quarta-feira, 10 de abril de 2013

Petrobras confirma diminuição da importação de diesel e gasolina


A Petrobras informou na terça-feira (9) que o aumento de refino de petróleo nos primeiros três meses do ano permitiu reduzir a importação em 10 mil barris/dia de gasolina e diesel. A medida pode diminuir a defasagem de preços entre a compra fora do país e a venda de combustível no mercado interno e que tem influenciado no resultado econômico da companhia.

Durante apresentação de dados na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, disse que foram importados entre 240 mil e 245 mil barris por dia no primeiro trimestre do ano, menos que no mesmo período do ano passado. A tendência é que, no restante do ano, a importação suba, mas pouco.

“Vai subir um pouquinho, mas não muito porque teremos as produções das refinarias. Teremos  períodos de sazonalidade, mas nossa expectativa é baixar”, disse. Com um crescimento do mercado estimado em 4%, a tendência é manter a redução em 10 mil barris/dia.

Dos 240 mil barris importados, 190 mil são de diesel e 50 mil de gasolina, segundo Consenza. O resultado reflete o desempenho das refinarias da companhia, que segundo o diretor bateu recorde no último domingo (7) com o refino de 2,149 milhões de barris (no dia 30 de março, a empresa havia atingido a marca de 2,137 milhões de barris de petróleo processados).


Fonte: Agência Brasil

Vazamento em SP foi de 3.500 litros de óleo, diz Graça


A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse nesta terça-feira (09) que o vazamento que atingiu a cidade de São Sebastião, litoral paulista, foi de 22 barris de petróleo, ou seja, aproximadamente 3.500 litros de óleo.
Segundo a presidente, qualquer número diferente de zero em relação a vazamento de óleo não se justifica. A explicação foi feita na coletiva de imprensa após apresentação do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017.
Graça Foster também informou que foi criada uma comissão na Transpetro, braço naval da Petrobras, para avaliar a causa real do vazamento e espera divulgar até a próxima sexta-feira (12) o motivo e a descrição de como ocorreu o acidente.
Todavia, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) comunicou, em nota oficial, que a causa do vazamento foi uma “falha operacional, durante o abastecimento de um navio no píer, junto ao terminal da Transpetro”. 
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

‘Não se trata definitivamente de ajuda’, diz Graça Foster sobre parceria com EBX


A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou nesta terça-feira (09) que o Grupo EBX, do empresário Eike Batista, é um dos possíveis parceiros de projetos a serem atendidos a médio e longo prazo com a empresa.
“É um negócio. Não se trata definitivamente de ajuda. É uma atividade que já vem acontecendo há alguns meses de avaliação desse aproveitamento, que possa reduzir o capex [utilização do capital] da companhia”, declarou Graça, em relação à possibilidade da empresa fechar contrato com a LLX no Superporto do Açu, no Rio de Janeiro.
“A Petrobras não pode ser dona de tudo. Isso acaba por dificultar os planos da companhia de pagar preços de mercado. É um trabalho de longa data”, afirmou Graça.
A presidente também explicou que mediante ao procedimento de não conseguir arcar com todos os investimentos, a estatal quer usar ao máximo os serviços de outras empresas, pagando o preço de mercado.
Graça voltou a destacar, na entrevista coletiva, que a EBX é um dos grupos que fazem parte da avaliação de infraestrutura da companhia.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

terça-feira, 9 de abril de 2013

ANP autoriza Chevron a retomar produção no campo de Frade


A norte-americana Chevron anunciou que recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP) para retomar a produção de petróleo no campo de Frade, na Bacia de Campos. A companhia petrolífera voltará a produção no Brasil, após paralisação de pouco mais de um ano por causa de vazamento de petróleo ocorrido em uma sonda de perfuração no local.
O primeiro ocorreu em novembro de 2011, estimado pela ANP em 3,7 mil barris de óleo. O segundo, em março de 2012, teve proporção menor.
Enquanto se apura as causas do acidente, a Chevron continua proibida pela ANP de perfurar poços no Brasil.  Por meio de nota, a companhia informou  que os preparativos para voltar aos trabalhos começarão em breve, além de assegurar que cumprirá "todos os procedimentos de segurança".
A autorização foi concedida em reunião da diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na última sexta-feira (05). Na ocasião da suspensão da produção, a companhia estava extraindo cerca de 61 mil barris diários de petróleo em Frade.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras é multada por vazamento de óleo no litoral paulista


