quinta-feira, 4 de abril de 2013

Graça Foster não poupará esforços para elevar ações da Petrobras



A presidente da Petrobras, Graça Foster, esteve presente em um painel sobre os desafios e oportunidades do setor energético no Brasil, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).  “Desafio e oportunidade são duas palavras que eu gosto muito. Pois devemos fazer dos desafios grandes oportunidades para a nossa companhia. Eu digo sempre que quem trabalha para a Petrobras, trabalha para o nosso país. Somos partes integrantes de um grande valor”, disse abrindo seu discurso, que seguiria por até 90 minutos. 
Graça apresentou um balanço das duas últimas décadas da companhia e fez projeções para 2030. Entre 2000 e 2012, a Petrobras cresceu 10 vezes o investimento anual. Em 2001, foram investidos US$ 4,2 bilhões e, no ano passado, esse valor cresceu para US$ 42,9 bilhões. Os números representam a grande transformação pela qual a empresa vem passando, segundo a presidente. “Foi esse investimento continuado que nos fez alcançar, agora em 2012, reservas provadas – e elas levam um tempo para serem chamadas assim – com 15,3 bilhões de barris de óleo equivalente. Mas isso é o que está provado”, reforça. Graça afirma que com o pré-sal o número da companhia irá dobrar para mais de 30 bilhões de barris.
Quando se fala em metas para a produção petrolífera, as cifras são, na maioria das vezes, generosas – milhões de barris, bilhões de dólares, vinte, trinta, cinquenta anos. Não é a toa que a indústria de combustíveis fósseis cresce firme e, no horizonte, ainda há muito a se explorar. Isso porque o setor trabalha através de ciclos de 10 anos, o tempo necessário para exploração de um poço, desde estudos preliminares até os primeiros barris.
O pré-sal, descoberto há sete anos, produz hoje cerca de 300 mil barris por dia. Daqui a sete anos, deverá produzir 4,2 milhões de barris de petróleo diários e os custos durante a exploração chegam US$ 1 milhão por dia. “Nós investimos, no ano passado, R$ 84 bilhões. Uma empresa que investe tanto assim, sua presidente e seus diretores não podem dormir  direito”, brincou. O jornalista econômico George Vidor, mediador do painel, falou da relevância do setor para o país, chegando a compara-lo com o maior evento esportivo que o Brasil vai sediar em 2016. "No Rio de Janeiro, nem as Olimpíadas movimentam economicamente tanto quanto a indústria do petróleo", avaliou.
De acordo com a presidente, as refinarias também vão dobrar a produção. No último sábado (30), a Petrobras bateu recorde de refino ao processar uma carga de 2,137 milhões de barris de petróleo. Dados levantados pela petrolífera apontam que o setor de transportes é o que mais cresce, elevando a demanda por petróleo. Por isso, a capacidade de refino do país é tão importante e consta, nos planos da Petrobras, o estudo de viabilidade econômica para a construção das refinarias Premium I e II, além da conclusão das obras de Abreu e Lima, que já tem cerca de 74% de sua estrutura, mesmo sem a participação da parceira PDVSA, estatal venezuelana. 
Graça não responde, no entanto, quando a importação de combustíveis deixará realmente de pesar na balança comercial e nas contas da empresa. A única garantia vem com a pergunta do público, presente no painel, sobre o que fará para evitar as recentes quedas no valor das ações da Petrobras: "trabalhar. Vou trabalhar bastante. É isso que posso dizer", disse a presidente, acrescentando que os grandes investimentos aumentam o nível de endividamento da empresa, forçando a queda das ações, mas, conforme a produção vai crescendo os bons resultados logo virão também.
 Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

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