O Conselho de Administração da Petrobras elegeu nesta quinta-feira (09), oficialmente, Maria das Graças Foster como presidente da companhia, em substituição ao atual presidente, José Sergio Gabrielli, que permanece no cargo até a próxima segunda-feira, dia 13 de fevereiro, quando ocorrerá a cerimônia de posse da nova comandante da estatal. Graça Foster ocupava a diretoria de Gás e Energia.
Reconhecida pelo mercado como uma profissional de perfil mais técnico que Gabr
ielli, Graça Foster tem pela frente a missão de liderar a maior empresa do país, acelerando projetos importantes. “O desafio é enorme, a começar pela exploração do Pré-sal, que tem grande complexidade técnica devido à atividade ser realizada em águas profundas, passando pela volume financeiro envolvido nestas operações e que também exigem uma postura política de negociação”, analisa Mauro Ayres, Engenheiro de Produção que já atuou como consultor em gerenciamento de projetos subsea na Petrobras.
À frente da área de Oil & Gas da Brain Inteligência em Talentos e com quase uma década de experiência no mercado petrolífero, Ayres afirma que não irá bastar à Graça apenas as habilidades técnicas no comando da Petrobras. Para ele, sem dúvida, a nova presidente vai precisar de desenvoltura política para gerenciar os stakeholders da empresa.
Para tanto, Graça Foster conta com um trunfo importante na manga. Íntima da presidente Dilma Rousseff, a executiva já ocupou a secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, de janeiro de 2003 a setembro de 2005. Há quem diga que a proximidade de temperamento – creditada ao pulso firme com que toma as rédeas do seu trabalho – com Dilma promete abrir muitas porta nas articulações políticas que se avizinham. “Tal semelhança tende a aproximar a relação entre o governo e a Petrobras”, concorda o ex-consultor da Petrobras.
Diretoria
Juntamente com sua ascenção à presidência, Graça Foster tratou de alinhavar sua diretoria com seu perfil. Assim, o conselho da estatal já formalizou as primeiras trocas de cadeiras. Sai o diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella. Em seu lugar, entra o atual gerente executivo do E&P-Pré-sal, José Miranda Formigli Filho. Na diretora de Gás e Energia, o gerente executivo de Operações e Participações em Energia, José Alcides Santoro Martins substitui Graça Foster.
“O perfil destas lideranças tem grande reflexo nos rumos (da companhia), principalmente pelo grande desafio que será a exploração das áreas abundantes localizadas em águas profundas, que exigirão conhecimento extremamente específico”, avalia Ayres. Foi criada ainda uma nova Diretoria, para a qual será indicado um diretor Corporativo e de Serviços, responsável pelas áreas de Organização, Gestão e Governança; Recursos Humanos; Segurança Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde e Serviços Compartilhados. O nome ainda não foi definido.
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