Em reunião extraordinária da cúpula do Mercosul em Brasília, a Venezuela tornou-se, oficialmente, um país membro do bloco econômico. Ao lado dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai), a presidenta do Brasil Dilma Rousseff declarou que a entrada da Venezuela dará uma “dimensão geopolítica” ao bloco, garantindo que a incorporação do país já era um desejo antigo. Suspenso do Mercosul até março de 2013, o Paraguai não esteve presente na reunião, mas divulgou um comunicado dizendo que não reconhece a inclusão da Venezuela.
Segundo Dilma, o Mercosul se tornou a quinta economia do mundo com a entrada da Venezuela, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China, Alemanha e Japão. Hugo Chávez disse que o ingresso de seu país no Mercosul é um momento histórico, destacando que a entrada no bloco econômico ajudará na criação de indústrias em diversos setores, livrando o país do “modelo petroleiro”. “Estamos felizes. O Mercosul é a maior garantia para preservar a nossa independência. Interessa-nos muito sair do modelo petroleiro, impulsionar o desenvolvimento agrícola e industrial, além do turismo”, festejou o presidente venezuelano.
Com o Brasil temporariamente na presidência do Mercosul, Dilma Rousseff aproveitou a ocasião para pedir investimentos e parcerias entre os membros do bloco para enfrentar a crise econômica internacional. “O Brasil, na condução dos trabalhos do Mercosul neste semestre, tem responsabilidades acrescidas. Temos não apenas de manter o bom funcionamento do bloco, mas levar adiante, em coordenação com os nossos países parceiros, iniciativas que possam contribuir para fazer face ao grave quadro da economia internacional”, declarou a presidenta.
Crescimento do Mercosul
Aproveitando a reunião com os líderes dos países membros do Mercosul, Dilma Rousseff reafirmou a intenção de ampliar ainda mais o bloco econômico. De acordo com o Jornal do Commercio, “Dilma quer discutir uma forma de atrair novos membros fortes para o Mercosul, de olho especialmente na Colômbia, Chile e Peru. Juntos, os três trariam mais de US$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto do bloco”.
O grande problema é que esses países têm acordos de livre comércio com os Estados Unidos, o que impede o ingresso no Mercosul, já que os países membros devem ter uma tarifa externa comum. Por outro lado, Bolívia, Equador, Suriname e Guiana são países candidatos a uma vaga. Mas, os quatro países juntos acrescentariam somente US$ 200 bilhões ao PIB do Mercosul.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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