Destino de grandes empresas e investimentos nacionais e internacionais, o estado do Rio de Janeiro vem diversificando sua economia. O segmento de petróleo e gás, que está cada vez mais aquecido, é um dos destaques no desenvolvimento fluminense e tem influência direta na economia da região Norte do estado.
O Rio de Janeiro produz, por dia, 1,6 milhão de barris de petróleo e 28 milhões de metros cúbicos de gás, o que representa, respectivamente, 73% e 43% da produção brasileira, e a expectativa é que, até 2020, a produção de petróleo supere os três milhões de barris por dia. De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), estão em curso projetos da ordem US$ 60,1 bilhões.
Maior polo do setor no Brasil, o estado abriga a sede de todas as empresas operadoras, da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A maior parte das fontes de pré-sal também está no Rio. E, para atender a esse segmento, o governo do Estado investe em um polo subsea, cujo objetivo, segundo o subsecretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Vertis, é atrair fornecedores para a atividade no fundo do mar.
— Estamos criando um programa de aumento de competitividade nesta área, com condições para que os novos fabricantes possam se instalar aqui. A perspectiva de mercado é muito grande, e esse setor deve gerar mil novas vagas de emprego — afirmou Vertis.
As rodadas de licitação promovidas pela ANP são outra grande oportunidade de gerar negócios. Para o subsecretário, são elas que movimentam o segmento de petróleo e gás. “Tudo começa na pesquisa de onde está o petróleo. Por isso, essas rodadas são necessárias, para que as empresas invistam em tecnologia e pesquisa”, disse.
Inovação Tecnológica — Para atender à demanda dos grandes investimentos, o Rio de Janeiro abre espaço para parques onde o conhecimento fica em primeiro plano.
— Os parques são um polo de atração de tecnologia. Além do Fundão, que já está consolidado, temos o de Petrópolis, o do Norte Fluminense e o de Seropédica, que está em fase de desenvolvimento. São iniciativas que geram empregos muito qualificados. Temos centros de pesquisas de empresas de grande porte mundial, que desenvolvem tecnologia de ponta junto com o mercado, para elaborar produtos específicos — afirmou o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Vertis. (J.B.M) (A.N)
Fonte: Folha da Manhã
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