terça-feira, 7 de maio de 2013

Entusiasmada com as rodadas, ANP participa da OTC


No ano em que serão realizadas três rodadas de licitação de blocos para exploração e produção de petróleo e gás no Brasil - a 11ª rodada, a 12ª rodada e a 1ª rodada do pré-sal - a OTC é a melhor oportunidade para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) expor ao setor de petróleo e gás mundial, o potencial do país.

“A OTC é o principal evento de petróleo do mundo e, como tal, é sempre muito importante para a ANP divulgar o seu trabalho para os investidores interessados nas muitas oportunidades que o Brasil oferece no setor de petróleo e gás”, aponta Magda Chambriard, diretora-geral da agência.

Por mais um ano com estande dentro do Pavilhão Brasil, a ANP além de mostrar o trabalho que desenvolve nos setores de regulamentação, fiscalização, controle de qualidade, estudos e pesquisas sobre as bacias brasileiras, aproveitará esta edição da feira para divulgar as rodadas de licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás: a 11ª rodada, que será realizada nos dias 14 e 15 de maio, com áreas em nove estados da Região Nordeste, além do Amapá e Espírito Santo; a 12ª rodada, que terá foco em áreas com acumulações de gás natural, em terra, prevista para outubro; e a 1ª rodada do pré-sal, prevista para novembro.

De acordo com Chambriard, a expectativa para o evento é a melhor possível, e a agência reguladora tem novidades interessantes para mostrar para os investidores. “A 11ª Rodada terá como destaque a Margem Equatorial Brasileira, que começa no Rio Grande do Norte e vai até o litoral do Amapá. Estamos muito otimistas com os resultados dos estudos que realizamos por lá. O interesse por essa área tem sido enorme e acredito que com as nossas apresentações na OTC ele ainda vai aumentar”, afirma.

Para a executiva, a 12ª Rodada, com foco em gás natural, também ofertará áreas com muito potencial, pois as bacias terrestres brasileiras têm apresentado encorajadores indícios de gás, que têm os deixado muito otimistas. “E ainda tem a 1ª Rodada do pré-sal, que vem sendo aguardada com muita ansiedade pelas grandes petroleiras do mundo. Nenhum país do mundo tem, hoje, a variedade e a qualidade de áreas que o Brasil vai oferecer este ano. O nosso otimismo é muito grande, não poderia ser de outra maneira”, finaliza a diretora. A comitiva da ANP na OTC será formada por Magda Chambriard e o diretor Florival Carvalho.



Fonte: Revista TN Petróleo, Redação
Autor: Maria Fernanda Romero

Produção média da OGX em abril foi de 13,9 mil boed


A OGX Petróleo e Gás Participações S.A. comunicou ao mercado que a produção de óleo e gás natural, em abril de 2013, atingiu média de 13,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd). Desse total, 1,8 mil boepd corresponde à produção média offshore, no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos - queda de 78,31% sobre os 8,3 mil boed produzidos em março - e 12,1 mil boepd (1,9 milhão m³ por dia) corresponde à parcela da OGX na produção média terrestre de gás natural, no Campo de Gavião Real, na Bacia do Parnaíba - aumento de 77,94% na comparação com os 6,8 mil boed extraídos em março.

A produção total offshore foi de 54.183 barris de óleo equivalente e a produção total terrestre foi de 123,4 milhões m³ de gás natural.


Produção Offshore

Segundo a companhia, a produção no Campo de Tubarão Azul foi impactada pelos seguintes fatores:

OGX-68HP e TBAZ-1HP: não produziram no mês de abril devido a problemas operacionais em março que ocasionaram a interrupção de sua produção;
OGX-26HP: O poço não produziu por 14 dias devido a paradas periódicas preventivas para evitar danos à bomba centrífuga submersa (BCS), que apresentou superaquecimento devido ao aumento da razão gás óleo (RGO) no poço.

A empresa afirmou que "está analisando o comportamento do reservatório para definir os próximos passos do desenvolvimento do campo".

Considerando os dias efetivos de produção ao longo de abril, a produtividade média offshore por poço ficou em 3,4 mil barris de óleo equivalente por dia.


Produção Terrestre

A produção média total no Campo de Gavião Real foi de 4,1 milhões m³ por dia (1,9 milhão m³ líquidos para a OGX), contando com três turbinas da Usina Termelétrica Parnaíba I operando ao longo do mês inteiro e uma quarta turbina, que foi sincronizada ao Sistema Interligado Nacional em 5 de abril.


Fonte: Revista TN Petróleo, Redação

HRT adquire 60% de participação do Campo de Polvo


A HRT Participações em Petróleo S.A., juntamente com sua subsidiária a HRT Oil & Gas Ltda, celebraram contrato de compra e venda com a BP Energy do Brasil Ltda para adquirir 60% de participação no Campo de Polvo, localizado na porção sul da Bacia de Campos. O valor do negócio é de US$135 milhões, com data de vigência em 1º de janeiro de 2013. Segundo a empresa, a maior parte do valor total vem de um empréstimo realizado com o banco Credit Suisse.

