentual de erro de 2% para baixo ou para cima. Para 2016, a previsão é de que esse volume suba para 2,5 milhões diários e, em 2017 para 2,75 milhões diários, sendo 42% a fatia no pré-sal.


Previsão

Em 2020, a empresa espera estar produzindo 4,2 milhões de barris de petróleo por dia, com predominância do petróleo explorado na região do pré-sal (50%). Trinta e oito novas unidades de produção estão previstas para entrar em operação no período entre 2013 e 2020.



Fonte: Diário do Nordeste

Pesquisadora fala sobre riscos das plataformas: 'um dos piores ambientes para se trabalhar'


A área de petróleo offshore é caracterizada pela não interrupção de seus processos e operações durante os 365 dias do ano, exigindo apenas substituições nas equipes de trabalho, que se revezam de forma ininterrupta. Nessas condições de trabalho existem riscos intrínsecos e variados, caracterizados como sendo "técnicos, coletivos e ambientais". Os riscos técnicos são aqueles que têm origem em eventos tecnológicos e condições organizacionais, ou eventos naturais agravados pela tecnologia e organização; que vitimam ou podem vitimar indivíduos e comunidades, dentro e fora dos locais de produção, resultando em alterações ambientais significativas, sejam eventos agudos, destrutivos, sejam processos latentes, combinações inéditas, ou efeitos cumulativos, em parte desconhecidos.
Existem, é claro, vantagens de se trabalhar em plataformas de petróleo, como, por exemplo, os bons salários, devido ao chamado “adicional de embarque”, que varia de 50% a 140% do salário-base do trabalhador e os dias de folga seguidos, dependendo da escala a ser adotada, como, por exemplo, 14 dias embarcados e 14 dias em terra, ou até mesmo escalas de 28 dias embarcados e 28 dias em terra.
As desvantagens e os riscos, porém, aparentam ser de maior relevância. Destaca-se, em primeiro lugar, o confinamento ao qual o trabalhador é submetido. O profissional precisa, necessariamente, ter capacidade de ficar longe dos amigos e familiares por longos períodos de tempo e, em alguns casos, sem acesso à ligações telefônicas ou computadores, o que obviamente é muito difícil para os que deixam familiares próximos e entes queridos, como filhos (as) e marido/esposa em terra.
Outros riscos incluem a necessidade de pegar um helicóptero para embarcar na plataforma, inclusive sendo utilizado às vezes o transporte “via cestinha”, muito comum para fazer transbordos entre 2 embarcações. Este método de transporte é extremamente arriscado, pois a “cestinha” balança muito ao sabor dos ventos e existe a possibilidade de acidentes graves, dependendo das condições climáticas, que podem ser bastante adversas - desde o risco de furacões, chuva intensa, frio, ou altas temperaturas (acima dos 40º), dependendo do local onde está localizada a plataforma.
A rotina de trabalho puxado também se encontra na categoria de riscos, pois como não existem feriados e finais de semana para quem está embarcado, trabalhando-se 12 ou até mesmo 24 horas por dia, deve-se ter um preparo físico e psicológico para tal rotina, o que muitas vezes é bastante difícil. Além disso, a permanência durante muitos dias seguidos em confinamento em alto mar acaba elevando significativamente os riscos para os trabalhadores.
O ambiente hostil das plataformas - com válvulas e tubulações em todo canto, equipamentos enormes trabalhando a todo vapor, a existência de linhas pressurizadas, a necessidade de subir escadas a 30 ou mais metros de altura acima do nível do mar, a presença constante de ruídos altíssimos e guindastes movimentando cargas de toneladas sob a cabeça dos trabalhadores - também é um risco enorme, e, de fato, talvez este seja um dos piores ambientes para se trabalhar, sendo completamente diferente da maioria dos ambientes de trabalho usuais. Inclusive, diversos acidentes relacionados ao ambiente hostil da plataforma podem ocorrer ou já ocorreram. Alguns exemplos são a subida exagerada da pressão de alguma tubulação, podendo levar a uma explosão do poço sendo perfurado; ou a manobra errada de um guindaste, podendo deixar cair toneladas em cima de algum trabalhador; ou o estouro de alguma válvula liberando gases tóxicos. Além disso, como o ser humano não é infalível, o helicóptero que faz o transporte pode cair, ou um simples tropeção na escada pode provocar a queda de um trabalhador.
Assim, o trabalho offshore está constantemente submetido a processos e atividades complexas, perigosas, contínuas e coletivas, que envolvem diversos riscos à saúde e à vida do trabalhador.
A autora
Rachel Ann Hauser Davis é bióloga, Doutora em Química Analítica pela PUC-Rio, professora visitante da UNIRIO e pesquisadora da PUC, UERJ e UNIRIO.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Petrobras bate novamente recorde em refino


A Petrobras atingiu novo recorde diário de processamento de petróleo em suas refinarias no Brasil. A carga refinada em 7 de abril foi de 2,149 milhões de barris. No dia 30 de março, a empresa havia atingido a marca de 2,137 milhões de barris de petróleo processados.
O aumento do refino propiciou uma redução na importação de derivados de petróleo entre 10 e 15 mil barris/dia no primeiro trimestre.
"Isso reduz de forma substantiva a necessidade de importação com esse nível de processamento", afirmou Cosenza, na apresentação do plano de Negócios e Gestão 2013-2017 da Petrobras.
Em nota, a empresa comunicou que o recorde atingido em refino reafirma a busca contínua pelo aumento da eficiência operacional das refinarias, além de ser alcançada respeitando os princípios de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. 
De acordo com o diretor de Abastecimento da estatal, a Petrobras está importando cerca de 245 mil barris/dia de diesel e gasolina, carga que deve ser mantida até o final deste ano.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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