A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou na segunda-fera (8) a Petrobras em R$ 10 milhões pelo vazamento de óleo ocorrido sexta-feira (5) em São Sebastião, no litoral paulista. O acidente, causado por um problema em uma válvula durante o abastecimento de um navio no píer, contaminou 11 praias dos municípios de São Sebastião e Caraguatatuba. O Ministério Público Estadual deverá ainda oferecer  denúncia de crime ambiental.

Foram mobilizadas na operação de contenção do vazamento 230 pessoas em terra, 70 no mar e 27 embarcações para instalação de barreiras absorventes. Também participaram duas embarcações para recuperação do óleo denso do tipo marine fuel 380 (usado como combustível de navios). Um helicóptero está fazendo o monitoramento do derramamento, e técnicos da Cetesb acompanham os trabalhos.

A Cetesb recomenda que os banhistas evitem as praias das Cigarras, Arrastão, Pontal da Cruz e Deserta, em São Sebastião, e Mococa, Cocanha, Massaguaçu e Capricórnio, em Caraguatatuba.

Em nota, a Petrobras Transporte (Transpetro) disse que foi notificada da autuação e que se manifestará dentro do prazo legal.


Fonte: Agência Brasil

Petrobras trabalha na contenção de vazamento de óleo, em SP


A equipe técnica da Transpetro, braço naval da Petrobras, continua o trabalho de contenção do óleo vazado no píer do terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião (SP), ocorrido na última sexta-feira (05). Segundo a empresa, as causas do acidente ainda estão sendo apuradas.
A Petrobras informou que mobilizou cerca de 300 pessoas e 37 embarcações, como o navio Egmopol, usado no recolhimento e armazenamento do óleo que vazou. A companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) também fará o acompanhamento do trabalho de limpeza.
Em nota, a petrolífera comunicou que os técnicos continuam no local para monitorar eventuais resíduos trazidos pela maré. No momento, a prioridade é concluir a limpeza da Ponta do Arpoador, onde dez embarcações estão trabalhando.
"Aparentemente o vazamento é pequeno. Vai de uma extensão desde o centro da cidade até o bairro São Francisco. Esse trecho, por terra, tem cerca de cinco quilômetros, mas o que há no mar são pequenas manchas de óleo espalhadas nessa extensão", explicou ao G1 o capitão de fragata Alexandre Motta de Sousa, delegado da Capitania dos Portos.
A prefeitura da cidade emitiu comunicado informando que os banhistas evitem nove praias da região, sendo elas: Porto Grande, Deserta, Pontal da Cruz, Arrastão, Portal da Olaria, São Francisco, Figueira, Cigarras e Enseada.
De acordo com a prefeitura de São Sebastião, passam pelo píer do terminal cerca de 55% do petróleo consumido em todo o país.
Fonte: NN _ A Mídia do Petròleo