Localizado 100 km a leste da cidade de Cabo Frio (RJ), o Campo de Polvo tem, atualmente, produção diária de aproximadamente 13.000 barris, com 20.3° API, por meio de três reservatórios produtores: arenitos da Formação Carapebus, idades Maastrichtiana e Turoniana, e carbonatos da Formação Macaé/Membro Quissamã, de idade Albiana. A licença cobre uma área de aproximadamente 134 km2 com vários prospectos para futuras explorações - os demais 40% do campo pertencem à Maersk.

O Contrato de Compra e Venda também contempla a aquisição de 100% de participação na empresa BP Energy America LLC, proprietária de uma plataforma fixa, "Polvo A", e de uma sonda de perfuração de 3.000 HP, equipamentos necessários para a operação do campo. A plataforma "Polvo A" está interligada ao "FPSO Polvo", que tem capacidade para separação de hidrocarbonetos, tratamento da água, estocagem e transferência de óleo.

A conclusão da transação de compra e venda entre HRTO&G e BP está sujeita a determinadas condições, dentre as quais a aprovação final da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Após a aprovação da agência reguladora, a HRTO&G passará a ser a operadora do campo.

"A aquisição de 60% do Campo de Polvo e nossa recente qualificação como Operadora "A", pela ANP, são marcos fundamentais na implementação de nossa estratégia de diversificação do portfólio para além dos ativos de exploração. O Polvo é um excelente negócio para a HRT, visto que nossa equipe técnica inclui pessoas que participaram da descoberta e das operações do Polvo, antes mesmo da aquisição do ativo pela BP. Temos grande conhecimento do campo e acreditamos no seu potencial para exploração e desenvolvimento dessa grande área licenciada", destacou o diretor presidente da HRT, Marcio Rocha Mello.


“A venda faz parte da nossa estratégia global de otimizar nosso portfólio ao mesmo tempo em que reposicionamos a companhia para o crescimento de longo prazo", afirmou o presidente regional da BP Brasil, Guillermo Quintero.

Atualmente, a BP tem 14 concessões de blocos de exploração e produção no Brasil. Em 2011, a companhia adquiriu participação em dez blocos de exploração e produçao - incluindo Polvo, um campo de águas rasas - da Devon Energy, e, em 2012, adquiriu parte da concessão de quatro blocos em águas profundas da Petrobras. Recentemente a BP anunciou a realização com êxito de teste de formação no poço descobridor Itaipu-1A, na Bacia de Campos, em um dos blocos adquiridos da Devon.



Fonte: Revista TN Petróleo, Redação

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Balança tem déficit agravado com compra de petróleo e derivados



Com um forte déficit na balança comercial de petróleo e derivados, o comércio exterior brasileiro teve o pior resultado da história no começo do ano. As importações superaram as exportações em US$ 6,150 bilhões no acumulado até abril. Apesar disso, o governo mantém a previsão de que o saldo das transações comerciais seja positivo em maio e em todo ano. Mas além das crescentes compras de petróleo e derivados realizadas em 2013, ainda vão entrar na conta US$ 1 bilhão referentes a importações desses itens feitas em 2012.
O balanço do comércio internacional do país nos quatro primeiros meses de um ano não era deficitário desde 2001. Antes do desempenho de 2013, o pior resultado nesse mesmo período foi o de 1995, quando as compras de mercadorias estrangeiras superaram as vendas de bens nacionais ao exterior em US$ 2,8 bilhões, segundo a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, iniciada em 1993, e a do Banco Central, com começo em 1959. No ano passado, o resultado foi bem diferente. Houve um superávit de aproximadamente US$ 3,3 bilhões na balança comercial até abril.
Entre os quatro primeiros meses deste ano, apenas março teve exportações maiores que importações, registrando um saldo positivo de US$ 161 milhões. O mês de abril registrou com déficit de US$ 994 milhões. Esse foi o pior resultado da série histórica. Para maio, a previsão é de "um superávit na balança comercial", disse a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres. "E seguimos com a expectativa de, sim, ter um ano com superávit, com saldo positivo na balança comercial", afirmou.
Considerado "expressivo", o déficit no comércio exterior brasileiro é explicado, em parte, pela queda de 43% nas exportações de petróleo e derivados feitas até abril em relação a igual período do ano passado. "Estaríamos em 2013 num nível superior à média diária de 2012 se não fossem petróleo e derivados", informou Tatiana. Média diária é o método de comparação usado pelo ministério, que considera o número de dias úteis em cada período. Do lado das importações desses itens, houve uma alta de 4,1% na mesma comparação.
O déficit apenas da balança comercial de petróleo e derivados foi de US$ 8,5 bilhões até abril. "Houve uma queda na produção de petróleo relacionada, entre outros aspectos, à manutenção de plataformas e houve também um aumento do consumo de petróleo para refino no Brasil", disse Tatiana.
Além disso, importações de petróleo e derivados ocorridas no ano passado ainda terão efeitos nos próximos meses na balança comercial brasileira. Ainda restam US$ 1 bilhão referentes a entradas desses produtos feitas em 2012, mas que até fim de abril não haviam ingressado na conta do comércio exterior.
Uma instrução normativa da Receita permitiu que a contabilização das importações de petróleo e derivados no ano passado pudesse ser feita mais tarde. O total estimado de petróleo e derivados que entrou no país em 2012 e não registrado no mesmo ano é de US$ 4,5 bilhões. Desse montante, US$ 3,5 bilhões já foram incluídos na balança comercial brasileira nesses primeiros quatro meses de 2013.
Petróleo foi um dos itens que puxaram a queda nas exportações para os Estados Unidos. As vendas de mercadorias para esse país caíram 20% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado. "Se não fosse petróleo, essa queda teria sido de apenas 3,3%", ressaltou Tatiana.
Estados Unidos e União Europeia estão "puxando a queda das nossas vendas", afirmou a secretária. Por outro, "Ásia, Oriente Médio, África, Europa Oriental, mercados não tradicionais para o comércio exterior brasileiro estão apresentando desempenho positivo para as nossas exportações", disse Tatiana.
Do lado das importações, o Brasil comprou mais mercadorias de todos os blocos econômicos listados pelo Ministério do Desenvolvimento no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2012. Na contramão, a entrada de automóveis caiu 21,6% na mesma comparação. A importação de veículos foi um dos poucos itens que apresentaram queda entre os itens comprados pelo país.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

