As ações da petrolífera OGX, do bilionário Eike Batista, voltaram a cair ontem (03) no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), logo após ser rebaixada pelas agências de risco Fitch e a Moody’s. No mesmo dia, o empresário recebeu a informação de que a Wuhan Iron and Steel (Wisco), quarta maior siderúrgica da China, teria desistido do projeto de construir no Porto de Açu, em São João da Barra, litoral norte do Rio, uma siderúrgica no valor de US$ 5 bilhões em parceria com o Grupo EBX. Segundo Eike Batista, a Wisco desmentiu a notícia. "Não cabe a mim responder por eles, mas eles desmentiram. Isso não está correto", afirmou Eike.
Ontem (03), os papéis ON (com direito a voto) da OGX, chegaram a subir mais de 6% pela manhã, desvalorizaram 3,17% e fecharam a R$ 6,13. Desde terça-feira da semana passada, a Companhia caiu 27,12% na Bolsa. Em valor de mercado, o prejuízo é de R$ 7,35 bilhões no período. De acordo com os cálculos realizados pela consultoria Economática, a OGX valia R$ 27,08 bilhões no dia 26 de junho contra R$ 19,73 bilhões, ao final da tarde de ontem, informou o jornal O Globo.
Em comunicado divulgado à imprensa, a agência de classificação de risco Fitch, informa que rebaixou ontem a nota de crédito da OGX, e que o rating de longo prazo da petroleira passou de “B-" para "B”. O rebaixamento foi causado pelo anúncio de que o volume de produção em dois poços no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, será menor do que a estimativa divulgada pelo empresário.
O vice-presidente da Moody’s, Gretchen French, também informou em comunicado, que a agência revisou de estável para negativa a avaliação da empresa, mantendo o rating em B1, que é uma classificação de grau especulativo. Em dois dias da semana, as ações da OGX chegaram a cair mais de 40%.
Uma série de fatores contribuíram para o rebaixamento do rating da empresa, destacando as penalizações sofridas nas ações da OGX desde a semana passada, além das perspectivas para baixo de que a empresa iria conseguir um rápido fluxo de caixa e ainda positivo.
Quanto ao desentendimento entre os possíveis parceiros, Brasil e China, o acordo de copoperação fechado em novembro de 2009, previa o início da construção da planta até 31 de maio de 2010. Porém, até o momento nada disso aconteceu. O empresário também usou, ontem (03), o Twitter para desmentir a notícia sobre a desistência da Wisco.
Fonte: NN - A Mídia do Petróleo
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