A presidente da Petrobras, Graça Foster, ressalta o compromisso da estatal em alcançar a meta de 300 mil barris por dia de produção no pré-sal e prevê mais sete plataformas entrando em operação ainda em 2013, marca ''nunca alcançada anteriormente''.
“Esse ano, e nunca tivemos essa marca antes, nada menos do que sete unidades estacionárias de produção entram em operação. Duas já chegaram e a terceira, que é a Cidade de Paraty, saiu nesse fim de semana do estaleiro em direção à locação. O primeiro óleo dessa unidade, que será instalada no campo de Lula Nordeste (pré-sal da Bacia de Santos), será no dia 28 de maio", revelou a presidente Graça Foster, em apresentação na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), nesta quinta-feira (11).
O diretor de Exploração e Produção da companhia, José Formigli, destacou ainda que, no período entre 2013 e 2017, 25 unidades entrarão em produção e outras 38 novas passarão a produzir petróleo e gás até 2020. "Pouquíssimas empresas no mundo têm essa demanda de unidades novas. E isso porque elas não têm o portfólio que temos", comparou Formigli, destacando o índice de sucesso exploratório de 82% no pré-sal, a média mundial é de aproximadamente 30%.
A produção de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2016, 2,75 milhões bpd em 2017 e 4,2 milhões bpd em 2020 foi reforçada pela presidente e pela diretoria. Já a produção diária de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) será ainda maior e atingirá 3 milhões em 2016, 3,4 milhões em 2017 e 5,2 milhões em 2020, segundo a estatal. O pré-sal terá parcela crescente nesse aumento de produção.
De acordo com a petroleira, a marca de 1 milhão de barris de petróleo por dia produzida pela Petrobras no pré-sal será atingida em 2017 e chegará em 2,1 milhões bpd em 2020. "No ano passado, o pré-sal respondia por 7% da produção. Em 2017, chegará a 42%", comparou Fomigli.
Produção no pré-sal
Segundo a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, a marca de 300 mil barris por dia, apenas sete anos após a primeira descoberta, mostra que a produção do pré-sal já é uma realidade. "Deixamos de dizer que apenas a descoberta do pré-sal é uma realidade. A produção é uma realidade", disse Graça, comparando que na “porção norte-americana do Golfo do México, foram necessários 17 anos para se atingir uma produção significativa". Segundo Graça, a companhia teve que superar "desafios tecnológicos relevantes no pré-sal". "Houve redução do tempo de perfuração de poços de 134 dias para 70 em 2012", afirmou.
Economia de recursos
Essa redução no tempo de perfuração gera grande economia de recursos. O diretor Formigli ressaltou que os investimentos na construção de poços (exploratórios e de desenvolvimento da produção) somam US$ 75 bilhões no PNG 2013-2017 (Plano de Negócio e Gestão). Isso representa 32% dos investimentos do Plano e 51% dos investimentos em Exploração&Produção no Brasil. Em função dessa relevância, foi criado o PRC-Poço, Programa de Redução de Custos de Poços. "As plataformas são a parte mais visível, mas os poços, que ficam abaixo delas, custam mais caro", explicou.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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