Recursos do pré-sal para educação repercute entre deputados


A decisão do governo de enviar, ao Congresso Nacional, um novo projeto que destina os royalties e participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal para investimentos em educação foi elogiada por deputados, ainda que alguns tenham se manifestado favoravelmente à divisão dos recursos com outras áreas sociais.

A mensagem do Executivo referente ao projeto foi publicada na quinta-feira (2) em uma edição extra do Diário Oficial da União, com data retroativa ao dia 30 de abril. O projeto (PL 5500/13) vai tramitar em regime de urgência constitucional.

Pela proposta, serão destinados exclusivamente para a educação as receitas provenientes dos royalties e da participação especial relativas aos contratos fechados a partir de 3 de dezembro de 2012, sob os regimes de concessão e de partilha de produção. A educação também receberá a metade dos recursos resultantes do retorno sobre o capital do Fundo Social do Pré-Sal (Lei 12.351/10).

Os recursos dos royalties e da participação especial destinados à União provenientes dos contratos sob regime de concessão e cessão onerosa, quando oriundos do pré-sal, serão integralmentes destinados ao Fundo Social. Já as receitas da União provenientes dos royalties dos contratos de partilha não serão destinadas ao fundo.


Medida provisória

O governo já havia tratado do assunto com a edição da Medida Provisória (MP) 592/12, que foi relatada pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Em seu relatório, o deputado destina à educação os recursos dos royalties do petróleo de todos os contratos, sejam eles atuais ou futuros. O texto original da medida só altera as normas dos contratos futuros.

Zarattini também determinou a divisão, entre todos os estados, dos recursos arrecadados nos contratos atuais. A intenção é respeitar a decisão que o Congresso tomou ao derrubar os vetos à Lei dos Royalties (12.734/12), ainda que a decisão tenha sido suspensa pela Justiça e seja contrária ao texto inicial da MP.

Não há previsão de votação da MP por conta da suspensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da mudança na divisão dos royalties dos contratos atuais. Os governos do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo, estados onde há exploração de petróleo e que perderiam recursos com a partilha da arrecadação dos contratos atuais, não aceitam a repartição integral.

O fato de o governo ter alterado a forma de induzir o debate no Congresso foi elogiado por Zarattini. “Eu acho muito positivo que seja enviado um projeto de lei para que haja o debate na Câmara dos Deputados e no Senado”, destacou. “Isso é importante para superar os impasses jurídicos”, acrescentou.


Outros setores

O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), também elogiou a iniciativa. “A Casa tem uma tendência em aceitar o vínculo dos recursos à educação, mas talvez não haja consenso de que a vinculação seja total”, disse.

Um dos que defendem que uma parte desses recursos seja destinada à saúde é o deputado Osmar Terra (PMDB-RS). “A crise da saúde tem a ver com o seu financiamento, porque as ações continuam subfinanciadas, com o governo federal investindo cada vez menos do que os estados e municípios, em termos proporcionais. Acho que seria uma boa oportunidade para dar um alento à saúde destinando a esse setor a metade dos recursos”.


Prioridade do governo

O anúncio do envio do projeto foi feito pela presidente Dilma Rousseff em discurso de comemoração do Dia do Trabalho, veiculado na quarta-feira (1º). Em seu pronunciamento, Dilma afirmou que, a partir de agora, o governo “vai privilegiar como nunca o instrumento que mais amplia o emprego e o salário: a educação”.

“Para isso, várias medidas estão sendo executadas e outras estão em discussão. A mais decisiva delas é a que determina que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam usados, exclusivamente, na educação. Anuncio hoje [ontem] a vocês que enviei ao Congresso Nacional uma nova proposta para que isso possa virar realidade”, disse Dilma.



Fonte: Agência Câmara

Petrobras: Plano Estratégico para 2030 deve mirar gás em terra


A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse nesta sexta-feira (3) que a estatal deve finalizar até julho o Plano Estratégico com ações até 2030. A informação foi divulgada durante palestra no Instituto de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

O plano norteia as políticas de médio prazo da empresa. “Novos riscos vamos tomar. Novas buscas vamos empreender. E novas incertezas vamos acumular”, disse a presidenta da estatal petrolífera.