Queda de helicóptero de empresa petrolífera deixa 13 mortos


Um helicóptero fretado pela companhia petrolífera francesa Perenco caiu em Loreto, ao norte do Peru, próximo à fronteira com o Equador, matando todos os 13 ocupantes. Inicialmente, o número de mortos divulgado havia sido de 9 pessoas. Segundo a Reuters, todos os mortos eram peruanos, incluindo um funcionário da Perenco e representantes de três empresas contratadas.
A companhia confirmou que "não foram encontrados sobreviventes" no acidente, acrescentando que havia nove passageiros e quatro tripulantes a bordo. "O exército peruano está no local do acidente e dois helicópteros estão dando suporte no resgate", informou em comunicado.
De acordo com a agência France Presse, o helicóptero era do modelo MI-8 de fabricação russa, e o local da queda era perto dos rios Curaray e Arabela. O acidente, segundo a AFP, foi pouco antes do meio-dia, horário local. A aeronave havia deixado a cidade de Iquitos para sobrevoar um bloco petrolífero da empresa.
Este já é o segundo acidente fatal no espaço aéreo peruano, no período de três meses, envolvendo empresas do setor de óleo e gás. Em janeiro, um helicóptero da companhia norte-americana Columbia Helicopters caiu na Amazônia peruana. Os sete tripulantes - quatro americanos e três peruanos - morreram.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Brasil e Venezuela aumentarão comércio de petróleo


Os governos do Brasil e da Venezuela decidiram aumentar o comércio de petróleo e derivados entre os dois países como forma de amenizar as diferenças na balança comercial e atender ao projeto de integração continental firmado na década passada pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez.

Neste primeiro semestre, representantes da Petrobras e da Petróleos de Venezuela (PDVSA) estudam meios de massificar os negócios no setor para atender à ordem de Lula e Chávez. Em janeiro e fevereiro, o Brasil comprou o equivalente a US$ 106 milhões em petróleo cru da Venezuela.

A entrada do país no Mercado Comum do Sul (Mercosul), no segundo semestre de 2012, acelerou o projeto de desenvolvimento do comércio no setor de petróleo com o Brasil. As regulações do bloco baixaram o preço do combustível venezuelano para o mercado dos países integrantes.

Ainda em 2012, a Petrobras, que, tradicionalmente, compra petróleo e derivados nos Estados Unidos e na Europa, comprou da PDVSA cargas de naftas petroquímicas e coques venezuelanos. No saldo da balança comercial Brasil-Venezuela de 2012, a aquisição representou 59,8% dos valores importados pelo Brasil da Venezuela.

O Brasil tem uma balança comercial bastante favorável em relação à Venezuela, país que centraliza as exportações de forma maciça na área de petróleo e derivados. Em 2012, o Brasil exportou US$ 5,1 bilhões para a Venezuela e importou US$ 1,3 bilhão. A soma dos valores exportados e importados em 2012 cresceu 3,3% em relação ao registrado no ano anterior. As exportações brasileiras cresceram 10,1% no período, mas as importações para a Venezuela recuaram 21,2% entre um ano e outro, o que fez os governos acelerarem os trabalhos conjuntos em busca de mais equilíbrio na balança comercial.

A conclusão dos dois governos é de que o equilíbrio só poderá ser alcançado caso o Brasil aumente as compras de petróleo e derivados produzidos na Venezuela. Isso porque o país não temmais opções significativas de produtos que interessem ao mercado brasileiro. Nas discussões entre os governos, o exemplo de 2009 costuma ser citado. Naquele ano, o Brasil importou em petróleo e derivados o equivalente a US$ 19,9 bilhões no total, dos quais menos de 5% vieram da Venezuela.

A partir de 2010, o Brasil passou a ter necessidade de cada vez mais importar derivados, especialmente gasolina e diesel. O aumento do consumo interno de combustíveis disparou e a produção das refinarias da Petrobras se mostrou insuficiente para atender à demanda. Daí, a obrigação da petroleira recorrer ao mercado externo para evitar o desabastecimento.

Procurada pela reportagem, a Petrobras manifestou-se sobre o tema por meio de uma nota sucinta: "As importações de derivados da Venezuela ainda não foram retomadas. Neste momento, técnicos das duas companhias analisam as alternativas sob os pontos de vista técnico (disponibilidades e especificações) e econômico. Não podemos estabelecer uma data para a retomada das operações".


