quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Indefinições no setor de O&G inibem investimentos



As indefinições no setor de petróleo e gás como mudança na lei, disputa pelos royalties do petróleo entre Estados produtores e não produtores, a falta de leilões de novos blocos de exploração, além da dificuldade das empresas de cumprir as determinações do Governo Federal sobre o conteúdo nacional têm inibido os investimentos no país.
A mão de obra qualificada é outro problema enfrentado pelo setor. De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos De Luca, as companhias de petróleo passam por problemas de contratação de trabalhadores estrangeiros em função de casos criminais e civis contra funcionários da Chevron e da Transocean.
"A ausência de leilões de concessões e as repercussões do vazamento de Frade tornaram o ano muito ruim para os negócios no setor de petróleo no Brasil", disse De Luca, durante o evento "Reavaliação do Risco Brasil 2012", realizado no Rio de Janeiro. O presidente do IBP ressaltou que "algumas empresas tiveram de fazer alterações em contratos de trabalho, oferecendo helicópteros e bilhetes de avião abertos para os seus trabalhadores poderem sair do país imediatamente se houver um acidente" .
Em novembro de 2011, o derramamento de óleo no campo de Frade gerou acusações criminais contra 17 funcionários da Chevron e Transocean. As acusações contra as duas empresas poderia levar a penas de prisão de até 31 anos, fomentando o medo da categoria de profissionais estrangeiros.
Segundo De Luca, trabalhadores cruciais para a indústria em expansão como operadores de equipamentos de alta tecnologia e sondas de perfuração de petróleo querem garantias em seus contratos de trabalho para saída do país em caso de acidente, como vazamento e óleo. Momento em que o Brasil passa por falta de mão de obra qualificada para o setor tendo a necessidade de contratação de trabalhadores estrangeiros.
No entanto, a evasão é encontrada também com profissionais locais. A Petrobras pensa em fazer um trabalho com as construtoras, fornecedoras de bens e serviços, para reter profissionais capacitados pelos cursos gratuitos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Parte desses profissionais está migrando, depois da qualificação, para outras áreas de atividades.
“Estamos qualificando pessoas que têm migrado para outras indústrias como papel, celulose, bebidas e para projetos de infraestrutura", disse Paulo Alonso, coordenador-executivo do Prominp.
Alonso disse ainda que a indústria de petróleo está perdendo 40% do capital humano qualificado para outros setores, incluindo grandes projetos de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014. No começo de 2013, deverá haver reunião para discutir o tema entre a Petrobras e construtoras na Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi).
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

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