Entre os desafios que a empresa deverá empreender nos próximos anos está a busca por campos de gás em terra no Brasil. “É preciso que esse gás exista. Mas se ele existir, vamos produzir. Imagino que a gente possa fazer uma grande geração de energia térmica a gás e que possamos fazer, em determinados mercados, especialmente no Centro-Oeste, uma produção de fertilizantes de ureia e amônia maior, para atender ao agronegócio e fazer muito dinheiro para a companhia”, disse Foster.

No discurso, Graça Foster também destacou as novas descobertas e a ampliação da produção do petróleo na camada pré-sal. Segundo ela, nos últimos 14 meses, foram feitas 15 descobertas na nova fronteira. Além disso, no dia 17 de abril, a empresa produziu um volume recorde de 311 mil barris de petróleo extraído do pré-sal.


Fonte: Agência Brasil

Produção de petróleo cai 8,2% em relação a fevereiro


Segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de petróleo e gás natural no Brasil, no mês de março, foi de aproximadamente 1.853 Mbbl/d (mil barris por dia) e 77,3 MMm³/d (milhões de m³ por dia), respectivamente, totalizando em torno de 2.339 Mboe/d (mil barris de óleo equivalente por dia).

A produção de petróleo no país foi de aproximadamente 1.853 Mbbl/d, uma redução de cerca de 11,2% na produção de petróleo se comparada com o mesmo mês em 2012, e 8,2% se comparada ao mês anterior.

Segundo a agência reguladora, o principal motivo para essa redução foram as paradas programadas para manutenção das plataformas FPSO Espírito Santo, nos campos de Ostra e Argonauta, FPSO Maersk Peregrino, no campo de Peregrino, e P-54, no campo de Roncador.


GN

A produção de gás natural foi recorde, chegando a aproximadamente 77,3 MMm³/d, um aumento de cerca de 16,6% se comparada ao mesmo mês em 2012, e 0,9% se comparada ao mês anterior.

O campo com maior produção continua sendo Manati, na Bacia de Camamu, com produção média de 6,6 MMm³/d.


Pré-sal

A produção diária do pré-sal foi de 288,9 mil barris de petróleo e 9,7 milhões de metros cúbicos de gás natural, totalizando 349,6 mil barris de óleo equivalente. Essa produção teve origem em 26 poços: 5 no campo de Baleia Azul, 3 no de Jubarte, 3 no de Linguado, 4 no de Lula, 2 em Marlim Leste, 3 em Pampo, 2 em Sapinhoá, 1 em Trilha, 1 em reservatório compartilhado pelos campos de Caratinga e Barracuda, 1 em reservatório compartilhado por Marlim e Voador e 1 no campo de Pirambu, que iniciou a produção em março.


Campos produtores

Os campos marítimos foram responsáveis por 87,1% da produção de petróleo e 75% da produção de gás natural no mês de março. Os operados pela Petrobras foram responsáveis por 96,8% da produção nacional.

O maior produtor de petróleo foi o campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, e também o terceiro maior produtor de gás natural, com produção média de 330,3 mil barris de óleo equivalente por dia. O campo de Carmópolis teve o maior número de poços produtores, totalizando 1.119 poços.


Fonte: Revista TN Petróleo, Redação

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Technip assina contrato com a Petrobras para fornecer tubos flexíveis



A Technip, empresa de engenharia, tecnologias e gerenciamento de projetos na indústria de Óleo e Gás, informou nesta quinta–feira (02) que assinou contrato com a  Petrobras para o fornecimento de tubos flexíveis para os campos de Sapinhoá (ex-Guará) e Lula Nordeste, localizados na área do pré-sal na Bacia de Santos, a uma profundidade de 2.160 metros. 
Em nota, a companhia comunicou que o contrato abrange o fornecimento de 12,5 quilômetros de linhas flexíveis e 4,9 km de jumpers dinâmicos a serem instalados nos sistemas de risers das unidades flutuantes de produção e armazenamento (FPSOs) nos campos de Lula Nordeste e Sapinhoá.
"Este contrato não só confirma o grande potencial da solução de tubos flexíveis para atender às exigências específicas de alta pressão e águas ultra profundas no desenvolvimento do pré-sal, como também reforça a posição da Technip no mercado subsea brasileiro", destaca o vice-presidente da Technip no Brasil, Adriano Novitsky.
De acordo com o documento, o centro operacional da Technip vai realizar o gerenciamento do projeto e a engenharia. A primeira entrega está programada para o início de 2014. 
Os tubos flexíveis de alta tecnologia são concebidos para operações em condições severas de H2S (gás sulfídrico) e CO(dióxido de carbono), bem como para suportar pressões internas elevadas, utilizando o perfil Teta desenvolvido pela Technip. 

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

BG quer poupar energia em plataformas


Segunda maior petroleira privada do país (em volume de óleo produzido) e parceira da Petrobras em atividades em blocos na camada pré-sal, a BG Brasil vai desenvolver três projetos de eficiência energética para plataformas flutuantes de produção e armazenamento de óleo e gás (FPSOs). O objetivo da companhia é estimular o desenvolvimento de novas tecnologias de recuperação de calor e de produção de energia com baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) nas plataformas.

Com investimentos de R$ 7 milhões, nos próximos quatro anos, os projetos serão realizados em parceria com quatro universidades e uma "start up" (empresa novata). Eles foram selecionados em chamada pública organizada pela petroleira, cujo resultado será anunciado hoje. Ao todo, o processo contou com 24 propostas, de 15 universidades e centros de pesquisa.