Fonte: Redação/ Agências 

Preços do petróleo estão ‘confortáveis’, diz Opep


O secretário geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem el-Badri, afirmou que o nível atual dos preços do petróleo é “confortável para países produtores de petróleo, sem ser alto suficiente para prejudicar a economia global”.
Segundo o secretário-geral, a Opep está defendendo preços equilibrados para poder realizar investimentos e ter rendimentos “dignos para todos os países membros”.
A queda acentuada dos preços do petróleo também foi abordada por el Badri como um risco, pois colocaria em cheque investimentos em tecnologias de energia alternativas  que podem contribuir coma diversidade na oferta de energia no futuro.
O secretário da Opep também explicou que enquanto as reservas de óleo e gás de xisto dos Estados Unidos e em outras regiões foram positivas para o futuro da oferta de energia mundial, os mesmo não representam um risco a curto prazo à organização.
"Os combustíveis fósseis continuarão a ser dominantes no atendimento à demanda de energia no futuro próximo", disse el Badri.
O CEO da petrolífera francesa Total, Cristophe de Margerie, declarou que os fatores positivos de um preço mais baixo do petróleo incluem o aumento da produção do Iraque e uma queda maior do que a esperada nas importações d energia dos Estados Unidos.
De acordo Margerinie, o mercado é "muito volátil no sentido em que se move muito rapidamente entre esses dois níveis, mas a média dos últimos dois anos tem sido de US$ 110 por barril”. 

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrobras Argentina: liquidação de ativos pode não ser o melhor negócio


A subsidiária argentina da Petrobras foi estabelecida em 1993, período em que a empresa brasileira expandia para o exterior. Com faturamento em 2012 da ordem de US$ 2,5 bilhões, a companhia é a quinta colocada no ranking das petrolíferas naquele país. A empresa produz petróleo, gás natural, produtos petroquímicos, eletricidade e possui uma rede de postos de gasolina.
Foi em 2003 que a Petrobras argentina se consolidou no país ao adquirir parte majoritária da empresa Petrolera Santa Fe/Pecom Energia, do industrialista local Gregorio Pérez Companc, então a maior petrolífera do país. Isto significou que a empresa brasileira passou a ser um “big player” no país e a investir significativamente no setor de petróleo e gás. A Petrobras Argentina possui, ainda, sociedade em duas refinarias, duas empresas produtoras de energia elétrica e vários interesses na área petroquímica. A rede de postos de combustível alcança cerca de 300 postos.
Notícias recentes dão conta de que a Petrobras Argentina estaria em vias de se desfazer de parte de seus ativos naquele país. Na realidade, nos últimos dois anos já circulam rumores de que a empresa estaria interessada em se desfazer de alguns de seus ativos em solo argentino. Os rumores e as notícias sobre desinvestimentos não surpreendem, uma vez que desfazer-se de ativos faz parte do plano de cinco anos de negócios da empresa matriz no valor de US$ 237 bilhões. Plantas de energia elétrica e blocos de exploração de petróleo e gás natural no Brasil, licenças de perfuração de poços no Golfo do México, refinarias nos Estados Unidos e no Japão e campos de petróleo na Nigéria, entre outros, estariam incluídos neste processo, cuja meta seria alcançar US$ 10 bilhões com vistas a engordar o caixa da empresa.
Nos últimos anos, a Petrobras Argentina não foi isenta de cobranças e problemas no país. Quando da aquisição da Santa Fe/Pecom Energia havia grandes esperanças no sentido de que a empresa promovesse investimentos grandiosos no país vizinho. E isto foi feito, diversificando para o refino, rede de postos de combustíveis, produção de energia elétrica e petroquímica. Contudo, por diversas vezes o governo argentino cobrou da empresa a ampliação de seus investimentos, considerados aquém das expectativas. A Argentina dos Kirchner, altamente simpática aos países bolivarianos, vem flertando com o nacionalismo dos recursos naturais, o que talvez seja compreensível após tantos anos de abertura radical e destruição do parque industrial do país.
Seja como for, a venda de ativos na Argentina vem sendo cercada de rumores. Desde novembro do ano passado, noticia-se que a participação da Petrobras Argentina nas refinarias Dr. Ricardo Eliçabe em Bahia Blanca, província de Buenos Aires e Refinor em Salta, estariam para ser vendidas. O Scotiabank Brasil teria sido contratado para gerir as vendas e os interessados incluiriam as empresas YPF, Pluspetrol, Tecpetrol e Bridas.
A empresa também teria concordado em vender sua participação em duas empresas que, juntas, somariam quase 50% da holding de energia elétrica Edesur. O negócio, concluído com as empresas argentinas Hidroelétrica Piedra del Áquila e La Plata Cogeneracion, teria rendido o valor de US$ 35 milhões.  Mais recentemente, noticiou-se que a empresa teria vendido, por preço considerado muito abaixo do mercado, 50% de sua participação nos negócios na Argentina a um associado da presidente Cristina Kirchner, o que estaria gerando grande insatisfação na sede da Petrobras no Rio de Janeiro.
Porta-voz da empresa vem negando estas notícias, mas ao que parece a Petrobras manteria os ativos de gás de xisto no campo de Vaca Muerta e os blocos de exploração offshore, onde atua conjuntamente com a YPF e a Enarsa. Manteria, ainda, a rede de 300 postos de combustível. 

