O complexo petroquímico da multinacional Dow no Brasil será abastecido por uma fábrica de geração de energia e de vapor industrial, a partir de lascas de eucalipto.
Atualmente, o gás natural é utilizado como fonte de energia pela usina, a qual pretende construir por meio de um empréstimo no valor de R$ 210,7 milhões autorizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – uma nova unidade de cogeração de energia elétrica e de vapor, que será desenvolvido pela ERB Aratinga S.A, em Candeias (BA).
A capacidade de geração total do projeto é de 1,148 mil toneladas de vapor industrial e 125,7 MW de energia elétrica por ano, sendo a primeira biomassa financiada pelo BNDES. O financiamento será repassado pelos bancos Votorantim, Bradesco e Itaú BBA.
De acordo com informações do BNDES, o investimento total da construção da usina será de R$ 265 milhões e deve gerar 700 empregos diretos e 1.750 indiretos.
"O conceito do projeto envolve, além do benefício ambiental pela substituição do gás natural por biomassa, o fortalecimento da cadeia produtiva de biomassa como combustível para a geração de energia", conforme o comunicado do BNDES.
A perspectiva do governo da Bahia é de que a substituição do combustível diminua aproximadamente 180 mil toneladas por ano, as emissões da substância dióxido de carbono na região. De acordo com o BNDES, existem atualmente 130 mil hectares de florestas de eucalipto na localidade. As florestas estão entre as mais produtivas do Brasil.
Fontes: Época Negócios e Uol
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