O primeiro projeto, em parceria com a USP, terá como objetivo a quantificação de desempenho termodinâmico e determinação de custos, rejeitos gerados e emissões de CO2 durante a operação de FPSOs. A segunda iniciativa, que prevê um diagnóstico energético e de emissões de CO2 em um FPSO típico, será realizada com a Unicamp e a Universidade Federal do ABC (UFABC).

A criação de uma ferramenta computacional para avaliar sistemas de recuperação de calor para a indústria de óleo e gás é o foco do terceiro projeto, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), referência em eficiência energética, e a start-up 3E Gestão energética, que está na incubadora de empresas de base tecnológica de Itajubá (MG).

Os projetos ainda precisam passar pelo crivo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso porque os recursos fazem parte da reserva obrigatória das petroleiras de investir 1% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), segundo definições regulatórias do setor.

De acordo com o gerente de Inovação da BG Brasil, Giancarlo Ciola, os projetos fazem parte da primeira etapa do programa de eficiência energética da BG, voltado para a aplicação de sistemas integrados de energia em instalações offshore (em alto-mar). A próxima fase prevê a realização de testes, em laboratório, dos sistemas gerados na etapa anterior. A terceira e última fase consiste em testes de campo.

"Queremos garantir que o investimento gere resultado lá na frente, fazer o investimento se transformar em um novo produto, um novo processo e deseja velmente gerando conteúdo local", afirmou Ciola.

Ainda na área de pesquisa e desenvolvimento, a companhia espera inaugurar em meados de 2014 o centro global de tecnologia do grupo BG, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. A unidade, que começou a ser construída este ano, vai coordenar os projetos de inovação, entre eles os três selecionados na chamada pública. Neste caso, porém, Ciola explicou que as pesquisas em si serão realizadas nas instalações das universidades parceiras.

Os três projetos e o próprio centro global de tecnologia fazem parte do plano de investimentos de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento pela companhia britânica no Brasil até 2025.

A BG produziu cerca de 38 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia de petróleo e gás natural no Brasil em fevereiro.

Fonte: Valor Econômico./Rodrigo Polito | Do Rio

Flutuações da conta-petróleo e a balança comercial


Neste começo de ano, os números da balança comercial apresentaram um resultado aparentemente contrário às expectativas. No entanto, uma análise mais profunda sobre as reais causas do déficit registrado no primeiro trimestre aponta para a causa principal: a manutenção porque ora passam as unidades de extração de petróleo situadas na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

Em nota oficial, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que, em fevereiro, a produção de petróleo havia caído 8,5% em razão desta manutenção. Informou também que a queda foi parcialmente compensada pela entrada em operação de três plataformas do pré-sal.

É fato que nos últimos anos o Brasil tornou-se um grande exportador de "combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas e ceras minerais". É assim que denominamos o capítulo 27 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM 27), a lista que descreve de forma técnica os bens comercializados pelo Brasil. As estatísticas do fluxo comercial brasileiro utilizam esta classificação e ficam à disposição dos cidadãos no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O impacto da manutenção programada na Bacia de Campos é temporário e será revertido

A série histórica destes dados revela que, em 2001, foram exportados US$ 2,9 bilhões por esse capítulo (4,9% da pauta de exportação brasileira) e, em 2012, este valor chegou a US$ 26,5 bilhões, o equivalente a 11% da pauta de exportação. Para que se compreenda melhor quão importante é esse percentual, basta lembrar que, em 2012, os "minérios" representaram 13,7 % de toda a pauta.

Esta manutenção programada das unidades de extração na Bacia de Campos gera dois efeitos simultâneos no saldo comercial: a redução da produção diminui o valor exportado e aumenta as importações. O fato é que o saldo comercial deste começo de ano está sendo fortemente impactado pela performance, conjuntural, de apenas um produto, e este produto terá importância ascendente em nossa pauta de exportações no médio prazo. Quando isto ocorrer, o saldo comercial brasileiro tenderá a ser maior do que antes.

Para entender melhor o efeito da "conta-petróleo" no início deste ano, temos que, primeiro, considerar que a corrente de comércio do Brasil (a soma das exportações e das importações do país) permaneceu praticamente estável quando comparamos o primeiro trimestre de 2013 com o primeiro trimestre de 2012: US$ 106,8 bilhões, agora, em comparação com US$ 107,7 bilhões no ano anterior.

No entanto, quando analisamos os fluxos de petróleo da NCM 27, identificamos que, além de um grande aumento destas importações, tivemos uma redução significativa do volume exportado. Ao mesmo tempo em que as importações aumentaram 26,2%, saltando de US$ 8,9 bilhões no acumulado janeiro-março de 2012 para U$ 11,3 bilhões no acumulado do mesmo período de 2013, tivemos uma queda de 49% no volume exportado. O déficit total acumulado de janeiro a março é de US$ 5,15 bilhões, sendo que o déficit da "conta petróleo" é de US$ 7,6 bilhões. Os demais produtos da pauta apresentaram superávit de US$ 2,48 bilhões neste período.