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Rio de Janeiro quer atrair fornecedores do setor de petróleo

 

 
 
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro quer atrair fornecedores de equipamentos submarinos (subsea) da cadeia de petróleo e gás para atender a Petrobras e outras empresas do setor. Um grupo de trabalho foi formado com a participação da petrolífera brasileira para elaborar um plano para trazer para o estado a rede de fornecedores das empresas que produzem equipamentos para a Petrobras.
Para isso, o subsecretário estadual de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Marcelo Vertis, diz que o governo do Estado poderá disponibilizar terrenos, infraestrutura e financiamentos.
Segundo a secretaria, a iniciativa permitirá a expansão do polo industrial de equipamentos para uso marítimo. FMC e a GE já operam no Rio. Só a Petrobras vai encomendar US$ 10 bilhões em equipamentos subsea nos próximos cinco anos. Com as licitações de novos campos este valor deve subir.
Representantes do governo do Rio vão apresentar os planos na Offshore Technology Conference (OTC), que acontecerá em Houston, nos EUA, entre os dias 6 e 9 de maio, bem como em outras feiras de óleo e gás nos EUA, na Noruega e na Escócia.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Juíza obriga Petrobras a incluir deficientes em todos os concursos



A Petrobras não poderá mais discriminar pessoas com deficiência em concursos públicos para contratação de empregados, segundo determinou em primeira instância a juíza Cléa Maria Carvalho do Couto, da 61ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.
Segundo a decisão, decorrente de ação da procuradora Lisyane Motta, do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, "estão vedadas restrições decorrentes de alegadas insalubridade, periculosidade, exposição a riscos e situações de emergência característica dos cargos".
Nos editais, segundo o Ministério Público do Trabalho, a Petrobras justifica a exclusão dos cargos em razão de estarem diretamente relacionados à operacionalização de plataformas marítimas, refinarias e terminais marítimos, o que exigiria aptidão plena.
Procurada pela Folha, a Petrobras afirmou que "cumpre, rigorosamente, a legislação relativa a reserva de vagas em processos seletivos para pessoas com deficiência. A companhia recorrerá da decisão judicial de primeiro grau."
Mas, segundo Lisyane, a empresa interpreta equivocadamente o conceito de exigência de aptidão plena.
"A sentença deixa claro que a aptidão plena para determinados cargos não pode ser interpretada literalmente. Seria supor que é vedado a pessoas com deficiência o acesso a concursos públicos, uma garantia constitucional. O entendimento restritivo é discriminatório", disse a procuradora.
Ela espera que a estatal não recorra da decisão da juíza, que inclui uma multa de R$ 500 mil que será aplicada apenas no final do processo.
"Não é só a multa, até porque o valor é muito pequeno, mas o fundamental é que daqui para frente vão ter que abrir as vagas, passando por um processo de avaliação caso a caso, não pressupondo que a pessoa é incapaz", afirmou a procuradora.
Apesar de caber recurso, a procuradora disse que torce para que a estatal não recorra. "Seria maravilhoso que eles não recorressem, era o que eu esperaria, seria uma sinalização de que eles estão dispostos a aplicar uma política inclusiva".
 Fonte:  NN - A Mídia do Petróleo

