segunda-feira, 4 de junho de 2012

Petrobras declara que não fará parte do ICO2


Calcular o volume de emissão de gases do efeito estufa é uma obrigação de toda e qualquer empresa, porém quatro empresas - Petrobras, CSN, Gerdau e Usiminas - foram apresentadas pelo ICO2 (Índice de Carbono Eficiente), como "ausentes" no ECOO11 - fundo com cotas negociadas na Bolsa (ETF - Exchange-Traded Fund na sigla em inglês).



O ICO2 foi criado pela BM&FBovespa e o BNDES para classificar as maiores empresas num ranking, com as "50 melhores ações" negociadas na Bolsa,  ponderando as emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa) e o faturamento de cada negócio. A medição acontece, a partir de cáculos realizados na carteira de ações das empresas, que tem como base os papéis que fazem parte do IBrX-50 (Índice Brasil) – calculado pela BM&FBovespa. O principal objetivo do ICO2 é estimular o setor  empresarial a divulgar suas emissões de gases e prepará-los para uma economia competitiva e de baixo carbono.

Para integrar o grupo de empresas que compõem o ICO2, é necessário aceitar a divulgação da quantidade anual de emissões de gases que causam o efeito estufa, em termos de toneladas de gás carbônico equivalente. O peso de cada ação no ICO2 é dado pela relação entre a emissão de gases e a receita bruta da companhia.

De acordo com o critério de avaliação, as empresas que fazem parte do ICO2 são: os bancos, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, os quais têm peso de 30% no índice. A Vale possui peso de 13% e a Ambev 11%, consideradas as duas companhias com maiores participações individualmente. Já no setor da telefonia, encontram-se Oi, Tim e Vivo. No setor elétrico,  destacam-se Cemig e Eletropaulo, as quais representam 6% e 4%, respectivamente. As demais empresas possuem participação de 36%.

Em nota, a Petrobras justifica o motivo pelo qual  não faz parte do ICO2: 

"A Petrobras informa que publica voluntariamente todos os anos, desde 2002, suas emissões de gases de efeito estufa. O inventário de emissões da Petrobras está disponível no Relatório de Sustentabilidade e no site da Companhia. A Petrobras participou de diversas reuniões junto aos órgãos responsáveis pela criação da metodologia e do acompanhamento do Índice de Carbono Eficiente (ICO2), assim como do período de audiência pública sobre a metodologia, enviando questionamentos e ponderações sobre diversos aspectos referentes àquela.

Em junho de 2010, a Petrobras informou que optou por não participar da primeira edição do ICO2, porque acredita que a metodologia usada não apresenta uma diferenciação setorial, o que considera fundamental para uma análise correta de eficiência em emissões de carbono, levando em conta as singularidades de cada setor. O fato de ser a única representante da indústria de petróleo e gás natural levaria a companhia a ser comparada com empresas de setores econômicos distintos, o que distorceria a análise comparativa". (Com informações da Agência Petrobras)



Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

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