Podemos tirar duas importantes conclusões. A primeira é que, numa projeção, sem a manutenção programada, poderíamos ter iniciado o ano com um saldo comercial de cerca de US$ 3,6 bilhões. A segunda é a constatação de que a crescente importância da produção de petróleo no Brasil ainda não é devidamente compreendida e muito menos considerada nas análises sobre o presente e o futuro da economia brasileira. Neste aspecto, cabe ressaltar que, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto as exportações de petróleo de todos os países cresceram 5,2 vezes de 2002 a 2012, as exportações brasileiras aumentaram nove vezes.

Podemos tirar duas importantes conclusões. A primeira é que, numa projeção, sem a manutenção programada, poderíamos ter iniciado o ano com um saldo comercial de cerca de US$ 3,6 bilhões. A segunda é a constatação de que a crescente importância da produção de petróleo no Brasil ainda não é devidamente compreendida e muito menos considerada nas análises sobre o presente e o futuro da economia brasileira. Neste aspecto, cabe ressaltar que, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto as exportações de petróleo de todos os países cresceram 5,2 vezes de 2002 a 2012, as exportações brasileiras aumentaram nove vezes.

As informações sobre a evolução do emprego formal da indústria também revelam este crescimento. De 2006 a 2012, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, aumentou em 30% o emprego formal na Divisão de Indústria "Extração de Petróleo de Gás Natural". Já a Divisão "Extração de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis" apresentou crescimento de 66% no mesmo período, chegando a 162 mil vagas ativas em 2012. Neste primeiro trimestre de 2013, esta divisão empregou mais 6,4 mil trabalhadores, contribuindo significativamente para o crescimento do emprego formal na indústria.

Com os atuais investimentos na exploração do petróleo, teremos, no médio prazo, aumento de exportações e uma simultânea redução de importações, pois nossa produção diária irá saltar dos atuais 2 milhões de barris por dia para 4,2 milhões de barris por dia em 2020.

Isso sem contar com a exploração de reservas ainda não descobertas, para o que há uma intensa movimentação de grandes multinacionais. Prova disto é que 71 empresas, de 18 países, apresentaram propostas para exploração de três territórios ultramarinos que constam na 11ª rodada de Licitações da ANP, marcada para maio.

Como a queda da produção da Bacia de Campos é temporária - e sendo esta queda minimizada pela entrada em operação de campos do pré-sal -, podemos esperar uma reversão deste quadro ainda neste ano, revelando o surgimento de um novo tempo para a economia brasileira. O pré-sal já contribui para atenuar nosso déficit de petróleo e derivados e, em breve, vai gerar um novo excedente cambial, que deverá ser devidamente considerado nas futuras previsões sobre o saldo comercial e o volume de investimento estrangeiro no Brasil.

Leonardo Pontes Guerra, economista, doutor em geografia pela PUC-MG, é chefe da assessoria econômica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Fonte: Valor Econômico/Leonardo Pontes Guerra

Chevron quer manter e ampliar investimentos no Brasil


Em visita ao Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na última terça-feira (30), dirigentes da Chevron Brasil Petróleo Ltda reafirmaram o interesse da empresa em ampliar investimentos no Brasil no setor de petróleo e gás.
A atual presidente da empresa no Brasil, Kelly Hartshorn, apresentou a Lobão a sua substituta, a executiva Eunice Carvalho, que responderá pela Presidência da Chevron Brasil. Ambas informaram que o presidente do conselho e diretor executivo da Chevron Corporation, John S. Watson, virá em junho ao Brasil, para encontros com autoridades brasileiras.
Da audiência participou também o Secretário de Petróleo, Gás Natural e Recursos Renováveis, Marco Antonio Martins Almeida. A presidente da Chevron Brasil disse estar confiante nas grandes possibilidades oferecidas pelo país no setor energético. “Oportunidades para grandes investimentos e excelentes parcerias, tanto em fontes de energia renováveis quanto em tecnologias avançadas”, destacou.
 O ministro acentuou que o Brasil é um excelente parceiro comercial e que o país está aberto a novos investimentos. Manifestou o interesse em receber o presidente mundial da empresa quando da sua vinda ao Brasil. Os negócios da Chevron no Brasil são desenvolvidos na exploração de petróleo em águas profundas, operações de produção de petróleo e gás e a fabricação e distribuição de lubrificantes e aditivos químicos.

Fonte: NN - A Mídia do Petróleo

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Petrobras vende participação em blocos no México


SÃO PAULO - A Petrobras anunciou  a venda da participação de 20% nos blocos exploratórios KC 49, 50, 92, 93, 94 e 138 no Golfo do México, Estados Unidos. Estes blocos compõem o ativo denominado Gila e têm como operadora a British Petroleum (BP). A Petrobras receberá pela transação US$ 110 milhões, além da participação em um bloco exploratório, adjacente ao campo de Tiber, no qual a estatal já está presente e aonde já houve descoberta.

"Esta operação faz parte do programa de desinvestimento da Petrobras, previsto no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, e sua efetivação está sujeita à manifestação acerca do exercício do direito de preferência e à aprovação do Bureau of Ocean Energy Management (BOEM), órgão regulador nos Estados Unidos", informa a empresa em comunicado ao mercado.

Fonte: AE - Agencia Estado

Brasil planeja retomar autossuficiência em petróleo em 2014


Rio de Janeiro- A autossuficiência na produção de petróleo deve ser retomada no ano que vem, estimou  o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, ao divulgar os resultados trimestrais da empresa. A previsão da estatal significa que a produção total de petróleo e derivados deve superar o consumo em 2014 - o que não quer dizer que não serão feitas importações, pois a autossuficiência em derivados do petróleo deve ser atingida em 2020.

