sexta-feira, 4 de maio de 2012

YPF: Nacionalização pode virar lei hoje


ropriação das ações da petroleira YPF. De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina, o projeto do governo deverá ser votado hoje (3) à noite. A aprovação do projeto é dada como certa, haja vista que o texto passou pelo senado argentino com aprovação de 90% dos parlamentares.

Contudo, o governo Kirchner não conseguiu garantir a unanimidade da proposta junto ao legislativo do país. Um ponto que tem gerado polêmica às vésperas da votação na Câmara é o modelo de expropriação que preserva a participação de outros sócios da companhia em detrimento apenas da Repsol.
O projeto prevê a manutenção do controle acionário do grupo argentino Petersen (25,46%), e expropria a participação da Repsol, que detém 57,4% das dos papéis e passaria para 6,4%. Os 51% expropriados serão divididos entre o governo (26,03%) e as províncias (24,99%), enquanto 17,14% continuarão abertos ao mercado.
O deputa Francisco de Narváez, da Frente Peronista, disse que a expropriação deve respeitar a proporção atual de cada acionista. “Estamos de acordo com a expropriação, mas não com a forma. Não se pode expropriar de forma arbitrária”, afirmou Narváez, ontem à noite, à imprensa local.
Mercado sinaliza contrapartida positiva da nacionalização
De acordo com The Wall Street Journal, na contramão das piores previsões sobre o futuro das ações da companhia espanhola, o mercado começa a dar sinais de que pode ser um bom momento para investir na Repsol. Citando fontes do mercado financeiro, o jornal relatou que há uma percepção de que os papéis não vão cair além do patamar atual de 13 euros por ação – a Repsol perdeu cerca de 20% de seu valor de mercado desde o início do processo de nacionalização da YPF.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

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