China vai ser o maior importador de petróleo



A China deverá ultrapassar os Estados Unidos como maior importador de petróleo do mundo até 2014, segundo afirmou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Essa é a mais nova evidência de que o boom de óleo e gás de xisto nos EUA está revolucionando os mercados de energia do planeta.
"Com o boom de xisto (...) ameaçando reduzir drasticamente as necessidades de petróleo importado dos Estados Unidos, a China deverá passar a ocupar o lugar de importador número um", afirmou a Opep em um relatório publicado nesta semana em seu website.
A Opep, cujos países-membros fornecem mais de um em cada três barris de petróleo consumidos em todo o mundo, afirmou que as crescentes importações da China estão sendo acompanhadas por um também crescente aumento na capacidade de processamento das refinarias no país.
A organização citou analistas que dizem que as importações de petróleo da China devem atingir 6 milhões de barris por dia neste ano. Enquanto isso, a Energy Information Administration (EIA), órgão do governo americano com sede em Washington, estima que as importações de petróleo dos EUA devem ficar abaixo desse patamar já em 2014.
As mudanças já estão em andamento em ambos os países. Em dezembro, a China importou em média 5,57 milhões de barris por dia, uma alta de 8% em relação ao ano anterior, disse a Opep.
Segundo a EIA, os EUA importaram 7,95 milhões de barris de por dia em janeiro, uma queda de 8% em relação a agosto passado.
Os EUA detém a posição de maior importador de petróleo desde os anos 70, quando a produção interna começou a cair.
Num relatório de novembro, a Agência Internacional de Energia (AIE), que reúne os países importadores, previu que os EUA se tornarão o maior produtor mundial de petróleo até 2020, e que a América do Norte se tornará exportadora dez anos mais tarde. 
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Petrolíferas dos EUA já pensam em exportação