A autossuficiência foi alcançada em 2006, mas não se manteve por causa da forte expansão do consumo, que superou a velocidade de crescimento da produção, explicou Formigli. O prazo de sete anos para a autossuficiência em derivados depende das refinarias Premium 1, no Maranhão, e Premium 2, no Ceará, que ainda estão em fase de análise.

"Estamos muito otimistas de que são viáveis", disse o diretor de abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza. Eles espera que o período de avaliação dos projetos termine até a metade deste ano. Outras refinarias em construção são a do Comperj, em Itaboraí (RJ), e a de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Segundo o diretor, a previsão é que parte da Premium 1 entre em operação em outubro de 2017, enquanto a Premium 2 deve começar a funcionar em dezembro do mesmo ano. Em 2020, a Premium 1 deve ser concluída. As estimativas de autossuficiência em derivados, no entanto, dependem de o consumo crescer a uma taxa de 4,2% ao ano.

Cosenza informou também que a Petrobras e a PDVSA (petrolífera da Venezuela) não estabelecem contato desde 28 de fevereiro, quando foi concluído o último aditivo para a operação em conjunto da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, onde serão construídos dois trens de produção com o investimento das duas empresas. O diretor garantiu que a obra, com 73% de conclusão, será finalizada e acredita que a situação política na Venezuela contribuiu para que a PDVSA não entrasse mais em contato com o Brasil desde essa data, o que deve ser resolvido quando a situação "se estabilizar", segundo o diretor.

Desde a morte do ex-presidente Hugo Chávez, em março, a Venezuela passou por um período de sucessão que culminou nas eleições presidenciais de 14 de abril, vencidas pelo antigo vice de Chávez, Nicolás Maduro, e questionadas pela oposição.

A diretoria da Petrobras também divulgou que, em 2013, foram captados US$ 7 bilhões em bancos internacionais e nacionais, entre eles o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo da companhia é chegar a US$ 61 bilhões nos próximos cinco anos para a captação bruta, que envolve compromissos já feitos, e US$ 22 bilhões para a captação líquida.

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que há uma meta de captar US$ 20 bilhões este ano, já que a situação do primeiro trimestre foi considerada tranquila do ponto de vista do caixa, com estabilidade da dívida. Barbassa não informou se a empresa captará no mercado de capitais em breve, mas garantiu que a estatal está sempre atenta às oportunidades.

Outro dado divulgado foi o aumento da eficiência operacional, que subiu seis pontos percentuais e chegou a 76% no primeiro trimestre deste ano. De acordo com José Formigli, a elevação do patamar foi obtida com investimentos de US$ 1 bilhão, focados principalmente nos campos mais produtivos da Bacia de Campos. A meta da Petrobras é alcançar 90% no final de 2016.

Segundo Formigli, a produção da empresa foi afetada pelas cinco paradas programadas no primeiro trimestre, nas plataformas P-9, P-54, P-37, P-53 e P-33, além da parada da FPSO Espírito Santo, da Shell, que contribuíram para reduzir os resultados. Sem informar detalhes, o diretor informou que a estatal deve manter o mesmo nível de paradas no segundo trimestre, número que será menor a partir de julho. As paradas programadas são usadas para reparos e aprimoramentos que aumentam a eficiência da produção.

A diretoria prevê ainda o início do funcionamento da P-55 no fim de setembro. Na segunda quinzena de outubro, entra em operação a P-63, e a P-58 inicia a produção no final do mesmo mês. Em dezembro, a Petrobras começará a exploração com a P-61.

Fonte:Agência Brasil/Vinícius Lisboa

Petrobras de novo no radar dos aplicadores


As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4, respectivamente) vinham apresentando forte queda desde a capitalização da companhia em 2010. Nas últimas semanas, os papéis têm se recuperado. Por que o interesse dos investidores pelas ações aumentou? Essa recuperação é consistente?

Como mostrei no post ?O que move as ações da bolsa?, de 25/02/13, os papéis da Petrobras têm apresentado forte relação com os maus resultados operacionais apresentados pela empresa, como a evolução do lucro, da margem operacional e do retorno sobre o patrimônio líquido. Este último caiu de 17,4% em junho de 2010 para 6,2% em dezembro de 2012, em decorrência (i) do aumento do patrimônio líquido com a capitalização sem contrapartida imediata de receitas, pois as operações do pré-sal só devem se tornar relevantes a partir de 2014, (ii) da baixa de ativos e (iii) da perda com a importação de derivados de petróleo devido à defasagem entre o preço cobrado internamente e o praticado no exterior. Contudo, após dois anos e meio de maus resultados, o cenário parece clarear, embora os catalisadores para as ações ainda estejam distantes. A produção de óleo somente deve aumentar a partir de 2014. Assim, de acordo com estimativas dos analistas de mercado coletadas pelo sistema de análise fundamentalista S&P Capital IQ, o lucro por ação em 2013 ainda deve ser baixo, retornando ao patamar verificado em 2011, de R$ 2,48 por papel, com retomada do crescimento em 2014, de 13%, e de 8,5% em 2015.

Apesar do crescimento do lucro ainda estar distante, as ações preferenciais têm mostrado bom desempenho em abril, com alta de 5% até o dia 26. Por quê? Primeiro, a política de dividendos mínimos (veja post ?Dividendos da Petrobras: corte poderia ter sido pior?, de 19/02/13) deve proporcionar retorno (?dividend yield?) em torno de 5% para as PNs, nível que pode funcionar como um piso para o preço do papel. Segundo, o governo vem gradualmente diminuindo o diferencial de preço interno e externo dos derivados de petróleo, o que reduz o prejuízo do segmento de abastecimento. E, por fim, a companhia começa a negociar com múltiplos tão depreciados que acabam atraindo alguns investidores. Na análise fundamentalista, podemos identificar dois tipos de aplicadores: aqueles que procuram ações cujos múltiplos P/L (preço por lucro) (1) ou P/VPA (preço por valor patrimonial por ação) estão baixos ? são as chamadas ações de valor (?value stocks?) ? e os que buscam ações que devem apresentar forte crescimento do lucro nos próximos anos e, por isso, negociam com múltiplos elevados. Estas últimas são conhecidas como ações de crescimento (?growth stocks?). Os papéis preferenciais da Petrobras estão negociando com múltiplo P/VPA bastante baixo, de 0,73 vez, próximo ao mínimo histórico dos últimos três anos, de 0,63 vez, ocorrido em março último e ainda inferior ao valor alcançado logo após a capitalização ? de 0,75 vez em novembro/10. Isso significa que o valor de mercado da companhia representa 73% dos seus ativos líquidos, ou seja, os ativos totais menos as dívidas. Em tese, caso a estatal fosse liquidada hoje, com a venda de seus ativos e o pagamento dos credores, os acionistas receberiam mais do que a companhia vale na bolsa. Um múltiplo similar ao de 2010 parece não fazer sentido, pois os resultados do pré-sal estão mais próximos de acontecer hoje do que há três anos.

Assim, as ações de Petrobras começam a despertar o interesse dos investidores de valor, aqueles que seguem as técnicas preconizadas pelo cultuado investidor americano Benjamin Graham. Veja o que ele diz no livro ?O Investidor Inteligente?: ?Vamos sugerir como uma de nossas principais condições que os leitores se limitem a ações vendidas a um preço pouco acima do valor de seus ativos tangíveis (também chamado de ativos líquidos, patrimônio líquido ou valor contábil)... O resultado final de tal política conservadora pode ser melhor do que aventuras emocionantes nos campos glamourosos e perigosos do crescimento previsto?.

Apesar da cautela de Graham, o mercado acionário brasileiro tem privilegiado os papéis de crescimento nos últimos anos. Mas quem sabe as esquecidas ações de Petrobras não coloquem a estratégia de valor de novo em destaque? Não dá para dizer que a recuperação dos papéis é consistente, pois o crescimento do lucro só deve ocorrer ao longo de 2014, mas a crescente demanda dos investidores de valor e o interessante ?dividend yield? podem, ao menos, evitar que as ações continuem caindo.

(1) O P/L representa o número de anos necessários para se obter o retorno do valor pago pela ação por intermédio dos lucros distribuídos desde que atendidas certas premissas: todo o lucro seja distribuído aos acionistas, o lucro dos próximos anos seja igual ao do ano-base e a cotação não se altere.

André Rocha é analista certificado pela Apimec e atua há 20 anos como especialista na avaliação de companhias listadas na bolsa.

As opiniões contidas neste espaço refletem a visão do analista sobre as companhias, e não a do Valor Econômico. O Valor e o autor não se responsabilizam por prejuízos decorrentes do uso dessas informações (Veja os termos de uso completos em www.valor.com.br/valor-investe/o-estrategista)

Fonte:Valor Econômico/André Rocha

Dilma apresentará nova proposta sobre destinação dos royalties


A presidente Dilma Rousseff afirmou que enviará ao Congresso Nacional uma nova proposta sobre o uso integral dos royalties do petróleo da camada pré-sal na área da educação. A Medida Provisória (MP) 592 perderá validade no dia 12 de maio, caso não seja votada no Congresso. A comissão mista que analisa a proposta não chegou a acordo para a votação e decidiu adiá-la até que o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifeste a respeito das regras de divisão dos royalties.

“Nessa questão da educação, somos teimosos, somos insistentes, e vamos enviar uma nova proposta para uso dos recursos, royalties, participações especiais e o recurso do pré-sal, para serem gastos exclusivamente na educação. O Brasil precisa de duas coisas para melhorar a educação: da vontade de todos nós, a vontade política do governo e a paixão das famílias, mas também precisa de recursos”, disse a presidente durante discurso realizado em um evento em Campo Grande (MS).

A presidente disse, no fim de seu pronunciamento, que o país tem avançado e deixado para trás o complexo de vira-lata. “Nós mudamos, somos respeitados no mundo, somos um país forte, somos uma das maiores economias, temos uma agricultura forte e competitiva, uma indústria forte e competitiva, temos uma população trabalhadora, capaz, que não desiste nunca, que entra pra ganhar. Nesses últimos dez anos, enterramos o complexo de vira-lata. Vamos aproveitar, levantar bem o nariz e ter muita autoconfiança, porque nós somos de um país vencedor”.



Fonte: Agência Brasil
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