O Congresso dos Estados Unidos proibiu grande parte dessas exportações após o embargo árabe do petróleo dos anos 70, visando proteger os estoques do país. Mas, com o atual boom da produção doméstica, petrolíferas estão questionando se os EUA precisam mesmo de cada gota de petróleo que extraem.
"Vivemos num mundo interconectado e mutuamente dependente, que precisa do livre comércio", disse Ryan Lance, diretor-presidente da ConocoPhillips . Isto deve incluir, "em algum momento, até mesmo exportações de petróleo".
Aqueles contrários à ideia dizem, porém, que as exportações poderiam elevar os preços dos combustíveis para os consumidores e empresas americanas e tornar o país mais dependente do petróleo estrangeiro.
Alguns executivos do setor dizem que exportar petróleo resolveria um problema que as refinarias do país enfrentam. Os EUA produzem cada vez mais petróleo do tipo leve, mas a maioria de suas refinarias está equipada para refinar o petróleo pesado da América Latina e outras regiões, que contém mais enxofre e é mais difícil de ser processado.
Marvin Odum, diretor da divisão da Royal Dutch ShellPLC nos EUA, disse, numa conferência organizada pelo The Wall Street Journal em março, que parte do petróleo bruto produzido no país deveria ser exportada para países onde poderia ser refinado mais facilmente, como o México ou os países da Europa Ocidental. A Shell e outros produtores lucrariam vendendo petróleo para um grupo maior de compradores, inclusive fora dos EUA.
Não há indicações de que as petrolíferas tenham criado um programa formal de lobby para pressionar pelas exportações, embora o principal grupo do setor, o Instituto Americano de Petróleo, afirme que poderá apoiar essa iniciativa no futuro.
Mas qualquer plano de exportação deve encontrar forte resistência dos que desejam que os EUA continuem reduzindo sua dependência do petróleo estrangeiro e também das refinarias capazes de processar e lucrar com o relativamente barato petróleo americano. Bill Day, porta-voz da Valero Energy Corp., uma das maiores refinarias independentes dos EUA e grande compradora do petróleo doméstico, disse que a empresa está acompanhando cuidadosamente a questão.
O apoio do público também é improvável, dizem analistas. O petróleo bruto representa 72% do preço da gasolina e as petrolíferas teriam dificuldade para explicar por que os EUA estão exportando sua crescente produção em vez de baixar os preços para o consumidor, disse Mike Kelly, analista da Global Hunter Securities.
A Comissão de Energia e Comércio da Câmara deve realizar audiências neste trimestre sobre a viabilidade de exportar petróleo e gás, mas alguns parlamentares estão pedindo mais restrições às possíveis exportações.
Em março, os deputados Ed Markey, de Massachusetts, e Rush Holt, de Nova Jersey, apresentaram propostas de leis que permitiriam ao governo aceitar pedidos de prospecção em território federal somente de empresas que prometam vender o petróleo nos EUA. "O petróleo americano deve ficar no país para beneficiar nossos consumidores, não ser enviado para a Europa ou a Ásia para aumentar os lucros das petrolíferas", disse Markey.
Espera-se que os EUA passem a produzir 9 milhões de barris diários de petróleo leve em 2020 — quase o dobro dos 4,6 milhões de barris diários de 2011, segundo a consultoria Turner, Mason & Co. Mas a capacidade do país de refinar este tipo de petróleo deve aumentar apenas um pouco, dos atuais 7,7 milhões de barris diários para 8 milhões.
O debate sobre as exportações petrolíferas pode repetir a discussão sobre a exportação de gás natural liquefeito. Os produtores americanos vêm pedindo ao governo federal permissão para vender o gás no exterior, onde os preços são muito mais altos do que nos EUA.
Mas a Dow Chemical Co. e outras empresas já afirmaramque as exportações elevariam o preço do gás natural no mercado interno e prejudicariam a indústria local. O Departamento de Energia dos EUA deve decidir sobre o tema ainda este ano.
 Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Shell abre inscrições para programa de estágio



A Shell está com inscrições abertas para o seu Programa de Estágio até o próximo dia 14 deste mês. A petrolífera anglo-holandesa disponibiliza 25 vagas para estudantes dos cursos de Administração, Comunicação Social, Contabilidade, Direito, Economia, Engenharias (mecânica, produção, petróleo e química), Geologia, Informática e afins, Marketing, Relações Internacionais e Psicologia.
 Os candidatos precisam ter nível avançado de inglês e previsão de formatura para julho de 2015. A avaliação será em seis etapas eliminatórias: teste online de capacidade analítica e raciocínio lógico, triagem de currículos, teste online de inglês, teste de inglês por telefone e entrevistas individuais, uma com RH e outra com o supervisor da área.
“O Programa de Estágio da Shell dá ao estudante a chance de aplicar, na prática, alguns conhecimentos teóricos adquiridos na universidade”, comenta Guilherme Perdigão, que entrou na Shell como estagiário e hoje é vice-presidente da América Latina de Negócio de Lubrificantes.
“Ao sair do ambiente acadêmico para o profissional, o aluno sai da zona de conforto e é isso que fará com que ele aprenda mais e se torne um profissional qualificado e rico em experiências”, completa o executivo.
As inscrições poderão ser realizadas pelo site da companhia.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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